M16.7 — Outras coxartroses secundárias

  • coxartrose secundária não especificada
  • artrose secundária do quadril sem lateralidade

O CID M16.7 designa coxartroses de causa secundária que não estão classificadas em subcategorias bilaterais ou de causa específica (displásica, pós‑traumática etc.). Aparece quando a artrose do quadril é atribuída a uma condição subjacente conhecida ou suspeita, porém sem detalhe suficiente para outros códigos do grupo M16. Não inclui coxartrose primária, nem formas claramente bilaterais ou com causa post‑traumática/displásica que tenham código próprio. Serve para registros onde a origem é secundária e a lateralidade ou a causa específica não estão documentadas.


Em palavras simples

Receber o código CID M16.7 quer dizer que o seu problema é uma artrose no quadril atribuída a outra condição de saúde, mas sem detalhe suficiente para um código mais específico. Em palavras simples: há desgaste na articulação do quadril que parece ser consequência de algo pré‑existente (uma doença, sequela de lesão ou outra alteração), e os registros médicos não permitiram classificar mais precisamente.

O que você provavelmente sente é dor na virilha ou na parte lateral do quadril, que aumenta ao caminhar ou ficar muito tempo em pé, rigidez ao levantar ou depois de descansar, e alguma dificuldade para girar ou alongar o quadril. Pode haver também sensação de cansaço nas pernas, encurtamento da passada e, em estágios mais avançados, dor em repouso ou à noite.

Na maioria dos casos não é uma situação contagiosa. A gravidade varia: algumas pessoas têm sintomas leves controláveis com medidas conservadoras; outras evoluem para limitação significativa que afeta o trabalho e as atividades diárias. A duração costuma ser crônica e progressiva, mas o curso depende da causa secundária e do tratamento. Nem sempre exige cirurgia; muitos seguem com tratamento clínico e reabilitação por meses a anos.

Normalmente o próximo passo é revisão clínica, radiografia do quadril e, se necessário, exames complementares que investiguem a causa subjacente. Você pode receber orientações de fisioterapia, ajustes nas atividades e medicação para controlar dor. Se a função piorar, pode haver indicação para procedimentos ortopédicos e um tempo maior de reabilitação; o médico e a equipe irão orientar sobre necessidade de atestado ou afastamento.

Em casa, observe se a dor aumenta muito, se surgir febre, inchaço importante, dormência ou fraqueza na perna — nesses casos procure atendimento rapidamente. Se as atividades diárias estiverem cada vez mais limitadas, ou se houver dúvidas sobre exames e tratamentos propostos, leve seus laudos e pergunte ao médico como a condição subjacente influencia a artrose. Guarde cópias das imagens e relatórios para perícias ou autorizações quando necessário.

Quando usar este código

Usa‑se este código quando há diagnóstico de artrose do quadril atribuída a outra condição (por exemplo metabólica, doença inflamatória, sequela de infecção ou de cirurgia) mas sem documentação que permita classificar como bilateral, displásica, pós‑traumática ou primária. Emprega‑se em prontuários, guias de autorização e perícia quando a etiologia é secundária e não cabe nos irmãos M16.0M16.6 nem em M16.9.

Não confunda com

M16.0 x M16.7: M16.0 refere‑se a coxartrose primária bilateral; M16.7 é secundária e não supõe bilateralidade nem ausência de causa conhecida. Use M16.0 quando houver análise clínica/imagiológica de causas primárias e envolvimento bilateral documentado.
M16.5 x M16.7: M16.5 codifica outras coxartroses pós‑traumáticas; M16.7 só quando a causa secundária NÃO for trauma recente/registrado. Se houver história clara de trauma causador, escolha M16.5.
M16.6 x M16.7: M16.6 é para outras coxartroses secundárias bilaterais; se houver confirmação de acometimento bilateral por causa secundária, usar M16.6 em vez de M16.7.

O que é

Coxartrose é degeneração da cartilagem da articulação do quadril; quando se fala em coxartrose secundária significa que essa degeneração resulta de outra condição pré‑existente, como alterações do desenvolvimento, sequelas de trauma, doenças inflamatórias ou metabólicas. O termo “outras” indica que a causa é secundária mas não foi especificada em subcategoria mais precisa.

Manifesta‑se tipicamente por dor na região inguinal, limitação de movimento do quadril e claudicação; costuma afetar adultos e idosos, mas pode aparecer em pessoas mais jovens se houver causa predisponente conhecida. Em registros e faturamento, M16.7 identifica a artrose do quadril vinculada a outra doença quando faltam dados para códigos irmãos.

