I83.9 — Varizes dos membros inferiores sem úlcera ou inflamação

  • varizes simples
  • insuficiência venosa crônica sem úlcera
  • varizes sem complicação

Em palavras simples

O código CID I83.9 significa que você tem varizes nas pernas sem ferida aberta nem inflamação. Em outras palavras, as veias superficiais estão dilatadas e visíveis, causando incômodo ou apenas alteração estética, mas não há úlcera nem quadro infeccioso no momento.

Você provavelmente percebe veias tortuosas e salientes, sensação de peso ou cansaço nas pernas ao fim do dia, dor surda ocasional, coceira ao redor das veias ou câimbras noturnas. No começo, o desconforto costuma ser leve e aparece principalmente depois de ficar muito tempo em pé ou sentado.

Na maioria dos casos não é uma condição com risco de contágio. A gravidade varia: para muitas pessoas é um problema crônico e manejável, mas pode progredir com o tempo se fatores de risco persistirem. A duração é variável; alguns não têm piora significativa por anos, outros podem desenvolver alterações de pele ou feridas se não houver acompanhamento.

O caminho típico inclui avaliação clínica e, se indicado, ultrassom Doppler das pernas para confirmar refluxo venoso superficial e excluir trombose. Com base nisso, o médico decide seguimento, medidas conservadoras ou encaminhamento para tratamento vascular. A necessidade de afastamento do trabalho depende de como os sintomas afetam suas atividades e deve ser discutida com o médico e a perícia ocupacional.

Em casa, observe aumento súbito de dor, calor ou vermelhidão na perna, edema rápido ou aparecimento de ferida — esses são sinais que merecem avaliação imediata. Para o dia a dia, anotações sobre quando os sintomas pioram e o que alivia ajudam o médico a planejar o cuidado. Se tiver dúvidas sobre cobertura de tratamentos pelo plano ou necessidade de perícia, busque orientação administrativa ou jurídica sem presunção de garantia.

O que este código significa?

O CID I83.9 designa varizes dos membros inferiores sem presença de úlcera ou inflamação associada. Refere-se a veias superficiais dilatadas e tortuosas nas pernas que causam sintomas locais ou apenas alteração estética. Este código não inclui varizes complicadas por trombose, úlcera venosa, flebite ou infecção da pele; nesses casos usam-se códigos distintos da subcategoria I83. Também não cobre insuficiência venosa profunda isolada, que tem codificação à parte. Usa‑se quando o diagnóstico clínico ou por imagem confirma varizes superficiais sem lesão cutânea ativa.


Quando este código é usado?

Usa‑se este código quando há diagnóstico documentado de varizes dos membros inferiores sem sinais de úlcera, lesão cutânea aberta, infecção ou tromboflebite. Aplica‑se em prontuários, guias e perícias enquanto a condição permanecer sem complicações locais que mudem a subcategoria.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

I83.0 — Varizes dos membros inferiores com ulceração: este código exige presença documentada de úlcera venosa na perna; I83.9 não deve ser usado se houver ferida crônica.

I83.1 — Varizes dos membros inferiores com inflamação: reserva‑se para casos com sinais clínicos de flebite ou celulite; ausência desses sinais diferencia I83.9.

I82.9 — Trombose venosa profunda, não especificada: trombose venosa profunda envolve veias profundas e risco de embolia; investigação por ultrassom duplex que mostra trombo venoso profundo afasta I83.9.

O que é?

Varizes dos membros inferiores são veias superficiais dilatadas, alongadas e tortuosas que se tornam visíveis sob a pele das pernas. Resultam de má função das válvulas venosas, refluxo e aumento de pressão nas veias superficiais, levando a sintomas que variam de estéticos a desconforto crônico.

No CID I83.9 classifica‑se o quadro quando não há úlcera venosa ativa nem sinais de inflamação local. Manifestações comuns incluem veias salientes, sensação de peso, dor maçante ao fim do dia e cansaço nas pernas, geralmente piorando em pé por longos períodos. Afeta com maior frequência adultos de meia‑idade, pessoas com histórico familiar, profissionais que passam muito tempo em pé, gestantes e obesos.

Quais sintomas aparecem?

Principais sintomas: veias visivelmente dilatadas e tortuosas na panturrilha e coxa, sensação de peso ou cansaço nas pernas, dor surda ou ardência localizada, prurido perivenoso e cãibras noturnas. Sintomas iniciais costumam ser apenas alteração estética e desconforto leve ao final do dia. Sinais de agravamento que não pertencem a I83.9 incluem edema progressivo persistente, pele escurecida (hiperpigmentação), eczema venoso e aparecimento de ferida — esses indicam evolução para códigos com ulceração ou inflamação.

O que causa?

