M54.6 — Dor na coluna torácica

  • dor torácica dorsal
  • dor entre as escápulas
  • dor na região média das costas

Em palavras simples

Receber o código CID M54.6 significa que o problema registrado é “dor na coluna torácica”, ou seja, dor na região média das costas, entre a base do pescoço e a lombar. Não é um código que já aponta uma doença específica, mas descreve onde dói: a parte central das costas. É uma forma de nomear a queixa quando a avaliação não encontrou, naquele momento, uma causa mais precisa.

Você provavelmente está sentindo dor localizada na região dorsal, que pode ser um incômodo constante, pontadas ao se movimentar ou rigidez ao acordar. Muitas pessoas também relatam dor que aumenta ao levantar peso, ao ficar muito tempo sentado ou quando fazem movimentos de torção. Às vezes a dor acompanha sensação de tensão muscular entre as escápulas.

Na maioria dos casos não é algo extremamente grave ou contagioso. Pode durar dias a semanas quando é aguda, e algumas pessoas desenvolvem dor crônica que persiste por meses. O tempo de resolução varia com a causa e com as medidas tomadas: repouso relativo, ajustes posturais e fisioterapia costumam ser a primeira abordagem. Se houver sinais diferentes, como fraqueza nas mãos ou nos braços, perda de controle urinário ou febre, o médico vai investigar com mais urgência.

Depois da consulta inicial, o médico pode pedir exames de imagem se houver sinais que preocupam ou se a dor não melhorar. Fisioterapia e orientações de postura são caminhos comuns; o médico pode também sugerir retorno para reavaliação após um período de tratamento. A necessidade de afastamento do trabalho depende do quanto a dor limita suas atividades e da avaliação médica e pericial.

Em casa, observe se a dor melhora com mudanças de postura, pausa nas atividades que exigem esforço físico e com repouso relativo; anote quando a dor aparece e o que a piora ou melhora. Procure ajuda sem esperar se surgir fraqueza nos braços ou pernas, dormência importante, dificuldade para segurar objetos, febre associada à dor ou dor que piora muito à noite. Em outros casos, combine com o médico um plano de tratamento e retorno para avaliar progresso.

O que este código significa?

O CID M54.6 designa dor localizada na coluna torácica (região média das costas), sem menção a radiculopatia ou causa sistêmica específica. Aparece como dor focal ou difusa entre a base do pescoço e a região lombar, frequentemente associada a esforço postural, contratura muscular ou degeneração articular. Não inclui dor torácica de origem cardíaca, pulmonar ou abdominal, nem quadros com compressão radicular documentada (ex.: M54.1). Este código é usado quando a avaliação não atribui o quadro a uma condição mais específica do sistema osteomuscular. Pode referir-se tanto a episódios agudos quanto a dor crônica localizada na região torácica.


Quando este código é usado?

Usa-se CID M54.6 para registrar dor predominante na coluna torácica quando a avaliação clínica não identifica uma causa específica que justifique outro código (como radiculopatia, fratura ou doença inflamatória). É aplicado em situações ambulatoriais e periciais em que a queixa principal é a dor dorsal média, sem sinais claros de envolvimento neurológico ou origem visceral.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

M54.1 (Radiculopatia) — separar quando houver dor irradiada com sinais de comprometimento radicular (alteração sensitiva, perda de reflexos ou fraqueza corresponderá a M54.1 em vez de M54.6.

M54.5 (Dor lombar baixa) — o critério que separa é a localização: lombar baixa é abaixo do nível torácico-lombar; dor restrita à região torácica fica em M54.6.

M54.8 (Outra dorsalgia) — M54.8 é para dorsalgias com especificação distinta (por exemplo, dolorosas por doença conhecida como cifose patológica); M54.6 mantém-se quando a queixa é exclusivamente dor torácica sem outra descrição.

R07.1 (Dor torácica de origem cardíaca) — usar códigos de dor torácica orgânica quando houver sintomas ou exames que sugiram causa cardíaca ou pulmonar; dor músculo-esquelética torácica sem achados sistêmicos fica em M54.6.

O que é?

O termo descreve dor localizada na coluna torácica, região da coluna vertebral correspondente às vértebras torácicas (meio das costas). A manifestação típica é desconforto focal ou difuso entre as escápulas ou na linha média dorsal, que pode aumentar com movimento, respiração profunda ou postura prolongada.

A condição ocorre em adultos e adolescentes, com maior frequência em pessoas que mantêm posturas viciosas, realizam esforços repetitivos, ou apresentam alterações degenerativas da coluna. Não implica, por si só, em lesão neurológica ou doença sistêmica; é um achado clínico que requer correlação com exame e exames quando indicado.

Quais sintomas aparecem?

Principal sintoma: dor localizada na região torácica da coluna, descrita como pontada, incômodo surdo ou queimação. Sintomas que aparecem cedo incluem rigidez matinal e aumento da dor ao levantar ou ao permanecer sentado por muito tempo. Sinais que sugerem agravamento ou outra condição subjacente são dor progressiva noturna, perda de força nos membros superiores ou inferiores, perda sensitiva, febre, perda de peso inexplicada, ou dor que não melhora com medidas conservadoras.

