# M95.1 — Orelha em couve-flor

- Link: https://cidsmed.com/cid/m00-m99/m95-m99/m95/m95-1/
- Published: 2026-08-22T21:23:17+00:00
- Author: admin

Receber o diagnóstico “orelha em couve‑flor” significa que a orelha sofreu uma lesão
no passado — normalmente um hematoma ou trauma — e cicatrizou formando uma área 
endurecida e irregular. O formato que antes era suave pode ficar ondulado, engrossado
ou com perda do sulco que dá forma à orelha.

No começo, após a pancada, a pessoa geralmente sentiu dor, inchaço e possivelmente
um acúmulo de sangue sob a pele (hematoma). Se esse hematoma não foi tratado a tempo,
com o passar das semanas ele pode fibrosar e endurecer, e então a dor aparece menos;
o problema que fica é mais visual do que doloroso. Em alguns casos há sensibilidade
local ou desconforto ao tocar.

Na maior parte das vezes a condição não é contagiosa nem coloca a vida em risco.
A duração é variável: a deformidade estabelecida tende a ser permanente sem intervenção.
Se a pessoa procurou atendimento logo após o trauma e o hematoma foi drenado, a 
deformidade muitas vezes foi evitada; quando a couve‑flor já está formada, só procedimentos
cirúrgicos ou reconstrutivos podem melhorar significativamente o aspecto.

O caminho típico inclui avaliação médica, registro fotográfico e discussão de opções.
Para hematoma recente pode haver drenagem; para deformidade antiga, o médico pode
orientar sobre cirurgia reparadora e expectativas realistas. Dependendo do impacto
na função ou no trabalho, pode haver necessidade de atestado temporário para procedimento
ou recuperação pós‑operatória.

Em casa, observe sinais de infecção (vermelhidão intensa, aumento da dor, febre,
saída de secreção). Procure ajuda imediata se houver hematoma novo após trauma, 
porque a intervenção precoce pode prevenir a deformidade. Para a deformidade já 
instalada, procure orientação sobre opções reconstrutivas e documentação fotográfica
se precisar de laudo para trabalho ou seguro.
