B26 — Caxumba [Parotidite epidêmica]
- parotidite epidêmica
- parotidite viral
Em palavras simples
CID B26 significa que o diagnóstico registrado é caxumba, também chamada parotidite epidêmica, uma infecção viral que costuma provocar inchaço e dor nas glândulas salivares próximas às orelhas. Em linguagem cotidiana, é o que muitas pessoas chamam de “inchaço da bochecha” por causa de uma inflamação nas parótidas. Receber esse código indica que o médico avaliou sinais clínicos compatíveis com esse quadro.
Você provavelmente está sentindo inchaço em uma ou nas duas bochechas, dor ao mastigar ou abrir a boca, e pode ter febre, dor de cabeça e cansaço. Às vezes a dor começa na garganta antes do inchaço. Em homens adultos pode surgir dor ou sensibilidade nos testículos em decorrência de inflamação associada; isso merece atenção se acontecer.
Sobre gravidade e contágio: a caxumba é uma doença contagiosa transmitida por gotículas respiratórias, e pessoas próximas podem ser expostas. Na maioria dos casos o quadro é agudo e tende a melhorar com cuidados de suporte; porém complicações podem ocorrer e demandar avaliação. A gravidade varia com a pessoa e com a existência de outras doenças prévias.
O que acontece a seguir costuma ser observação e tratamento de suporte: controle da dor e febre, hidratação e medidas locais de conforto. Seu médico pode solicitar exames para confirmar a causa viral ou para excluir outras causas de inchaço nas glândulas, e pode pedir retorno caso haja piora. Se recebeu um atestado, ele especifica o período que o médico julgou necessário naquele momento.
Em casa, observe se a dor aumenta, se aparece sangramento, pus ou pontos de pele muito vermelhos sobre a glândula, se surgem sinais neurológicos (confusão, sonolência incomum) ou se há dor testicular intensa; qualquer desses sinais pede avaliação médica urgente. Se a febre não ceder com medidas básicas ou se você tem doença crônica que aumente riscos, procure atendimento sem esperar.
Vacinação prévia reduz muito a chance de caxumba, mas nem toda pessoa vacinada está absolutamente protegida; por isso é importante informar ao médico sobre vacinas recebidas. Guarde o atestado e comunique ao empregador conforme orientado pelo seu médico; se houver dúvidas sobre retorno ao trabalho ou escola, marque reavaliação com o profissional que o acompanha.
O que este código significa?
O CID B26 designa a caxumba, também chamada parotidite epidêmica, uma infecção viral aguda que atinge principalmente as glândulas salivares (parótidas). Aparece com inchaço e dor na região da bochecha e do ângulo da mandíbula, podendo ser unilateral ou bilateral. Inclui casos com manifestações associadas causadas pelo mesmo vírus, como inflamação testicular (orquite) em homens ou inflamação pancreática em raras ocasiões. Não inclui outras causas de aumento de glândula salivar de origem bacteriana, obstrutiva ou tumoral, nem outras viroses sem envolvimento evidente das parótidas. É um código de doença infecciosa aguda, usado quando a apresentação clínica e/ou exames sustentam parotidite viral.
Quando este código é usado?
Usar quando há quadro clínico compatível com parotidite epidêmica (aumento doloroso das parótidas) confirmado ou fortemente sugestivo de infecção por vírus da caxumba.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
B30 (Conjuntivite viral) — diferencia-se por afetar primariamente a conjuntiva ocular; se o quadro é de conjuntivite sem aumento das parótidas, o código correto é B30. B34 — B34 serve quando há infecção viral generalizada sem foco definido; quando há parotidite evidente a escolha é B26. K11.2 (Sialoadenite obstrutiva) — separa-se por história de cálculo ou obstrução salivar e exames de imagem que mostrem obstrução; ausência destes sinais e presença de febre e início viral favorecem B26. J02.9 — em presença apenas de dor de garganta sem aumento das parótidas, o código correto é J02.9; a presença de parotidite direciona para B26.
O que é?
