# F63.3 — Tricotilomania

- Link: https://cidsmed.com/cid/f00-f99/f60-f69/f63/f63-3/
- Published: 2026-08-20T13:26:50+00:00
- Author: admin

Esse código, CID F63.3, indica que você foi identificado com tricotilomania, ou 
seja, um padrão de arrancar cabelos ou pelos de forma repetida que tem impacto na
sua vida. Não é apenas um hábito isolado: trata-se de um comportamento que vem acontecendo
várias vezes, que você talvez tente controlar sem sucesso, e que pode deixar áreas
com pouco ou nenhum cabelo ou pelos.

Quem tem tricotilomania costuma descrever sensações de tensão, inquietação ou necessidade
de puxar antes do ato, e alívio ou conforto logo depois. Algumas pessoas fazem isso
sem perceber, principalmente em momentos de distração, enquanto outras percebem 
claramente o impulso. Além do aspecto estético, é comum sentir vergonha, evitar 
situações sociais e ter preocupação com a aparência.

Tricotilomania não é contagiosa e nem é sinal de falta de força de vontade. O quadro
pode começar na infância ou adolescência e em muitas pessoas se prolonga por anos
sem tratamento. Em alguns casos melhora espontaneamente; em outros, sem intervenção,
tende a persistir e pode até piorar com estresse. A gravidade varia muito entre 
indivíduos.

Normalmente o primeiro passo após receber esse código é uma avaliação detalhada:
exame da pele e do couro cabeludo para verificar os danos locais e, frequentemente,
avaliação por um profissional de saúde mental que perguntará sobre a frequência 
dos episódios, situações que os desencadeiam e se há tristeza, ansiedade ou outros
sintomas. Em consultas de retorno, podem ser acompanhadas mudanças na aparência 
das áreas afetadas e o impacto na rotina. A necessidade de afastamento do trabalho
ou escola depende do impacto funcional e será avaliada caso a caso.

Em casa, observe a frequência dos episódios e o que costuma anteceder cada um — 
tédio, ansiedade, ver televisão — e anote se percebe automação dos comportamentos(
quando não nota que está puxando). Procure ajuda mais urgente se aparecerem infecções,
dor intensa, sinais de sangramento que não param, ideias de autoagressão ou se o
comportamento causar sofrimento psicológico severo. Buscar atenção médica não é 
admitir fraqueza, mas um passo para reduzir danos e melhorar qualidade de vida.
