# N61 — Transtornos inflamatórios da mama

- Link: https://cidsmed.com/cid/n00-n99/n60-n64/n61/
- Published: 2026-10-09T21:54:01+00:00
- Author: admin

Receber o código CID N61 significa que o problema identificado na sua mama tem origem
inflamatória: a glândula está com um processo de inflamação que pode ou não ser 
causado por infecção. Isso inclui quadros como mastite (frequente em quem amamenta)
e abscesso mamário, quando há acúmulo de pus. O código é uma forma padronizada de
registrar que a queixa principal é inflamação da mama, não uma simples alteração
de formato ou um nódulo sem sinais de inflamação.

Você provavelmente está sentindo dor localizada, calor e vermelhidão na região afetada;
pode haver sensibilidade ao toque, sensação de endurecimento ou até saída de secreção
pelo mamilo. Quando a inflamação é mais intensa, pode vir acompanhada de febre, 
calafrios e cansaço. Em lactantes é comum associar isso a bloqueio do canal do leite
e dor ao amamentar; em não lactantes a causa pode ser outra infecção ou um processo
inflamatório crônico.

O quadro nem sempre é grave: muitos episódios melhoram com tratamento ambulatorial
e cuidados locais, mas alguns evoluem com formação de coleção purulenta (abscesso)
que exige procedimento para drenar. O problema não é contagioso no sentido de “pegar”
como gripe, mas pode envolver bactérias que habitam a pele; isso não transforma 
automaticamente a situação em risco para outras pessoas na sua casa.

Depois da avaliação inicial, o médico pode solicitar ultrassom para verificar se
há abscesso e, se houver, orientar drenagem. Pode haver indicação de medicação para
controlar a infecção e para aliviar a inflamação; em muitos casos há retorno para
reassessment. Se você recebeu atestado, ele registra o diagnóstico e o período de
afastamento conforme a avaliação do médico naquele momento.

Em casa, observe se há piora da dor, aumento rápido da área inchada, febre alta,
secreção com aspecto purulento ou sinais de que a condição está se espalhando. Procure
ajuda se perceber esses sinais, se tiver dificuldade para alimentar o bebê por causa
da dor, ou se o quadro não melhorar após algumas avaliações. Guardar registros dos
episódios e comunicar o médico em retornos ajuda a esclarecer se há tendência a 
recidiva.

Converse abertamente sobre o que sente, leve qualquer exame de imagem que fizer 
e informe se já teve episódios semelhantes antes. Isso ajuda a identificar se o 
problema tende a ser pontual ou recorrente e a decidir o melhor acompanhamento para
preservar a saúde da mama e, quando for o caso, a amamentação.