Caxumba é uma infecção viral sistêmica que tende a afetar as glândulas salivares, especialmente as parótidas, provocando edema e dor na região periauricular e submandibular; costuma apresentar início agudo com febre e mal-estar. O agente etiológico clássico é o vírus da caxumba (genus Rubulavirus), e a manifestação mais óbvia é o aumento das parótidas, que pode ser unilateral no início e tornar-se bilateral em dias.
A doença ocorre mais frequentemente em crianças e jovens não vacinados, mas pode afetar adultos. Além das parótidas, pode haver acometimento de outras glândulas salivares e, em alguns casos, complicações inflamatórias em órgãos como testículos, pâncreas e sistema nervoso, que alteram o curso clínico e a necessidade de acompanhamento.
Quais sintomas aparecem?
Os sintomas típicos incluem inchaço doloroso na região das parótidas (bochecha/ângulo da mandíbula), que pode começar de um lado e estender-se ao outro; dor local ao mastigar ou abrir a boca; febre e mal-estar geral aparecem no início. Sintomas precoces muitas vezes são febre, dor de cabeça e sensação de garganta arranhando antes do aumento da glândula. Indícios de agravamento incluem dor intensa, sinais de infecção bacteriana secundária na pele, dificuldade para abrir a boca, voz arrastada, tontura, confusão ou sinais de acometimento neurológico, e em homens, dor testicular intensa ou aumento testicular que sugerem orquite.
O que causa?
A causa primária é infecção pelo vírus da caxumba transmitido por gotículas respiratórias ou contato próximo; o vírus replica-se nas vias aéreas superiores e dissemina-se para as glândulas salivares. Em prática brasileira atual, a causa mais comum é infecção em indivíduos não imunizados ou em surtos em populações com cobertura vacinal incompleta. Mecanismos de dano incluem inflamação direta pelo vírus e resposta inflamatória local que leva a edema, dor e, por vezes, lesão temporária do tecido glandular.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico do CID B26 baseia-se em quadro clínico compatível: início agudo, febre e aumento doloroso das parótidas com sinais de inflamação. Exames laboratoriais específicos (sorologia ou detecção de RNA viral) confirmam a etiologia viral quando necessários em investigação ou vigilância, mas a codificação pode ser usada quando há forte evidência clínica de parotidite viral. Deve-se excluir sialolitíase, abscesso bacteriano e tumores salivares quando o quadro é atípico ou prolongado.
Como costuma ser tratado?
O manejo é predominantemente de suporte: controle de dor e febre, medidas locais de conforto e hidratação, além de repouso relativo até resolução. Quando houver suspeita de complicações (p.ex. orquite, pancreatite, meningite), o acompanhamento e investigação específica são necessários e podem alterar o local e a intensidade do cuidado. Antibióticos não são indicados para infecção viral isolada, mas podem ser necessários se surgir infecção bacteriana secundária comprovada.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Analgésicos e antipiréticos para controle de dor e febre; medicamentos anti-inflamatórios podem ser usados para reduzir edema e dor; em caso de infecção bacteriana secundária, antibióticos conforme avaliação clínica. Vacinas fazem parte da prevenção, mas não são terapia do episódio agudo.
Quando procurar um médico?
Procure avaliação imediata se surgir dor intensa ou aumento rápido do volume local com sinais de infecção bacteriana (vermelhidão, calor pontual, pus), sinais neurológicos como confusão ou rigidez de nuca, dificuldade progressiva para engolir ou respirar, ou dor testicular intensa em homens. Retorno para avaliação é indicado se sintomas não melhorarem ou se houver novos sintomas sistêmicos.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou, conforme o caso concreto, e duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para o cálculo desses 15 dias. A autoridade prática para somar os atestados usa o CID registrado, por isso a presença do código no atestado importa para verificar se episódios recentes são o mesmo motivo.
Para que um atestado seja aceito pelo empregador ou pelo INSS ele deve trazer identificação do paciente, o período de afastamento indicado, data do documento, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada. O atestado não garante concessão de benefício ou decisão favorável em perícia: essas decisões dependem da análise do INSS e do vínculo de emprego.
