# F31 — Transtorno afetivo bipolar

- Link: https://cidsmed.com/cid/f00-f99/f30-f39/f31/
- Published: 2026-08-09T23:38:28+00:00
- Author: admin

O código CID F31 corresponde ao transtorno afetivo bipolar. Em linguagem simples,
isso significa que a pessoa tem períodos em que o humor fica muito alto ou agitado(
mania/hipomania) e outros em que fica muito triste ou sem energia (depressão). O
diagnóstico não é só um episódio ruim isolado: exige um padrão de mudanças de humor
que afeta a vida da pessoa ao longo do tempo.

Você pode estar sentindo, em diferentes momentos, muita energia, fala acelerada,
pouca necessidade de sono, impulsividade, ou, no outro polo, tristeza intensa, cansaço
que não passa, perda de interesse nas coisas, alterações do apetite e do sono. É
comum também sentir ansiedade, problemas de concentração ou alterações no apetite(“
barriga”, intestino solto) e cansaço extremo em fases depressivas. Esses sintomas
costumam vir em episódios, com melhora parcial ou total entre eles.

O transtorno bipolar não é contagioso. A gravidade varia: algumas pessoas têm episódios
leves e mantêm a rotina, outras têm episódios mais intensos que atrapalham o trabalho
e as relações. A duração dos episódios varia muito; alguns duram semanas, outros
meses. Muitos pacientes precisam de acompanhamento por longo prazo para reduzir 
a chance de novas crises.

Depois do diagnóstico, o médico pede histórico detalhado, pode solicitar exames 
para excluir causas médicas e define um plano de acompanhamento. O tratamento costuma
ser ambulatorial, com consultas regulares; em crises graves pode ser necessária 
internação. Atestados e documentos sobre afastamento são emitidos caso o quadro 
comprometa o trabalho, mas isso depende da avaliação clínica e pericial.

Em casa, observe mudanças claras no sono (dormir muito ou quase nada), atos impulsivos
novos (gastos exagerados, dirigir perigosamente), isolamento, perda de interesse,
fala muito acelerada ou pensamentos acelerados, e sinais de pensamentos suicidas.
Se notar risco de ferir a si ou a outros, ou pensamento persistente de não querer
viver, procure atendimento de emergência sem esperar.

Fale abertamente com o seu profissional sobre remédios, efeitos colaterais, uso 
de álcool e outras substâncias, e como o transtorno afeta seu trabalho e família.
Ter apoio e informação ajuda muito: tratamentos e acompanhamento reduzem a gravidade
dos episódios e melhoram a qualidade de vida.
