M48.2 — Kissing spine

  • Doença de Baastrup
  • Kissing spine
  • Espinhas vertebrais em contato

Em palavras simples

O código CID M48.2 refere-se à chamada “Kissing spine” ou doença de Baastrup. Em palavras simples, isso significa que as pontas das vértebras na região lombar ficam muito próximas e chegam a se tocar, causando atrito e uma reação local. Nem sempre esse achado aparece sozinho; é preciso que ele explique a dor que você sente.

Quem recebe esse diagnóstico costuma relatar dor bem localizada nas costas, geralmente mais baixa, com sensibilidade quando se pressiona a área. A dor costuma aumentar quando você faz movimentos para trás ou fica ereto por muito tempo, e melhorar quando você se inclina para frente. Pode haver rigidez e desconforto ao realizar atividades que exigem extensão da coluna.

Em geral não é uma condição contagiosa e não significa, por si só, uma doença grave que ameaça a vida. Para muitas pessoas a dor é episódica e melhora com tratamento conservador; em outros casos pode tornar-se crônica e exigir medidas prolongadas. O tempo de recuperação varia conforme a intensidade dos sintomas, o grau de degeneração e a resposta às terapias.

O caminho usual após a identificação do problema inclui avaliação clínica detalhada, exames de imagem para confirmar o contato entre as apófises espinhosas e descartar outras causas de dor, e seguimento com fisioterapia ou outras modalidades recomendadas pelo seu médico. Em alguns casos, quando a dor não melhora, seu médico pode discutir opções adicionais. A necessidade de afastamento do trabalho depende de quanto a dor limita suas atividades e do tipo de trabalho que você realiza.

Em casa, observe a evolução da dor, se ela piora em repouso, se surgem fraqueza nas pernas, dormência, perda de sensibilidade, ou perda de controle de urina ou fezes — esses sinais merecem atendimento imediato. Se a dor melhorar com movimentos que aliviam a coluna e com o tratamento inicialmente proposto, o seguimento ambulatorial costuma ser suficiente. Leve sempre aos retornos os exames e descreva com precisão como a dor afeta seu trabalho e atividades diárias.

O que este código significa?

O CID M48.2 designa a chamada “Kissing spine” ou doença de Baastrup, condição em que as apófises espinhosas de vértebras vizinhas entram em contato ou friccionam. Aparece principalmente na coluna lombar como dor localizada e rigidez, muitas vezes pior ao estender a coluna e aliviada ao flexioná-la. Não abrange estenose de canal (M48.0) nem hiperostose difusa (M48.1), que têm mecanismos e sinais distintos. Este código refere-se ao achado clínico e imagiológico de contato entre espinhas vertebrais que gera sintomas; alterações degenerativas sem queixas podem não justificar o mesmo registro.


Quando este código é usado?

Usa-se este código quando o quadro clínico e exames de imagem confirmam que a dor e a limitação decorrem de contato patológico entre apófises espinhosas, com sinais compatíveis à palpação e história típica de dor aumentada na extensão. Não se aplica quando a dor lombar decorre exclusivamente de hérnia discal, instabilidade vertebral com lesão estrutural grave, ou estenose foraminal/canal identificadas como causa predominante.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

M48.0 (Estenose da coluna vertebral): a estenose provoca sintomas por compressão neural e claudicação neurogênica; M48.2 ocorre por contato das apófises espinhosas com dor mais localizada e piora na extensão, sem quadro predominante de déficit neurológico.

M48.1 (Hiperostose ancilosante [Forestier]): a hiperostose mostra pontes osteofíticas longitudinais e rigidez global da coluna; M48.2 é focal nas apófises espinhosas com contato e reação inflamatória localizada.

M54.5 (Dor lombar): dor lombar inespecífica cobre muitos mecanismos; para usar M48.2 é necessário imagem mostrando contato das apófises espinhosas associado a correlação clínica específica.

O que é?

A doença de Baastrup, ou “kissing spine”, é um processo degenerativo em que as apófises espinhosas de duas vértebras vizinhas aproximam-se e passam a tocar-se, podendo desenvolver reação inflamatória, edema e até formação de cisto ou esclerose óssea no ponto de contato. Na prática clínica manifesta-se por dor localizada na região onde as espinhas se tocam, agravada por movimentos de extensão da coluna (fazer para trás) e muitas vezes aliviada ao inclinar-se para frente.

Costuma ocorrer em adultos de meia-idade e idosos, mais frequente em quem tem antecedentes de desgastes vertebrais, alterações posturais ou movimentos repetitivos que sobrecarregam a região lombar. Nem todo contato radiológico causa dor; o diagnóstico exige correlação entre sintomas e imagem.

Quais sintomas aparecem?

Os principais sintomas são dor lombar bem localizada e sensibilidade à palpação sobre as apófises espinhosas acometidas, rigidez e desconforto ao estender a coluna, e possível dor referida para regiao glútea. Sintomas iniciais incluem desconforto e rigidez matinal ou após esforço; agravamento indica aumento da inflamação local, dor persistente em repouso ou irradiação atípica, podendo sugerir complicações ou outra causa coexistente.

O que causa?

