# M89.1 — Parada de crescimento epifisário

- Link: https://cidsmed.com/cid/m00-m99/m80-m94/m89/m89-1/
- Published: 2026-08-22T21:22:22+00:00
- Author: admin

Receber o registro “parada de crescimento epifisário” significa que uma área da 
placa de crescimento (a parte do osso que faz ele crescer em comprimento) parou 
de funcionar. Isso costuma acontecer quando aquela parte da cartilagem sofreu um
dano — por exemplo depois de uma fratura na infância, uma infecção no osso, ou tratamentos
locais que afetaram aquela região. O resultado é que aquele ponto do osso não aumenta
mais como os outros, e isso pode levar a um membro mais curto ou a uma perna torta,
dependendo do lugar afetado.

Você pode ter sentido dor localizada no início, dificuldade para movimentar a articulação
próxima ou ter tido um episódio de infecção ou trauma antes do problema aparecer.
Em muitas situações a dor melhora, mas o que familiares e médicos notam depois é
a diferença no comprimento entre os lados ou uma alteração no jeito de andar. Nem
todo caso causa dor crônica; o impacto é frequentemente funcional — diferença de
tamanho do membro, mudança no eixo da perna ou limitação para esportes.

Se é grave depende de onde e de quando aconteceu e da quantidade de crescimento 
que resta. Em crianças pequenas, uma perda pequena de atividade da placa pode ser
compensada pelo crescimento restante; em adolescentes próximos da maturidade esquelética,
o problema tende a ser definitivo. A condição não é contagiosa. O tempo de evolução
varia: pode ser detectada meses após o evento inicial e, se não tratada, a deformidade
pode progredir com o crescimento.

O que geralmente acontece depois de um diagnóstico é sequenciamento por imagem para
medir a extensão do dano e acompanhar a discrepância entre os lados. Exames de imagem
são repetidos ao longo do tempo; dependendo do resultado, pode haver encaminhamento
para cirurgia reconstrutiva ou apenas acompanhamento e fisioterapia. A necessidade
de afastamento do trabalho ou escola é avaliada conforme a idade da pessoa, a dor
e a limitação funcional.

Em casa, observe dor que aumenta, calor ou vermelhidão local (sinais de infecção)
e qualquer mudança rápida no formato do membro ou no jeito de andar. Procure atendimento
se houver febre associada, perda súbita de função ou se a deformidade estiver progredindo
rapidamente. O acompanhamento com o médico e exames de imagem é a maneira de monitorar
e decidir se alguma intervenção é necessária para reduzir sequelas futuras.
