# F07.2 — Síndrome pós-traumática

- Link: https://cidsmed.com/cid/f00-f99/f00-f09/f07/f07-2/
- Published: 2026-08-20T13:25:12+00:00
- Author: admin

Síndrome pós-traumática é um nome que os médicos usam quando alguém passa a ter 
mudanças duradouras no jeito de pensar, de reagir ou de se relacionar depois de 
uma pancada na cabeça. Não é uma doença contagiosa; é uma consequência do choque
que o cérebro sofreu. O que leva a esse diagnóstico geralmente é que a pessoa ou
a família percebem que, depois do acidente ou queda, o comportamento ficou diferente
do que era antes.

Você pode estar se sentindo mais irritado, sem paciência, menos interessado nas 
coisas, ou com dificuldade para planejar, lembrar ou manter a atenção. Também é 
comum que alguém fique mais impulsivo, fale sem filtro ou tenha mudanças de humor.
Às vezes ocorre cansaço mental, sono alterado ou diminuição da iniciativa — palavras
que as pessoas usam para descrever esses sintomas incluem “cansaço”, “esquecimento”
e “perda de ritmo”.

Na maioria dos casos, não é algo que “pega” outra pessoa, e a gravidade varia muito:
algumas pessoas se recuperam bastante com tempo e reabilitação, outras mantêm sequelas
que afetam o trabalho e as relações. A duração pode ser de meses ou anos; o importante
é que haja acompanhamento para avaliar a evolução. O diagnóstico costuma ser feito
quando as mudanças persistem após a fase imediata do trauma e há vínculo claro com
o evento.

Depois do diagnóstico, é comum que o médico solicite exames — imagem do crânio e
testes que avaliam memória e atenção — e encaminhamentos para reabilitação, terapia
ocupacional ou acompanhamento psiquiátrico conforme a necessidade. Pode haver retorno
periódico para avaliar se houve melhora ou se mudam as estratégias de manejo. Em
muitos casos, a família é orientada a registrar exemplos concretos de dificuldades
nas tarefas diárias para ajudar na avaliação.

Em casa, observe se há aumento da impulsividade, risco de acidentes, incapacidade
de cuidar de si ou comportamentos perigosos; nesses casos, procure atendimento rápido.
Também é importante buscar ajuda se houver sinais de depressão intensa, ideação 
suicida, ou queda brusca do funcionamento social e profissional. Guardar um diário
simples das alterações e pedir que familiares descrevam o que mudaram no dia a dia
costuma ser útil para a equipe de saúde.