Mecanismos: o problema central é a insuficiência das válvulas nas veias superficiais, permitindo refluxo de sangue e aumentada pressão venosa. Esse refluxo provoca dilatação e tortuosidade das veias, remodelamento da parede venosa e sintomas locais. Fatores comuns no Brasil incluem predisposição genética, gravidez (aumento volume sanguíneo e compressão), sedentarismo ou profissões com longos períodos em pé, obesidade e história de trombose venosa prévia que prejudique o sistema venoso.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico que sustenta I83.9 baseia‑se em exame clínico (inspeção e palpação das veias com paciente em pé) e, quando necessário, em ultrassom duplex venoso que demonstra refluxo nas veias superficiais sem trombose profunda ou ulceração cutânea. Deve ficar registrado que não há úlcera nem sinais inflamatórios locais. Exames laboratoriais não são específicos para confirmar este código, mas podem ser solicitados para excluir outras condições ou antes de intervenções.

Como costuma ser tratado?

O manejo é geralmente ambulatorial e visa aliviar sintomas e prevenir progressão. Medidas conservadoras incluem orientações posturais, exercícios, controle de fatores de risco e, quando indicado, terapias compressivas ou procedimentos intervencionistas realizados por especialista. A escolha do método terapêutico depende da extensão das veias e do impacto nos sintomas, bem como da avaliação especializada.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes farmacológicas associadas ao alívio sintomático incluem venoativos (para reduzir sensação de peso e edema), anti‑inflamatórios para episódios dolorosos e analgésicos simples quando necessário; o uso de anticoagulantes não é parte do tratamento de varizes simples, salvo indicação específica por trombose documentada.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação médica se surgirem dor intensa, calor local, vermelhidão compatível com inflamação, edema súbito ou aparecimento de ferida na perna, pois esses achados podem indicar complicação que não pertence a I83.9. Também é razoável buscar orientação se os sintomas interferirem nas atividades diárias ou no sono, para discussão de opções terapêuticas.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

O pagamento e a transição entre pagamento pelo empregador e pelo INSS seguem regras legais: até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias se somam para efeito desse cálculo. Para essa soma, o perito compara o CID constante nos atestados — é o CID que indica se os atestados são considerados pelo mesmo motivo.

Para que um atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, indicar o período de afastamento, trazer data, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente: informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código não há como verificar a soma dos atestados no prazo de 60 dias citada acima.

Especificamente para I83.9 — varizes dos membros inferiores sem úlcera ou inflamação — trata‑se de uma condição crônica e recidivante que costuma ser acompanhada ambulatorialmente e registrada quando há manifestação sintomática. Não é, em regra, uma situação que por si só implique incapacidade duradoura para o trabalho, sendo muitas vezes motivo de acompanhamento, medidas conservadoras e, quando indicado, tratamento especializado. Como episódios sintomáticos podem reaparecer, a regra dos 60 dias ganha importância para quem apresenta vários atestados sucessivos com o mesmo CID: é essa coincidência de código que permite ao perito avaliar se os períodos devem ser somados para efeitos de transição de pagamento e perícia.

Perguntas frequentes sobre I83.9

O que exatamente significa receber o CID I83.9 no meu prontuário?

Significa que o médico registrou varizes nas pernas sem ulceração nem sinais de inflamação. É um diagnóstico de insuficiência venosa superficial sem complicações locais ativas.

Preciso me afastar do trabalho por causa desse diagnóstico?

Não existe regra única; o afastamento depende da intensidade dos sintomas e da avaliação médica ou perícia ocupacional. O código por si só não determina afastamento automático.

O diagnóstico pode evoluir para algo mais sério?

Sim, varizes podem progredir com tempo e fatores de risco, levando a edema crônico, alterações de pele ou úlcera, situações que mudariam a codificação e a conduta.

Que exame confirma o diagnóstico relacionado a I83.9?

O ultrassom duplex venoso é o exame padrão para documentar refluxo nas veias superficiais e excluir trombose, sustentando o uso do código.

Varizes são contagiosas ou transmissíveis?

Não. Varizes são alterações vasculares relacionadas à genética e fatores de estilo de vida, não a agentes infecciosos.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • O refluxo venoso confirmado no ultrassom é predominantemente superficial ou há comprometimento do sistema perfurante?
  • Qual a extensão anatômica das veias varicosas e quais veias truncais estão envolvidas (safena magna, safena parva)?
  • Há sinais iniciais de insuficiência venosa crônica como hiperpigmentação ou edema persistente que sugeririam recodificação?
  • Existe história prévia de trombose venosa profunda que justifique investigação complementar?
  • Quais medidas conservadoras foram trialadas e por quanto tempo antes de considerar intervenção?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Qual a documentação e laudos necessários para comprovar incapacidade temporária por varizes em perícia trabalhista?
  • Em caso de procedimento cirúrgico por varizes, quais elementos periciais sustentam o nexo causal com a atividade laboral?
  • O diagnóstico I83.9 pode fundamentar pedido de estabilidade ou auxílio‑doença quando há limitação funcional comprovada?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano exige ultrassom duplex como pré‑autorização para procedimentos em varizes?
  • Quais critérios clínicos e de documentação a operadora solicita para autorizar tratamento intervencionista nas varizes codificadas como I83.9?
  • Há carência ou cobertura parcial para procedimentos estéticos versus terapêuticos em varizes segundo a política do plano?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Códigos relacionados

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

Assine nossa newsletter
© CIDs Med. Todos os direitos reservados.
Política de privacidade