# F91.1 — Distúrbio de conduta não-socializado

- Link: https://cidsmed.com/cid/f00-f99/f90-f98/f91/f91-1/
- Published: 2026-08-20T13:23:11+00:00
- Author: admin

Receber o diagnóstico CID F91.1 significa que os profissionais identificaram um 
padrão repetido de comportamentos que ferem regras, põem outras pessoas em risco
ou destru(m) bens, e que esses atos não fazem parte de um ‘grupo’ que incentive 
esse tipo de ação. Em palavras simples: quem tem esse código costuma agir de forma
agressiva ou antissocial de forma isolada, sem se integrar a uma turma que organize
ou legitime esse comportamento.

Você provavelmente tem percebido brigas frequentes, discussões que viram agressão,
danos a coisas ou furtos, e repetidas advertências na escola ou reclamações dos 
vizinhos. Junto com isso, é comum sentir tensão nas relações familiares, vergonha,
isolamento ou dificuldade em fazer amigos. Algumas pessoas também relatam cansaço,
irritabilidade e problemas para manter o rendimento escolar.

Não é algo “contagioso”: não pega como uma gripe. A gravidade varia: para alguns
é um padrão que aparece por um tempo e melhora com intervenções; para outros, sem
apoio, tende a persistir e causar problemas legais ou escolares. O tempo de resolução
depende do quanto o problema é identificado cedo e do acesso a acompanhamento adequado.

No seguimento, o mais provável é que sejam solicitados relatos escolares, entrevistas
com a família e avaliações por psicologia e, quando necessário, psiquiatria. O acompanhamento
costuma ser multidisciplinar, com trabalho sobre regras, rotina e habilidades sociais;
em alguns casos há articulação com serviços sociais ou programas escolares. A necessidade
de afastamento escolar formal é rara, mas pode haver medidas educativas ou adaptações
na escola.

Em casa, observe se há aumento na frequência ou gravidade das agressões, uso de 
objetos como armas, ou risco de se machucar ou machucar outros. Procure ajuda imediata
se houver ameaça real à segurança de alguém, agressão física grave, ou se houver
envolvimento com autoridades. Em situações de menor risco, registrar episódios, 
buscar avaliação profissional e envolver a escola e a família nas estratégias de
mudança são passos frequentes.

Este texto não substitui avaliação clínica. Documentos médicos e relatórios escolares
costumam ser importantes para entender o contexto e planejar o acompanhamento adequado.
