I80-I89 — Doenças das veias, dos vasos linfáticos e dos gânglios linfáticos, não classificadas em outra parte

O que este código significa?

Este bloco (I80-I89) reúne doenças das veias, vasos linfáticos e gânglios linfáticos não classificadas em outra parte: tromboses e tromboflebites venosas (I80), variações inflamatórias e obstrutivas dos vasos linfáticos como linfangite e linfedema (I88-I89) e outras afecções venosas residuais ou complicadas que não cabem em blocos prévios. Entre os códigos mais pesquisados estão I80.2 (trombose venosa profunda de membros inferiores) e I89 (linfedema secundário), mas o bloco também abriga formas infecciosas, pós-trombóticas e compressivas. A página serve como agrupamento para navegar ao diagnóstico específico conforme achados clínicos e exames.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa-se este agrupamento quando a suspeita ou laudo refere-se a doença venosa ou linfática que não se encaixa nos códigos de artérias (I70-I79) nem nas doenças cardíacas ou circulatórias específicas. Do caso geral escolhe-se o código preciso descendo para I80, I82, I88 ou I89 conforme o sítio, mecanismo e presença de infecção, trombose ou obstrução linfática.

Com que grupos este se confunde?

I80 versus I70: critério — origem venosa (I80: trombose, flebite) contra origem arterial/aterosclerótica (I70: doença das artérias), definido por exame de imagem vascular e contexto clínico.

I89 versus I83/I84: critério — linfedema e alterações dos vasos linfáticos (I89) contra varizes primárias/insuficiência venosa crônica (I83/I84), decidido pelo quadro de retenção linfática, edema não comprimível e história de cirurgia/radioterapia.

I80 versus I26-I28: critério — trombose venosa periférica (I80) contra tromboembolismo pulmonar e doença da circulação pulmonar (I26-I28), separado pela localização do trombo e achados de imagem torácica.

O que é?

Reúne condições que afetam o sistema venoso e o sistema linfático periférico quando não há classificação específica em outros blocos. O critério comum é a patologia de vasos de retorno (veias) ou vasos de drenagem linfática e gânglios, incluindo obstrução, inflamação, trombose e sequelas crônicas. Varia conforme o segmento anatômico (membros, região abdominal, drenagem linfática) e pela presença de infecção ou trombo.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Sintomas que levam a codificação aqui incluem dor ou edema de membros, sensação de calor e vermelhidão local, veias endurecidas ou visíveis, linfedema progressivo, feridas ou alterações cutâneas pós-trombóticas e sinais de infecção local. Em geral são queixas focais de circulação venosa ou drenagem linfática prejudicada.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Os mecanismos incluem trombose venosa (estase, hipercoagulabilidade), inflamação venosa superficial, obstrução linfática por cirurgia, radioterapia ou infecção, e sequelas pós-trombóticas. Exemplos de blocos relacionados: I80 (tromboses e tromboflebites), I88-I89 (linfangite e linfedema secundário), e I82 (embolias e tromboses de outras localizações).

Como se chega a um código deste grupo?

A classificação dentro do bloco depende do sítio anatômico e do achado objetivo: imagem mostrando trombo intraluminal (doppler venoso, ultrassom), evidência de obstrução linfática, sinais clínicos de linfedema irreversível ou documentação de infecção vascular. O que separa blocos na prática é principalmente se o problema é venoso (trombo/inflamação) ou linfático (obstrução/edema).

Como costuma ser tratado?

O manejo se organiza em atenção primária para triagem e tratamento inicial, referência a ambulatório vascular ou linfologia para acompanhamento e reabilitação, e internação quando há complicação infecciosa grave ou risco de embolia. Programas do SUS incluem serviços de vascularização, fisioterapia de linfedema e reabilitação; indicações específicas dependem do diagnóstico detalhado.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes frequentemente usadas no grupo incluem anticoagulantes (quando há trombose), anti-inflamatórios e analgesia para sintomas agudos, antibióticos quando há linfangite ou flebite infecciosa, e diuréticos ou agentes descongestionantes como parte do suporte ao linfedema. A escolha entre classes baseia-se na presença de trombo, infecção ou condição crônica/edema.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação imediata se houver dor intensa, aumento rápido do edema, sinais locais de infecção com febre, pele quente e avermelhada com endurecimento, ou suspeita de tromboembolismo (falta de ar, dor torácica). Para linfedema progressivo que limita função, buscar referência especializada.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Quanto ao pagamento e à exigência de perícia, até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo salário (Lei 8.213/91, art. 60, §3º); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados pelo mesmo motivo somam para fins desses 15 dias quando emitidos dentro de 60 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). Para aplicar essa soma, o perito usa o CID constante no atestado para verificar se se trata da mesma condição — é o código que identifica, na prática, a mesma razão clínica para o afastamento.

Para que um atestado seja aceito, ele deve conter a identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID depende da anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.

No caso do bloco I80–I89, as condições agrupadas podem cursar de formas diferentes: algumas apresentações são de caráter agudo e podem resolver com tratamento inicial, enquanto outras são crônicas ou recidivantes, com necessidade de acompanhamento e registro (por exemplo, sequelas pós‑trombóticas e linfedema). Esses distúrbios podem, em situações específicas, limitar a capacidade para o trabalho ou exigir cuidados e reabilitação continuada; quando há episódios recorrentes pelo mesmo motivo, a regra dos 60 dias é particularmente relevante porque permite somar atestados sucessivos com o mesmo CID para efeitos do período em que o empregador responde ou para encaminhamento à perícia do INSS.

Perguntas frequentes sobre I80-I89

Quando usar I80 em vez de I82?

Use I80 para trombose ou tromboflebite de veias periféricas; I82 cobre tromboses e embolias de localizações especificadas ou múltiplas.

Linfedema pós-cirúrgico devo codificar I89 ou I88?

I89 é usado para linfedema secundário crônico; I88 é reservado para linfangite e manifestações inflamatórias agudas dos vasos linfáticos.

Posso omitir o CID no atestado a pedido do paciente?

A omissão do CID pode ser aceita por sigilo, mas a perícia pode solicitar documentação completa; não há obrigação uniforme para este bloco além das regras de confidencialidade.

Quando pedir ultrassom Doppler para confirmar código?

Quando há suspeita clínica de trombose ou insuficiência venosa que determine a escolha entre I80 e códigos arteriais ou linfáticos.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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