# M65.4 — Tenossinovite estilóide radial [de Quervain]

- Link: https://cidsmed.com/cid/m00-m99/m60-m79/m65/m65-4/
- Published: 2026-08-12T20:07:36+00:00
- Author: admin

Receber o CID M65.4 significa que a dor na base do seu polegar é atribuída à tenossinovite
estilóide radial, conhecida como doença de De Quervain. Em linguagem simples, os
tendões que levantam e esticam o polegar estão irritados ou apertados dentro da “
gaiola” por onde passam, causando dor na lateral do punho próximo ao polegar.

Você provavelmente sente dor ao pegar, carregar sacolas, girar uma chave ou puxar
algo com o polegar; a dor costuma piorar ao usar a pinça entre polegar e indicador.
Pode haver sensibilidade ao toque nesse ponto, e às vezes um leve inchaço ou sensação
de atrito quando move o polegar. Em muitos casos a dor começa aos poucos e piora
com atividades repetitivas.

Na maior parte das vezes não é uma doença contagiosa e não costuma ser grave no 
sentido de risco imediato à vida. A duração varia: alguns melhoram em semanas com
descanso e adaptações, outros mantêm sintomas por meses e precisam de tratamentos
mais direcionados. A condição tende a responder primeiro à modificação de tarefas
e reabilitação, mas pode persistir se as atividades desencadeantes continuarem.

O caminho comum após o diagnóstico inclui orientações sobre reduzir ou adaptar movimentos
que pioram a dor, possíveis sessões de fisioterapia e acompanhamento com retorno
para avaliar evolução. Em alguns casos, exames de imagem como ultrassom são solicitados
para esclarecer a situação. A necessidade de afastamento do trabalho depende de 
quanto as tarefas exigem o uso do polegar e da resposta ao tratamento; o médico 
ou perito costuma registrar isso em atestado quando justificável.

Em casa, observe se a dor aumenta muito ao realizar tarefas habituais, se aparece
perda importante de força ao segurar objetos, ou se surge inchaço progressivo e 
sinais de inflamação intensa; nesses casos, procure avaliação sem demora. Se a dor
melhora com descanso e pequenas adaptações, mantenha acompanhamento até que a função
retorne. Evite movimentos repetitivos que disparem a dor enquanto aguarda orientação
profissional.
