# F44.3 — Estados de transe e de possessão

- Link: https://cidsmed.com/cid/f00-f99/f40-f48/f44/f44-3/
- Published: 2026-08-20T13:22:15+00:00
- Author: admin

Receber o código CID F44.3 significa que a equipe de saúde identificou episódios
em que você teve um estado de transe ou sentiu que outra identidade ou força tomou
o controle do seu comportamento. Na linguagem do dia a dia, isso às vezes é descrito
como “ficar fora de si”, “estar possuído” ou como uma mudança súbita no jeito de
falar, andar ou reagir que não parece com você.

Você provavelmente percebeu perda de consciência do que estava acontecendo, confusão
depois do episódio e talvez dificuldade para lembrar partes do que ocorreu. Junto
com isso podem vir ansiedade intensa, sensação de estranhamento sobre si mesmo e
variações no humor. Em contextos religiosos ou culturais, essas experiências podem
ter significado simbólico e serem compreendidas de formas diferentes por familiares
e comunidade.

Isso não é uma infecção que “pega” outras pessoas; não há contágio como em gripe.
A gravidade varia: muitos episódios são breves e melhoram com acompanhamento, mas
quando são longos, frequentes ou impedem você de trabalhar, estudar ou cuidar da
família, o impacto é maior e pede avaliação. A duração pode ser desde minutos até
episódios que se repetem por semanas; o curso depende das causas e do tratamento.

O caminho típico inclui uma conversa detalhada com médico e/ou equipe de saúde mental,
alguns exames para excluir causas neurológicas ou intoxicações e, se necessário,
encaminhamento para psicoterapia. Em alguns casos, pode haver necessidade de afastamento
temporário do trabalho, dependendo de quanto o episódio atrapalha suas atividades.
O médico deve documentar o que foi observado para fins de atestado ou perícia.

Em casa, observe se os episódios ficam mais frequentes, se há comportamento perigoso,
automutilação, dificuldade para respirar ou perda prolongada de consciência; nesses
casos, procure atendimento imediato. Anote quando os episódios acontecem, o que 
antecedeu e como você se sente antes e depois; essas informações ajudam a equipe
a entender o quadro. Compartilhar suas crenças e o contexto cultural com o profissional
pode facilitar um plano de cuidado mais ajustado.

Procure ajuda sem esperar se o episódio provocar risco para sua segurança ou de 
outros, se houver piora rápida ou se ocorrerem sinais neurológicos novos, como convulsões,
fraqueza súbita ou perda de fala. O acompanhamento é o caminho para reduzir a frequência
dos episódios e recuperar o controle sobre suas ações.
