# I26 — Embolia pulmonar

- Link: https://cidsmed.com/cid/i00-i99/i26-i28/i26/
- Published: 2026-10-09T21:53:36+00:00
- Author: admin

Receber o diagnóstico “embolia pulmonar” pode assustar, mas é útil entender o que
isso realmente significa: um coágulo que se formou em outra parte do corpo, normalmente
nas pernas, viajou e bloqueou uma artéria no pulmão. Esse bloqueio dificulta a passagem
do sangue pelo pulmão e pode causar falta de ar e dor no peito. Nem toda embolia
é mortal; muitos episódios são tratados e acompanhados com sucesso, mas a gravidade
varia conforme o tamanho do coágulo e como o coração e os pulmões reagem.

O que você provavelmente está sentindo é falta de ar repentina, que pode aparecer
mesmo em repouso, e dor aguda no peito que piora ao respirar fundo. Pode haver tosse,
às vezes com pouquíssimo sangue, e palpitações ou sensação de batimentos acelerados.
Alguns pacientes relatam tontura ou mal‑estar intenso se a embolia compromete muito
a pressão arterial.

Se é grave? Depende. Pequenas embolias podem causar sintomas moderados e serem tratadas
sem procedimentos invasivos; embolias grandes podem causar queda da pressão e ameaça
à vida, exigindo cuidado imediato. A condição não é contagiosa; ela não “pega” de
outras pessoas, pois resulta de coágulos originados no próprio corpo ou de material
que viaja pela corrente sanguínea.

A sequência habitual inclui exames para confirmar a presença do êmbolo — uma tomografia
específica ou outro estudo de imagem — e avaliação para localizar a origem do coágulo,
muitas vezes nas veias das pernas. O médico discutirá a necessidade de internação,
o tipo de tratamento e o acompanhamento. A questão do afastamento do trabalho é 
avaliada com base na gravidade, nas limitações funcionais e nos riscos do retorno
às atividades, e pode ser registrada em atestado médico com o CID se você concordar.

Em casa, observe sua respiração: aumento súbito da falta de ar, sensação de desmaio,
suor frio, confusão ou tosse com sangue são sinais que exigem procura imediata de
emergência. Se você já tem diagnóstico e inicia tratamento anticoagulante, também
é importante seguir as orientações de retorno às consultas e informar qualquer sangramento
incomum ao médico. Guarde e leve os laudos de imagem e exames às consultas de seguimento,
pois eles fundamentam decisões sobre duração do tratamento e necessidade de medidas
adicionais.
