# Q21 — Malformações congênitas dos septos cardíacos

- Link: https://cidsmed.com/cid/q00-q99/q20-q28/q21/
- Published: 2026-10-15T15:55:38+00:00
- Author: admin

Receber a informação de “malformação do septo cardíaco” significa que há, desde 
a formação do seu coração, uma pequena ou maior abertura nas paredes que separam
as cavidades do órgão. Essas aberturas permitem que o sangue passe de um lado para
o outro de forma diferente do esperado. Nem sempre isso causa problemas imediatos:
alguns defeitos são pequenos e não dão sintomas; outros exigem acompanhamento ou
correção.

O que você pode sentir depende de quanto o defeito altera o fluxo sanguíneo. Bebês
com defeitos maiores podem apresentar cansaço durante a amamentação, dificuldade
para ganhar peso ou respiração rápida. Crianças e adultos podem sentir cansaço ao
fazer esforço, falta de ar em situações que antes eram fáceis, palpitações ou notar
um sopro quando o médico examina o peito. Em alguns casos não há queixa alguma, 
e o problema é descoberto num exame de rotina.

A gravidade varia: muitas malformações septais são estáveis e não “pegam” outras
pessoas — não são contagiosas. O tempo que isso dura depende do caso: pode ser um
achado que só precisa de acompanhamento, ou algo que seja tratado com procedimento
percutâneo ou cirurgia. Seu médico vai explicar se é esperado que o defeito se feche
sozinho, permaneça estável ou precise ser corrigido.

O caminho habitual é confirmar o diagnóstico com ecocardiograma, que mostra a localização
e o efeito do defeito no coração. Dependendo do resultado, podem ser pedidos outros
exames e marcadas consultas de rotina com o cardiologista; se houver indicação, 
a correção pode ser feita por cateterismo (fechamento com dispositivo) ou por cirurgia.
A necessidade de atestado ou afastamento do trabalho depende de sintomas, tratamento
e da avaliação do médico que acompanha o caso.

Em casa, observe sinais de piora: respiração muito rápida ou difícil, cianose (tonalidade
azulada nos lábios ou unhas), inchaço nas pernas ou abdome, febre alta e fraqueza
marcante. Se notar desmaios, confusão mental, dificuldade para respirar em repouso
ou dor torácica intensa, procure emergência. Para problemas mais leves, mantenha
consultas de seguimento, faça os exames indicados e leve a documentação dos laudos
para especialistas quando solicitarem.

Lembre‑se de que o CID no atestado é informação que você pode autorizar ou não: 
ele serve para registrar a causa nos processos administrativos e para a continuidade
do acompanhamento médico. Pergunte ao seu cardiologista por escrito sobre o prognóstico,
o tipo de acompanhamento e quando é esperado retorno às atividades habituais segundo
o caso específico.
