# F98.5 — Gagueira [tartamudez]

- Link: https://cidsmed.com/cid/f00-f99/f90-f98/f98/f98-5/
- Published: 2026-08-20T13:24:54+00:00
- Author: admin

Receber o código CID F98.5 significa que o que você tem é classificado como gagueira,
também chamada de tartamudez: uma alteração do fluxo da fala em que às vezes você
ou seu filho travam, repetem sons, prolongam sílabas ou fazem pausas inesperadas
ao falar. Esse rótulo descreve o padrão da fala, não uma culpa ou fraqueza de caráter,
e serve para registrar o problema nos exames e no acompanhamento médico ou fonoaudiológico.

Quem convive com gagueira costuma sentir insegurança ao falar, constrangimento em
situações sociais e esforço ao tentar dizer certas palavras. Em crianças pequenas
isso pode se manifestar por hesitação ao conversar na escola; em adolescentes e 
adultos, pode haver evitamento de conversas telefônicas, apresentações ou situações
em que a comunicação seja exigida. Isso vem frequentemente acompanhado de ansiedade
específica relacionada à fala e, às vezes, de linguagem acelerada quando se tenta
compensar.

A gagueira não é contagiosa. Para muitas crianças, as disfluências surgem durante
o desenvolvimento da fala e podem melhorar com o tempo; noutros casos o padrão persiste
ou varia por anos. A duração é individual: alguns melhoram em meses, outros precisam
de acompanhamento prolongado. Não implica, por si só, em déficits intelectuais; 
contudo, seu impacto social e escolar pode ser significativo se não houver atenção
adequada.

O caminho mais comum após o registro do código inclui avaliação por fonoaudiólogo
para analisar a fala em diferentes situações e, quando necessário, acompanhamento
psicológico para lidar com ansiedade e autoconceito. É frequente haver sessões periódicas
para treinamento de fluência e estratégias de comunicação, além de reavaliações 
para documentar evolução. A necessidade de afastamento escolar ou laboral é avaliada
caso a condição gere prejuízo concreto na atividade, e deve constar nos relatórios
e atestados.

Em casa, observe se há aumento do bloqueio, evitamento de falar ou mudanças no comportamento(
isolamento, choro, raiva) que indiquem sofrimento. Anote situações que pioram ou
melhoram a fala — por exemplo, falar ao telefone, em público, ou quando cansado —
e leve essas observações nas consultas. Procure ajuda se a criança apresentar recuo
escolar, se a pessoa começar a evitar atividades por medo de falar, ou se surgirem
sinais neurológicos como fraqueza ou alteração sensorial; nesses casos a investigação
deve ser mais ampla.

Lembre‑se de que o tratamento é individualizado: o objetivo é reduzir a frequência
das disfluências, diminuir o impacto emocional e melhorar a comunicação no dia a
dia. A documentação médica e fonoaudiológica ajuda a planejar as intervenções e 
a registrar evolução, tanto para fins clínicos quanto para questões administrativas.
Buscar avaliação especializada permite entender melhor o quadro e as opções de acompanhamento.
