# F94.2 — Transtorno de fixação da infância, com desinibição

- Link: https://cidsmed.com/cid/f00-f99/f90-f98/f94/f94-2/
- Published: 2026-08-20T13:30:56+00:00
- Author: admin

Esse código, CID F94.2, é usado por profissionais para descrever um padrão de comportamento
em crianças que se aproxima facilmente de estranhos e busca atenção sem distinguir
bem quem é cuidador. Não é um rótulo de personalidade, mas uma forma de registrar
que o vínculo afetivo com os cuidadores principais foi prejudicado por experiências
como troca frequente de casas, institucionalização ou cuidados inconsistentes.

Você pode notar que a criança aceita colo ou carinho de pessoas que não conhece,
que não procura o cuidador para checar a segurança ao entrar em ambiente novo, ou
que parece “muito amiga” de quem acabou de conhecer. Junto a isso, podem aparecer
sinais como dificuldade para regular emoções, sono alterado, irritabilidade ou atraso
em linguagem e interação. Isso não significa que a criança seja má ou que não goste
da família; muitas vezes é uma resposta adaptativa a cuidado incerto.

O transtorno em si não é contagioso. A gravidade varia: alguns casos se resolvem
com intervenções adequadas e tempo, outros exigem acompanhamento prolongado. A duração
depende da idade, da rapidez em melhorar as condições de cuidado e da resposta às
intervenções psicossociais. Em geral, quanto mais cedo houver cuidado estável e 
suporte, melhor a evolução.

O caminho típico envolve avaliação por pediatra, psicólogo e, quando necessário,
assistência social. Espera-se registros da história de cuidado, observação da criança
em diferentes contextos e propostas de intervenções que fortaleçam o vínculo entre
criança e cuidador. Em muitos casos não há afastamento do trabalho dos pais, mas
pode haver necessidade de adaptações no ambiente familiar ou escolar e acompanhamento
regular.

Em casa, observe se a criança busca com frequência pessoas desconhecidas para conforto,
se evita procurar o cuidador em situações de incômodo, ou se apresenta mudanças 
no sono e apetite. Procure ajuda se houver risco à segurança da criança (aceitar
carona ou ficar a sós com desconhecidos), se o comportamento for excessivo a ponto
de dificultar a vida em família ou escola, ou se surgirem sinais de sofrimento intenso
como choro inconsolável, retraimento marcado ou agressividade crescente.
