# F13.7 — Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de sedativos e hipnóticos – transtorno psicótico residual ou de instalação tardia

- Link: https://cidsmed.com/cid/f00-f99/f10-f19/f13/f13-7/
- Published: 2026-08-20T13:28:18+00:00
- Author: admin

Este código indica que você apresentou sintomas psicóticos (como ouvir vozes, ver
coisas que outros não veem, ou ter ideias marcadamente estranhas) que começaram 
ou permaneceram após o uso de sedativos ou remédios para dormir. Não é um rótulo
moral; descreve uma ligação temporal entre o uso desses fármacos e o surgimento 
ou a manutenção de sintomas psicóticos.

Você pode estar sentindo confusão, medo, dificuldade para organizar pensamentos,
ouvir vozes ou acreditar em ideias que outras pessoas não compartilham. Junto a 
isso, é comum haver cansaço, alterações do sono ou dificuldade para cuidar das tarefas
diárias. Nem sempre há sensação de “barriga” ou sintomas gastrointestinais, mas 
problemas de sono e ansiedade costumam acompanhar.

Quanto à gravidade, a presença de psicose merece atenção: nem sempre é permanente,
mas pode durar semanas ou meses, especialmente se a exposição ao sedativo foi prolongada
ou se a retirada foi abrupta. A evolução varia muito; algumas pessoas melhoram com
acompanhamento e tratamento, outras mantêm sintomas residuais por mais tempo.

O caminho habitual inclui avaliação com médico ou psiquiatra, exames para excluir
causas médicas (como alterações metabólicas) e monitoramento. Em muitos casos o 
tratamento é ambulatorial, mas internação pode ser necessária se houver risco para
a pessoa ou terceiros. Retornos periódicos ajudam a ajustar o plano de cuidado e
a documentar a evolução.

Em casa, observe se há aumento da confusão, alucinações mais intensas, ideias de
autoagressão ou desatenção a necessidades básicas (alimentação, medicação). Procure
ajuda imediatamente se houver risco de lesão, incapacidade de se alimentar ou cuidar
de si, ou se sinais de piora surgirem. Para outras dúvidas sobre trabalho, afastamento
ou exames, discuta com quem trata você; esses encaminhamentos dependem da avaliação
clínica e de perícias específicas.
