L05 — Cisto pilonidal
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Em palavras simples
Receber o diagnóstico “cisto pilonidal” significa que existe uma formação na pele do sulco entre as nádegas, perto do final da coluna, que pode conter pelos e detritos. Na linguagem do dia a dia é um pequeno saco ou nódulo que às vezes inflama e vira uma bolinha dolorida ou começa a drenar pus. Nem sempre é grave, mas incomoda muito quando inflama.
Você provavelmente percebeu um nódulo ou dor na região quando senta, e pode ter notado vermelhidão, calor local e até saída de secreção espessa. É comum sentir dor ao apoiar e desconforto para ficar sentado por períodos; febre ou cansaço podem aparecer se a infecção for maior. Em alguns casos a lesão some depois de drenada, em outros volta a aparecer depois de um tempo.
O diagnóstico costuma ser feito pelo exame físico; o médico examina a área e identifica massa, orifício de drenagem ou trajeto fistuloso. Alguns profissionais pedem ultrassom ou outros exames quando a lesão é profunda, extensa ou recorrente, para entender melhor a extensão. Se você recebeu um atestado, ele pode cobrir o período em que a dor e a limitação foram importantes.
O tratamento imediato difere conforme a situação: abscessos com dor intensa costumam ser drenados, enquanto casos sem inflamação podem ser acompanhados e agendados para intervenção definitiva quando indicado. O acompanhamento define quando é necessário um procedimento para remover o trajeto ou o cisto e reduzir recidivas.
Em casa, observe o local: aumento da vermelhidão, dor que piora, secreção fétida, febre ou apodrecimento são sinais para procurar atendimento rápido. Mantenha higiene local, evite fricção intensa e relate ao profissional qualquer retorno dos sintomas. Se já ocorreu recidiva, informe isso ao médico, pois pode influenciar a decisão por tratamento definitivo.
O cisto pilonidal não costuma ser contagioso para outras pessoas, mas pode voltar em quem tem fatores predisponentes. Manter o acompanhamento com seu profissional de saúde e registrar episódios facilita atestados e encaminhamentos, caso sejam necessários mais intervenções no futuro.
O que este código significa?
O CID L05 designa o cisto pilonidal, lesão localizada tipicamente na linha média da região sacrococcígea (próxima ao sulco interglúteo) que pode formar um saco com pelos e detritos. Aparece como nódulo, abscesso ou fístula, frequentemente acompanhado de dor, vermelhidão e secreção purulenta quando infectado. Não inclui outras causas de abscesso perianal, doenças das glândulas anais ou lesões neoplásicas da região. Usado quando o diagnóstico clínico aponta para coleção ou cisto pilonidal, com ou sem sinais de infecção. O código cobre desde episódios iniciais até quadros com drenagem crônica que requerem registro e manejo local.
Quando este código é usado?
Use este código para cisto ou coleção localizada no sulco interglúteo/sacrococcígea identificada clinicamente, seja como nódulo indolor, abscesso agudo ou fístula com drenagem. Não use para abscessos anais primários, lesões de pele de outra origem ou para doença inflamatória intestinal com fístula perianal.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
L02 — Abscesso cutâneo, furúnculo e antraz: diferenciar quando a coleção não está no sulco interglúteo e decorre de foliculite ou furúnculo simples; L05 exige relação anátomo-clínica com o sulco sacrococcígeo e presença de cisto pilonidal ou fístula pilonidal. L03 — Celulite (Flegmão): a celulite é difusa, com edema e calor da pele sem uma cavidade central nem trajeto fistuloso; presença de abscesso ou fístula orienta para L05. K61 — Abscesso ou fístula anal: fístulas originadas do canal anal e com sintomas relacionados ao reto indicam código do capítulo K; fístula pilonidal tem origem cutânea no sulco interglúteo e não no canal anal.
O que é?
O cisto pilonidal é uma lesão da pele e do tecido subcutâneo na região sacrococcígea, caracterizada por um saco ou cavidade que pode conter pelos, detritos e secreção. Manifesta-se como um nódulo subcutâneo, que pode evoluir para abscesso doloroso, drenagem crônica por fístula ou períodos sem sintomas.
Geralmente ocorre em adultos jovens, com maior frequência em pessoas com pêlos na região, obesidade relativa ou atividade que provoque fricção local; pode ser recorrente e alternar entre fases assintomáticas e inflamatórias.
Quais sintomas aparecem?
Os sinais principais são nódulo ou massa na linha média do sulco entre as nádegas, dor local e sensibilidade precoce; vermelhidão e calor indicam inflamação. Se houver supuração, aparece drenagem purulenta ou fístula; febre e mal-estar sugerem infecção mais extensa e possível abscesso profundo, sinal de agravamento.
O que causa?