O mecanismo básico é o desgaste degenerativo das articulações posteriores e do disco intervertebral que reduz a altura entre corpos vertebrais, aproximando as apófises espinhosas. Movimentos repetitivos de extensão e fatores anatômicos predisponentes facilitam o contato que gera reação inflamatória e alterações ósseas locais. Na prática brasileira, a causa mais comum é a degeneração lombar relacionada à idade e sobrecarga ocupacional; trauma e alterações posturais contribuem.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico se baseia em correlação clínica e imagem. Radiografia em perfil pode mostrar aproximação das apófises espinhosas; tomografia evidencia alterações ósseas e estreitamento entre espinhas; ressonância magnética identifica edema, inflamação e possível cisto no ponto de contato, além de excluir causas neurais coexistentes. Para registrar M48.2 é preciso que a imagem e a história clínica apontem o contato das apófises como fonte provável dos sintomas.

Como costuma ser tratado?

O manejo costuma ser conservador e multidisciplinar, com medidas que visam reduzir a inflamação local, melhorar mobilidade e fortalecer a musculatura de suporte, muitas vezes com acompanhamento fisioterápico. Em casos refratários ou com alteração anatômica localizada que justifica intervenção, opções minimamente invasivas ou procedimentos específicos podem ser considerados por especialistas. O esquema terapêutico e duração variam conforme intensidade dos sintomas e resposta ao tratamento.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

As classes medicamentosas usadas para controle sintomático incluem analgésicos e anti-inflamatórios para reduzir dor e inflamação local, relaxantes musculares quando há componente de tensão, e medicações adjuvantes em casos de dor crônica; a escolha depende do quadro clínico e comorbidades do paciente.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento se a dor for intensa, progressiva, vier acompanhada de perda de força, formigamento ou perda de controle de esfíncteres, ou se houver piora substancial que limite atividades diárias. Se sintomas persistirem apesar de medidas iniciais, avaliação especializada é indicada para revisar diagnóstico e opções terapêuticas.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento, e o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

O prazo funciona conforme regras legais: até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; e atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

A regra dos 60 dias funciona na prática porque é o CID do atestado que o perito utiliza para identificar se a condição registrada é a mesma — ou seja, é o código que permite ao perito reconhecer que atestados distintos tratam da mesma razão clínica, e essa conexão costuma passar despercebida por muitos.

Para que um atestado seja aceito deve constar identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID depende da anuência do paciente: informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo INSS.

No caso do M48.2 (Kissing spine / doença de Baastrup), trata‑se de um achado degenerativo que costuma provocar dor lombar localizada e episódios de agravamento ao estender a coluna, podendo ser intermitente ou persistente conforme o indivíduo. Nem sempre acarreta incapacidade total para o trabalho; muitas vezes é motivo de acompanhamento clínico e registro pela imagem e quadro sintomático. Como o M48.2 tende a ser uma condição degenerativa que pode recidivar, a regra dos 60 dias é relevante porque episódios separados pelo mesmo CID podem ser somados para fins do cálculo dos primeiros 15 dias pagos pelo empregador.

Perguntas frequentes sobre M48.2

O CID M48.2 significa que minha coluna está quebrada?

Não. Significa que as pontas de duas vértebras estão em contato e isso pode causar dor; não é uma fratura, é uma alteração degenerativa localizada.

Preciso fazer ressonância para confirmar M48.2?

A ressonância é útil porque mostra inflamação e alterações nos tecidos moles e ajuda a excluir outras causas; radiografia e tomografia também têm papel diagnóstico conforme o caso.

Esse problema costuma exigir afastamento do trabalho?

Depende da intensidade da dor, da limitação nas funções exigidas pelo trabalho e da resposta ao tratamento; a decisão é individualizada e deve constar no laudo clínico.

Posso transmitir isso para alguém da família?

Não é transmissível; trata-se de uma condição degenerativa e não contagiosa.

Qual a diferença entre CID M48.2 e dor lombar inespecífica?

O M48.2 tem correlação imagem-clínica mostrando contato das apófises espinhosas que provavelmente gera a dor; dor lombar inespecífica é um diagnóstico mais geral sem causa identificada por exames.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há correlação direta entre a imagem de contato das apófises e os pontos dolorosos à palpação?
  • Qual exame de imagem é preferível para diferenciar M48.2 de outras espondilopatias associadas?
  • Em quanto tempo de sintomas e resposta ao tratamento reavaliaria o código ou o plano terapêutico?
  • Existem sinais clínicos que indicam necessidade de intervenção invasiva em vez de abordagem conservadora?
  • Como documentar nos laudos a relação causal entre alterações radiológicas e sintomas do paciente?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Em perícia, o registro de M48.2 e imagens é suficiente para pedir afastamento por incapacidade parcial?
  • Quais elementos documentais aumentam a probabilidade de reconhecimento de limitação funcional para fins trabalhistas?
  • O custeio de tratamento específico invasivo pode ser exigido com base no CID M48.2 em processos administrativos?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Que documentação de imagem e laudo clínico a operadora exige para autorizar procedimento por M48.2?
  • Existe cobertura para procedimentos minimamente invasivos relacionados a M48.2 conforme diretrizes da operadora?
  • Qual justificativa clínica é aceita para internação ou procedimentos ambulatoriais relacionados a M48.2?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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