M45 — Espondilite ancilosante

  • espondilite anquilosante
  • espondiloartrite axial anquilosante

Em palavras simples

Receber o registro CID M45 significa que o seu quadro foi identificado como espondilite ancilosante, uma doença inflamatória que afeta principalmente a parte baixa das costas e as articulações entre a coluna e a bacia. Em palavras simples, é uma inflamação crônica nas junções entre os ossos da coluna que pode causar dor e rigidez, especialmente de manhã ou após longos períodos de repouso.

O que você provavelmente sente é dor lombar que tende a melhorar quando você se movimenta e a piorar em repouso, além de rigidez ao acordar que demora para passar. Pode haver dor que irradia para as nádegas, cansaço e, em alguns casos, inflamação em outras articulações ou nos olhos (olho vermelho e dor). Nem sempre há febre; o sintoma mais marcante é a rigidez e a perda de flexibilidade ao longo do tempo.

Quanto à gravidade, a espondilite ancilosante tem um curso variável: algumas pessoas mantêm sintomas controlados com medidas conservadoras, outras têm progressão para redução maior da mobilidade. Não é uma doença contagiosa. O tempo de evolução pode ser longo; alguns sintomas aparecem de forma intermitente por meses ou anos.

O caminho habitual após esse registro inclui exames de imagem e avaliação por reumatologia para confirmar o diagnóstico e orientar tratamento. Você pode ser acompanhado com fisioterapia e orientações de atividade física; em alguns casos, medicamentos específicos são indicados pela equipe médica. Retornos periódicos servem para ajustar o manejo conforme a atividade da doença e a função.

Em casa, observe se a dor muda de padrão, se há perda de força ou sensibilidade nas pernas, se aparece febre alta ou olhos muito doloridos/vermelhos. Nesses casos, procure atendimento imediato. Caso contrário, siga as orientações do seu reumatologista e fisioterapeuta, mantenha exercícios regulares que ajudem a manter a postura e a mobilidade, e leve aos retornos os exames e anotações sobre evolução dos sintomas.

O que este código significa?

O CID M45 designa a espondilite ancilosante, uma espondiloartrite axial inflamatória que acomete principalmente as articulações sacroilíacas e a coluna vertebral. Costuma aparecer em adultos jovens, mais comum em homens, e manifesta-se por dor inflamatória nas regiões lombar e glútea, rigidez matinal e limitação da mobilidade. Não inclui dorsalgias mecânicas isoladas, lombalgias degenerativas por espondilose nem escoliose idiopática. O código se aplica quando há quadro clínico e/ou exames de imagem ou laboratoriais que sustentem inflamação espinossacra compatível. Subtipos com fusão vertebral permanecem sob M45 quando a etiologia é a espondilite ancilosante.


Quando este código é usado?

Usa-se M45 para registrar espondilite ancilosante estabelecida ou fortemente suspeita, com manifestação axial inflamatória crônica, alterações nas articulações sacroilíacas por imagem ou associação com HLA-B27 quando disponível.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

M41 (Escoliose) — critério que separa: escoliose é deformidade lateral da coluna com curvatura frontal predominante e não se define por inflamação sacroilíaca; se o quadro principal é cifoescoliose estrutural sem sinais inflamatórios, usar M41.

M47 (Espondilose) — critério que separa: espondilose descreve alterações degenerativas discais e osteófitos, geralmente com dor mecânica que piora com uso; presença predominante de alterações degenerativas sem sinal inflamatório leva a M47.

M48 (Outras espondilopatias) — critério que separa: M48 agrupa outras espondilopatias não específicas; quando há padrão de sacroileíte inflamatória e quadro clínico de espondilite ancilosante, o correto é M45.

O que é?

Espondilite ancilosante é uma doença inflamatória crônica que acomete a coluna axial e as articulações sacroilíacas. Manifesta-se por inflamação nas enteses (pontos de inserção de tendões e ligamentos no osso), levando a dor lombar inflamatória, rigidez matinal e, com o tempo, possível perda de mobilidade por ossificação e fusão vertebral.

O quadro costuma começar entre a segunda e a quarta década de vida, com predomínio em homens, e pode associar-se a manifestações extrarticulares como uveíte, alterações pulmonares costais, e inflamação em articulações periféricas em alguns pacientes.

Quais sintomas aparecem?

Principais sintomas incluem dor lombar e glútea de início insidioso com caráter inflamatorio (melhora com atividade, piora no repouso), rigidez matinal que dura mais que minutos, diminuição da mobilidade da coluna e dor noturna. Sintomas precoces: dor lombar inflamatória e rigidez matinal. Sinais de agravamento: progressiva limitação da flexão torácica e lombar, perda de mobilidade cervical, dor persistente apesar de tratamento conservador, e sinais de fusão radiográfica.

O que causa?