Especificamente para caxumba (B26), trata-se de um quadro agudo que tipicamente se resolve espontaneamente; entretanto, o inchaço e a dor das parótidas podem limitar atividades que envolvam mastigação intensa ou contato físico. Em alguns casos há acometimentos associados (por exemplo, orquite em homens) que podem aumentar a necessidade de afastamento ou avaliação adicional; quando há recorrência ou novos episódios dentro do período de 60 dias, a regra de soma dos atestados torna-se especialmente relevante para contabilizar o tempo de afastamento acumulado.
Atestados relacionados a complicações de B26 devem especificar o motivo clínico principal e, se houver, o CID correspondente para que a perícia e o empregador possam avaliar continuidade ou necessidade de exames complementares.
Que direitos este código envolve?
O titular do atestado tem direito à confidencialidade do diagnóstico perante o empregador; a presença do CID no atestado depende da sua autorização. Para afastamentos curtos, o pagamento inicial fica a cargo do empregador; para afastamentos mais longos, a transição para benefício do INSS envolve perícia. Eventuais decisões sobre auxílio ou aposentadoria por invalidez dependem de avaliação pericial e não apenas do CID registrado.
Perguntas frequentes sobre B26
O que significa receber o CID B26 no atestado?
Significa que o médico registrou caxumba (parotidite epidêmica) como diagnóstico, com base nos sinais e sintomas observados; é o código usado para descrever esse tipo de inflamação viral das parótidas.
A caxumba é contagiosa para minha família?
Sim, a transmissão é por gotículas respiratórias; pessoas próximas podem ter risco de exposição, por isso medidas de distanciamento e higiene respiratória são recomendadas enquanto houver sintomas.
Preciso de exames para confirmar o diagnóstico?
Muitos casos são diagnosticados clinicamente, mas sorologia ou PCR em secreção podem confirmar a etiologia viral quando necessário; ultrassom é usado se há dúvida sobre obstrução ou abscesso.
Posso trabalhar enquanto estiver com inchaço na bochecha?
Isso depende do seu estado geral, da dor e das atividades que exerce; o médico que emitiu o atestado indicou o período que julgou adequado para o seu caso.
Qual a diferença entre caxumba e uma infecção bacteriana das glândulas salivares?
A caxumba tem início viral com febre e inchaço típico das parótidas; infecções bacterianas costumam ter sinais locais mais pronunciados de pus, calor localizado e podem surgir em contexto de obstrução ou após procedimentos; exames e ultrassom ajudam a distinguir.
O que significa orquite associada à caxumba?
É inflamação dos testículos que pode ocorrer em homens após infecção pela caxumba; produz dor e sensibilidade testicular e exige avaliação médica imediata.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Há evidência sorológica ou virológica de infecção pelo vírus da caxumba neste episódio?
- O inchaço das parótidas começou unilateral e depois tornou-se bilateral ou houve sinais de abscesso local?
- Existem sinais sugestivos de complicação (orcite, pancreatite, meningite) que justifiquem exames adicionais?
- Houve vacinação prévia ou histórico de exposição a caso confirmado recentemente?
- Há sinais ou exames que indiquem causa alternativa para o aumento da glândula, como cálculo ou tumor?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Este atestado com CID B26 cobre o período declarado para fins trabalhistas e será aceito pelo empregador sem perícia inicial?
- Se houver recusa do empregador em aceitar o atestado, quais documentos devo reunir para eventual perícia ou reclamação trabalhista?
- O registro do CID no atestado pode ser exigido sem minha autorização, e quais são as implicações para privacidade?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- O plano de saúde costuma exigir autorização para exames de imagem da glândula salivar em caso de parotidite aguda com complicação?
- Em caso de necessidade de internação por complicações de B26, que documentação clínica o plano normalmente solicita para liberação?
- Procedimentos ou exames profiláticos relacionados a complicações (p.ex. avaliação urológica para orquite) costumam exigir cobertura específica ou prévia autorização do plano?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco B25-B34
- OMS — ICD-10, versão 2019 (B26)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.