Sintomas

Os sintomas principais são dor no quadril ou na virilha irradiando para a coxa, rigidez matinal ou após repouso e redução progressiva da amplitude de movimento. No início a dor surge com atividade e melhora com repouso; agravamento se caracteriza por dor em repouso, night pain (despertar noturno) e perda funcional importante, com encurtamento do membro ou marcha anserina. Sinais de alarme incluem febre, dor muito intensa com suspeita de infecção, déficit neurológico ou rápida piora funcional.

Causas

Mecanismos envolvem perda de cartilagem articular e remodelamento ósseo secundário à condição causadora: displasia residual, sequela de infecção articular, alterações inflamatórias crônicas (artrite reumatoide), doenças metabólicas (hemocromatose, osteonecrose), ou complicações de cirurgia prévia. No Brasil, causas secundárias frequentes na prática incluem sequelas de fraturas, sequela de infecção infantil e doenças inflamatórias crônicas não controladas.

Como é diagnosticado

O diagnóstico baseia‑se em história clínica que sugira causa secundária, exame físico com limitação de movimentos e alterações à imagem (radiografia simples do quadril com redução do espaço articular, osteófitos, esclerose subcondral). Este código é suportado quando há indicação clara de etiologia secundária mas sem elementos para outro código específico; exames complementares (tomografia, ressonância) e registros de doença prévia sustentam a classificação como secundária.

Como costuma ser tratado

O manejo é multimodal e orientado para alívio da dor e preservação da função, combinando medidas não farmacológicas (fisioterapia, adaptação de atividade) com abordagens clínicas e, quando indicado, intervenções cirúrgicas substitutivas. A escolha de tratamento depende da gravidade, da causa secundária e do impacto funcional; em muitos casos o tratamento é ambulatorial, mas procedimentos maiores podem exigir internação e reabilitação.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação se houver dor progressiva que limita atividades diárias, dor em repouso ou à noite, suspeita de infecção (febre com dor articular) ou déficit neurológico associado. Também é indicado retorno se houver rápida perda funcional, sinais inflamatórios locais importantes ou falha de medidas conservadoras.

Uso em atestado

Atestados e laudos devem registrar claramente o diagnóstico (CID M16.7), lateralidade quando conhecida, grau de limitação funcional e vínculo com a condição subjacente. Para perícias, documentar exames que justifiquem a classificação como secundária e evolução temporal entre a doença base e os sintomas do quadril.

Perguntas frequentes sobre M16.7

O que exatamente significa CID M16.7 no meu atestado?

Significa que você foi registrado com artrose do quadril considerada secundária a outra condição, sem detalhes suficientes para um código mais específico. O laudo deve explicar a possível causa associada.

Esse diagnóstico pode justificar afastamento do trabalho?

Pode, dependendo da limitação funcional documentada e avaliação médica/pericial; o CID sozinho não garante afastamento, que depende de perícia e da gravidade.

O CID M16.7 é contagioso?

Não. Trata‑se de degeneração articular associada a outra condição, e não de doença transmissível.

Que exames costumam confirmar a coxartrose secundária?

Radiografia do quadril documentando perda de espaço articular e alterações ósseas é o ponto de partida; ressonância e exames laboratoriais podem investigar causas secundárias.

Qual a diferença entre M16.7 e M16.9 no meu prontuário?

M16.9 é coxartrose não especificada sem indicação de ser secundária; M16.7 indica que há ou se supõe uma causa secundária mesmo que não especificada em subcategoria.

Posso pedir revisão do código se tiver mais exames?

Sim. Se novos documentos esclarecerem lateralidade ou causa específica, a codificação pode ser atualizada para o código mais apropriado.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Quando há documentação que comprove a relação causal entre a condição base e a coxartrose que permita migrar para M16.6 ou outro código?
  • Qual é a lateralidade e isso pode justificar M16.6 em vez de M16.7?
  • Existem sinais ou exames que descarte causa pós‑traumática e obrigue M16.5?
  • Que exames (imagem ou laboratoriais) sustentam a caracterização como secundária e não primária?
  • Qual evolução prevista antes de considerar indicação cirúrgica e mudança de codificação para procedimento associado?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Qual é a documentação mínima que um perito exige para reconhecer incapacidade relacionada a M16.7?
  • Em que situações o diagnóstico M16.7 pode fundamentar pedido de auxílio‑doença ou aposentadoria por invalidez?
  • Como a ausência de lateralidade declarada influencia tempo de afastamento e cálculo de benefícios?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Quais exames de imagem o plano costuma exigir para autorizar procedimentos relacionados a coxartrose com CID M16.7?
  • O plano exige documentação da condição subjacente que justifique a classificação como secundária?
  • Em casos de procedimento cirúrgico, quais critérios de cobertura a operadora costuma analisar quando o CID informado é M16.7?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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