A etiologia envolve predisposição genética (associada frequentemente ao antígeno HLA-B27) e mecanismos auto-inflamatórios que levam à inflamação das enteses e das articulações sacroilíacas. No Brasil, a apresentação mais comum é inflamação sacroilíaca com dor lombar crônica em adultos jovens; fatores ambientais e respostas imunes persistentes contribuem para a progressão para formação óssea anômala e eventual anquilose.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico-imagiológico: baseia-se no padrão de dor inflamatória axial, achados de sacroileíte em radiografia simples ou ressonância magnética e achados laboratoriais que suportem inflamação sistêmica. Para este código, são relevantes evidências de inflamação axial crônica compatível com espondilite ancilosante em exames por imagem e/ou associação com marcadores como HLA-B27 quando disponíveis; excluir causas mecânicas ou degenerativas predominantes pelos critérios clínicos e radiológicos.

Como costuma ser tratado?

O manejo é multidisciplinar e visa controle da inflamação, manutenção da mobilidade e prevenção de deformidades. Geralmente inclui fisioterapia específica, programas de atividade física adaptada, educação postural e, quando indicado pela equipe médica, terapias farmacológicas anti-inflamatórias e agentes modificadores da doença; acompanhamento regular e reavaliação por reumatologia são componentes esperados do cuidado.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes medicamentosas empregadas na prática incluem anti-inflamatórios não esteroidais, agentes antirreumáticos modificadores da doença e terapias biológicas direcionadas a mediadores inflamatórios; a escolha depende da atividade, resposta ao tratamento e avaliação especializada.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação especializada quando houver dor lombar inflamatória persistente por semanas, rigidez matinal prolongada, redução progressiva da mobilidade da coluna, episódios de uveíte ou sinais de piora funcional. Buscar atendimento imediato em caso de déficit neurológico agudo, febre alta associada à dor espinhal ou perda sensível/motora.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento o empregador é quem paga o salário (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). A identificação do mesmo motivo é feita pelo perito a partir do CID registrado no atestado: é esse código que o perito utiliza para avaliar se se trata da mesma doença para fins de contagem.

Para que um atestado seja aceito deve constar a identificação do paciente, o período de afastamento, a data, e a assinatura com CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente — informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório —, mas sem o código não há como somar os atestados dentro dos 60 dias para efeito da regra legal mencionada.

No caso do CID M45, trata‑se de uma condição inflamatória crônica e recorrente da coluna axial e articulações sacroilíacas que costuma exigir acompanhamento e registro continuado; nem sempre implica incapacidade permanente para o trabalho, mas pode limitar a atividade em períodos de atividade inflamatória ou avanço estrutural. Por isso, quando houver episódios recorrentes ou flares com o mesmo CID, a regra dos 60 dias é particularmente relevante, porque permite que períodos curtos de afastamento pelo mesmo motivo sejam considerados em conjunto para efeito do pagamento inicial e da avaliação pericial.

Perguntas frequentes sobre M45

O que significa ter o CID M45 no meu prontuário?

Significa que o quadro foi classificado como espondilite ancilosante, uma forma de espondiloartrite axial inflamatória que afeta coluna e articulações sacroilíacas; trata-se de informação diagnóstica usada para registros e encaminhamentos.

A espondilite ancilosante é contagiosa?

Não é contagiosa; trata-se de uma condição inflamatória com base imunológica e genética, não transmitida entre pessoas.

Preciso de exames para confirmar o diagnóstico associado ao CID M45?

Sim; exames de imagem como radiografia e ressonância das articulações sacroilíacas e coluna ajudam a confirmar sacroileíte e atividade inflamatória que sustentam esse código.

Posso obter afastamento do trabalho com esse diagnóstico?

A possibilidade de afastamento depende da avaliação médica que comprove incapacidade temporária ou permanente para as funções laborais; decisões são tomadas em perícia considerando gravidade e documentação.

Qual a diferença entre M45 e M47 no laudo?

M45 refere-se a espondilite ancilosante inflamatória da coluna e sacroilíacas; M47 indica espondilose degenerativa, que tem padrão mecânico e alterações estruturais degenerativas predominantes.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Quando a ressonância magnética mostra sacroileíte ativa sem erosões, este caso deve permanecer em observação ou receber tratamento escalonado?
  • Qual a duração mínima de sintomas inflamatórios para considerar mudança de CID ou confirmação de espondilite ancilosante?
  • Quais critérios imagiológicos diferenciam sacroileíte inflamatória inicial de alterações degenerativas nas sacroilíacas?
  • Em que circunstâncias a presença de manifestações periféricas (artrite de joelho, entesite) altera o registro para subcategorias ou mantém M45?
  • Quando a fusão vertebral radiográfica muda a codificação ou mantém-se M45 como diagnóstico principal?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Qual a documentação médica mínima exigida para fundamentar pedido de auxílio-doença por espondilite ancilosante?
  • Como a perícia avalia incapacidade laborativa permanente em paciente com limitação de coluna por M45?
  • Quais argumentos respaldam pedido de reabilitação profissional em casos de redução de mobilidade por espondilite ancilosante?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Quais procedimentos de imagem para diagnóstico de espondilite ancilosante exigem autorização prévia da operadora?
  • A operadora costuma exigir justificativa clínica detalhada ao autorizar terapias biológicas para CID M45?
  • Em que situações a cobertura de reabilitação fisioterápica para espondilite ancilosante pode ser negada pela operadora?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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