# F65.5 — Sadomasoquismo

- Link: https://cidsmed.com/cid/f00-f99/f60-f69/f65/f65-5/
- Published: 2026-08-20T13:30:33+00:00
- Author: admin

Receber o código CID F65.5 significa que, segundo a avaliação clínica, sua expressão
sexual tem como núcleo obter excitação por meio de dor, humilhação ou submissão,
e que isso tem gerado sofrimento, lesões ou prejuízo nas suas relações ou vida cotidiana.
Não é um rótulo moral: é uma descrição clínica de um padrão de preferência sexual
que, no seu caso, está associado a consequências negativas.

Você pode estar sentindo conflito, vergonha, culpa, ansiedade ou ter problemas no
relacionamento por conta das práticas. Fisicamente pode haver marcas ou lesões ocasionais
relacionadas às atividades; emocionalmente, pode haver isolamento, dificuldades 
na intimidade ou embates com parceiros. Nem todo envolvimento com práticas S/M equivale
a transtorno; o que diferencia é o grau de sofrimento, risco ou prejuízo.

Quanto à gravidade, muitos casos são manejáveis e atendidos em ambulatório; outros
exigem avaliação mais urgente quando há risco de lesões graves, falta de consentimento
ou envolvimento de menores. Sadomasoquismo não é contagioso. A duração varia: podem
ser episódios com impacto pontual ou um padrão persistente que precisa de acompanhamento.
O diagnóstico não determina, por si só, que haverá afastamento do trabalho.

O que costuma acontecer depois do diagnóstico é documentação clínica detalhada, 
possível encaminhamento para psicoterapia ou avaliação psiquiátrica e, quando necessário,
exames para tratar lesões. Se houve ferimentos, pode haver atendimento em emergência.
Em geral há retornos para monitorar risco, impacto e resposta ao tratamento.

Em casa, observe sinais de lesões que precisem de cuidado médico, alterações de 
humor persistentes, prejuízo no trabalho ou pressões que comprometam o consentimento
de suas relações. Procure ajuda se houver perda de controle sobre comportamentos,
se parceiros forem incapazes de consentir, se houver violência não consensual, lesões
que não cicatrizam ou risco legal. Profissionais de saúde mental podem orientar 
sobre redução de risco e bem-estar sexual.
