# F65.0 — Fetichismo

- Link: https://cidsmed.com/cid/f00-f99/f60-f69/f65/f65-0/
- Published: 2026-08-20T13:30:18+00:00
- Author: admin

O código CID F65.0 identifica o que se chama de fetichismo: quando a pessoa sente
atração sexual intensa e repetida por um objeto (como uma peça de roupa) ou por 
uma parte do corpo que não é genital (por exemplo, pés), e essa atração passa a 
ser necessária para que ela se excite ou se satisfaça. Nem toda preferência ou fantasia
é fetichismo clínico — torna‑se um problema quando causa sofrimento, atritos nos
relacionamentos ou impede uma vida sexual satisfatória com um parceiro.

Você pode estar se sentindo confuso, envergonhado ou ansioso em relação ao que sente.
É comum também haver medo de julgamento, isolamento ou tentativa de esconder o comportamento.
Algumas pessoas relatam que o fetiche começou na adolescência e se manteve; outras
percebem um aumento da frequência em momentos de estresse ou solidão. Sintomas associados
podem incluir tristeza, vergonha, dificuldade de intimidade e, às vezes, problemas
de autoestima.

Fetichismo não é contagioso e não é uma doença infecciosa. Se há sofrimento importante
ou prejuízo no trabalho, nas relações ou risco de envolvimento em situações ilegais,
considera‑se clínico e recomenda‑se avaliação. A duração varia: para algumas pessoas
o padrão persiste por anos; para outras, melhora com terapia. Não é possível prever
um tempo padrão sem avaliação individual.

Na prática, o que costuma acontecer é que o profissional fará uma entrevista detalhada
sobre sua história sexual, sobre o impacto desse interesse no seu dia a dia e sobre
possíveis problemas associados (como ansiedade ou uso de álcool). Podem ser solicitados
retornos regulares e propostas terapias que abordam pensamentos, comportamentos 
e relações. Raramente há necessidade de exames laboratoriais além de avaliações 
quando há risco sexual ou comorbidades.

Em casa, observe como o padrão afeta suas relações, sono, humor e trabalho. Procure
ajuda se sentir que perdeu controle sobre o comportamento, se houver risco de exposição
a situações ilegais, ou se houver sintomas de depressão ou ansiedade persistentes.
Pedir ajuda não é confissão de culpa: é um passo para reduzir sofrimento e melhorar
relacionamentos.
