# S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo

- Link: https://cidsmed.com/cid/s00-t98/s90-s99/s93/s93-4/
- Published: 2026-08-10T12:35:32+00:00
- Author: admin

Receber o diagnóstico “entorse e distensão do tornozelo” significa que os ligamentos
e os tecidos ao redor da articulação foram sobrecarregados ou esticados além do 
normal, geralmente por uma torção do pé. Na prática isso costuma acontecer ao pisar
torto, escorregar, cair ou durante esportes. Não é o mesmo que uma fratura óssea:
o osso não está quebrado, mas as estruturas que sustentam o tornozelo estão lesionadas
em graus variados.

Você provavelmente sentiu dor imediata no local do tornozelo, seguida de inchaço
e dificuldade para colocar peso sobre o pé. Pode surgir um roxo (hematoma) nas horas
seguintes; movimentar o tornozelo provoca dor, e a marcha fica comprometida. Em 
casos mais leves a dor e o inchaço melhoram em dias a semanas; em lesões mais graves
a recuperação leva semanas a meses e exige reabilitação.

Na maioria dos casos a situação não é contagiosa nem ameaça a vida. A gravidade 
depende do quanto os ligamentos foram lesionados: estiramentos leves tendem a melhorar
com medidas de suporte e fisioterapia, rupturas mais extensas podem causar instabilidade
e exigir avaliação especializada. Se você trabalha com atividades que exigem ficar
em pé, carregar peso ou movimentos repetitivos, pode haver afastamento temporário
até recuperar a função.

O que costuma acontecer em seguida é uma avaliação médica para confirmar que não
há fratura (às vezes com radiografia) e orientação sobre proteção da articulação,
controle da dor e um plano de reabilitação com exercícios e fisioterapia. Retornos
são comuns nas primeiras semanas para checar dor, mobilidade e progresso; exames
de imagem mais detalhados são solicitados apenas se houver suspeita de ruptura significativa
ou se a recuperação não ocorrer como esperado.

Em casa, observe a evolução da dor e do inchaço: diminuição gradual é um sinal favorável.
Procure ajuda se a dor aumentar muito, se não conseguir apoiar o pé, se a sensação
de formigamento ou perda de sensibilidade aparecer, se o pé ficar pálido ou frio,
ou se houver deformidade visível. Essas situações merecem avaliação rápida. Evite
comparações com outros e siga as orientações do profissional que o atende sobre 
retorno ao trabalho e às atividades físicas.