O mecanismo habitual envolve a penetração de pêlos na pele do sulco interglúteo e formação de uma reação inflamatória com cavidade que acumula detritos. Na prática brasileira o quadro mais comum é inflamação secundária de cisto contendo pelo, agravada por fricção, umidade e microtrauma local. Recaídas decorrem da persistência de trajetos e do tecido cicatricial que mantém comunicação com a superfície.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico, baseado em examinação da região sacrococcígea: palpação revela massa dolorosa ou cordão fibrótico, inspeção mostra possível orifício de drenagem ou secreção. Documenta-se presença de fístula ou abscesso; exames complementares raramente são necessários, mas ultrassonografia pode mapear coleções profundas e guiar decisão terapêutica quando o quadro não é claro.
Como costuma ser tratado?
O manejo varia conforme a apresentação: quadros agudos com abscesso exigem drenagem local e cuidados de ferida; situações crônicas com fístulas podem requerer abordagem cirúrgica programada para remoção dos trajetos. O tratamento é essencialmente local e pode envolver acompanhamento ambulatorial e cuidados com higiene, controle da umidade e remoção de pelos quando indicado.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Antibióticos de uso sistêmico podem ser indicados quando há sinais de infecção extensa ou celulite associada; analgésicos e anti-inflamatórios são usados para controle sintomático. A escolha de classes farmacológicas deve considerar o quadro infeccioso, com seleção pelo profissional que trata; terapias tópicas podem complementar os cuidados locais.
Quando procurar um médico?
Procurar atendimento se houver aumento rápido da dor, febre, expansão da vermelhidão, drenagem persistente com odor fétido ou secreção abundante, ou se surgirem sinais gerais de infecção. Buscar avaliação também quando houver recidiva frequente ou dificuldade para higiene local, para discussão de opções de tratamento definitivo.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto, portanto duas pessoas com o mesmo CID podem receber prazos diferentes. Até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; do 16º dia em diante o INSS assume e exige perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias. A verificação dos 60 dias considera o CID declarado no atestado, por isso o código é usado na prática para consolidar períodos sucessivos.
Para que um atestado seja aceito ele precisa identificar o paciente, trazer o período de afastamento, data de emissão, assinatura e CRM do médico. O registro do CID no atestado depende da anuência do paciente: não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pela perícia. A ausência do CID impede o cruzamento prático entre atestados do mesmo motivo.
Este código pode aparecer em atestados tanto para episódios agudos (abscesso doloroso que incapacita temporariamente) quanto para fases de drenagem crônica ou pós-procedimento. O enquadramento no atestado deve refletir o quadro observado no exame: inflamação aguda, drenagem ativa ou condição estável sob acompanhamento.
No caso do cisto pilonidal, o curso típico é um quadro agudo que muitas vezes melhora após drenagem, mas que pode evoluir para fístula crônica e recidiva. O problema pode temporariamente limitar atividades que envolvam sentar por longos períodos ou higiene difícil; por ser recorrente em algumas pessoas, a regra dos 60 dias tem importância prática quando há múltiplos atestados sucessivos para o mesmo CID.
Que direitos este código envolve?
O cisto pilonidal pode gerar afastamento temporário do trabalho se o médico atestar incapacidade funcional para as atividades laborais; a concessão depende da perícia e do vínculo empregatício. Direitos previdenciários e estabilidade só são avaliados caso a caso e não decorrem automaticamente do CID. Registros claros no atestado e a manutenção do acompanhamento clínico facilitam a análise por parte do empregador ou da perícia.
Perguntas frequentes sobre L05
O cisto pilonidal é contagioso?
Não; não se transmite de pessoa para pessoa. Trata-se de uma lesão local relacionada a pelos e atrito da própria pele.
Preciso de exame para confirmar que é cisto pilonidal?
O diagnóstico geralmente é clínico pelo exame da região; ultrassonografia é usada quando há dúvida sobre extensão ou coleções profundas.
Recebi atestado com CID L05, isso garante afastamento do trabalho?
O atestado descreve a recomendação do médico, mas a concessão de benefícios depende de perícia e das regras do empregador ou da previdência.
Quando devo procurar atendimento urgente?
Procure se a dor aumentar muito, surgir febre, a vermelhidão se espalhar ou a secreção tornar-se intensa ou fétida, sinais que podem indicar abscesso ou infecção mais extensa.
Qual a diferença entre cisto pilonidal e abscesso anal?
O cisto pilonidal origina-se na pele do sulco interglúteo e tende a formar fístula na superfície; abscesso anal tem origem nas glândulas do canal anal e envolve sintomas relacionados ao reto.
O problema volta frequentemente?
Pode haver recidiva em algumas pessoas, principalmente se persistirem fatores como pelos, fricção e anatomia local que favoreçam reinserção de pêlos e formação de trajetos.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco L00-L08
- OMS — ICD-10, versão 2019 (L05)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.