# F45.3 — Transtorno neurovegetativo somatoforme

- Link: https://cidsmed.com/cid/f00-f99/f40-f48/f45/f45-3/
- Published: 2026-08-20T13:26:10+00:00
- Author: admin

Receber o código CID F45.3 significa que os sintomas que você sente — como palpitações,
suor forte, tontura, náusea ou sensação de fraqueza — foram avaliados e, até onde
foi investigado, não há uma doença orgânica que explique tudo. O termo “neurovegetativo”
refere-se a sinais do sistema nervoso autônomo (aquele que controla batimentos do
coração, suor, temperatura, digestão) e “somatoforme” indica que os sintomas são
reais, apesar de não haver uma causa física identificável que os explique completamente.

Você provavelmente percebe episódios recorrentes ou contínuos de desconforto corporal
que costumam aumentar em períodos de estresse ou cansaço. Junto disso, é comum que
surja preocupação, medo de ter uma doença séria, sono prejudicado e queda de energia.
Esses aspectos tornam o dia a dia mais difícil, mesmo sem uma doença detectável 
nos exames.

Na maioria dos casos o transtorno não é contagioso nem ameaça imediata à vida, mas
pode ser incapacitante e persistir se não for abordado. A duração varia: algumas
pessoas melhoram com semanas ou meses de acompanhamento, outras mantêm sintomas 
por mais tempo, especialmente se há fatores de estresse contínuos ou falta de suporte.

O caminho comum inclui consultas médicas para investigar possíveis causas físicas,
alguns exames direcionados e, quando não se encontra explicação orgânica suficiente,
encaminhamento para acompanhamento que pode envolver psiquiatria ou psicologia. 
A decisão sobre afastamento do trabalho depende de quanto os sintomas limitam sua
atividade e deve ser baseada em avaliação clínica e funcional.

Em casa, observe sinais de agravamento como piora rápida das tonturas, desmaios,
falta de ar intensa, febre ou perda de peso. Procure ajuda médica imediata se isso
ocorrer. Também é útil anotar quando os sintomas surgem, quanto duram e o que os
agrava ou melhora, pois essas informações ajudam o médico a orientar os próximos
passos.

O foco do tratamento é reduzir o sofrimento e a limitação, não provar que os sintomas
são “imaginários”. Muitas pessoas se beneficiam de explicações claras, estratégias
para reduzir a atenção excessiva aos sintomas e apoio para enfrentar o estresse 
associado à condição.