O que causa?

Mecanismos comuns incluem sobrecarga mecânica e contratura muscular por postura inadequada, microlesões dos ligamentos ou músculos paravertebrais, alterações degenerativas das articulações interapofisárias torácicas e alterações discais leves. Em prática brasileira, causas frequentes são postura ocupacional inadequada, esforços físicos repetitivos e sequelas de traumas menores. Menos frequentemente, a dor torácica pode resultar de processos inflamatórios, compressão vertebral por osteoporose ou causas viscerais referidas que exigem exclusão.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico que justifica o uso de M54.6 apoia-se em história clínica focalizada e exame físico que localize a dor na coluna torácica sem evidência clara de radiculopatia, fratura ou doença sistêmica. Exame neurológico normal e ausência de sinais de alarme sustentam este código. Quando houver suspeita de causa específica, o código deve ser revisto conforme o achado (por exemplo, fratura, neoplasia ou radiculopatia).

Como costuma ser tratado?

O manejo costuma ser conservador e ambulatorial: medidas de alívio sintomático, reeducação postural, fisioterapia e programas de fortalecimento e alongamento são frequentemente empregados. O objetivo é reduzir dor, restaurar função e prevenir recidivas. Casos com dor persistente ou sinais de alerta podem necessitar de avaliação especializada e intervenções adicionais.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes de medicamentos comumente usadas para controle sintomático incluem analgésicos simples, anti-inflamatórios não esteroidais e medicamentos adjuvantes para dor crônica ou neuropática quando indicado pelo clínico; a escolha depende da avaliação global, comorbidades e risco-benefício individual.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação médica imediata se aparecerem fraqueza progressiva, dormência significativa, perda do controle esfincteriano, febre associada à dor, perda de peso inexplicada ou dor muito intensa de início súbito após trauma. Para dor persistente que limita atividades diárias por semanas, ou que não melhora com medidas simples, buscar reavaliação para investigação adicional.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período de afasto é definido pelo médico que examinou a pessoa e pelo quadro concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3). A partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia médica. A legislação também estabelece que atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de um intervalo de 60 dias são contabilizados em conjunto para os 15 dias pagos pelo empregador (Decreto 3.048/99, art. 75).

A regra dos 60 dias funciona por CID: é o código registrado no atestado que o perito usa para identificar se a doença é a mesma e, portanto, se os atestados devem ser somados para efeitos do cálculo do período inicial de responsabilidade do empregador — um detalhe prático pouco conhecido que explica por que o código no atestado faz diferença.

Para que um atestado seja aceito precisa constar identificação do paciente, o período de afastamento salvo menção de retorno parcial ou intermitente conforme o caso, a data da emissão, assinatura e o número do CRM do médico. A inclusão do CID só ocorre com anuência do paciente; não há obrigação legal de informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos atestados dentro dos 60 dias não pode ser verificada.

No caso específico do CID M54.6 (dor na coluna torácica), o quadro costuma apresentar curso que pode ser agudo e autorresolutivo ou assumir caráter crônico e recorrente, dependendo da causa e dos fatores posturais e mecânicos envolvidos. Esse código, por si só, descreve uma dor localizada sem evidência de compressão radicular ou doença sistêmica e, frequentemente, é acompanhada e registrada em contexto ambulatorial; a necessidade de incapacidade para o trabalho depende da intensidade dos sintomas e da atividade exercida, não do código em si. Quando episódios recorrentes acontecem, a regra dos 60 dias torna-se relevante porque atestados sucessivos com o mesmo CID podem ser somados para definir quem responde pelo pagamento nos primeiros quinze dias de cada conjunto de afastamentos.

Perguntas frequentes sobre M54.6

O que significa receber o CID M54.6 no meu atestado?

Indica que a queixa principal documentada é dor na região torácica da coluna; não define uma causa específica e serve para registrar a localização do problema.

O CID M54.6 exige afastamento do trabalho automaticamente?

Não; o afastamento depende da avaliação médica da limitação funcional, do exame e, quando necessário, de perícia. O CID por si só não determina a licença.

Pode ser que eu tenha algo mais sério por trás da dor na coluna torácica?

Sim, embora muitas vezes seja mecânica, sinais como febre, perda de peso, fraqueza ou dor noturna persistente motivam investigação para causas mais graves.

Que exames costumam ser pedidos quando aparece essa dor?

Inicialmente exames de imagem simples, como radiografia, podem ser solicitados; ressonância é considerada quando há sinais neurológicos ou dor que não melhora com tratamento conservador.

Qual a diferença entre M54.6 e M54.1 (radiculopatia)?

M54.1 refere-se a dor com comprometimento radicular documentado (irradiação com sinais neurológicos); M54.6 é dor localizada sem esses sinais.

O plano de saúde pode negar tratamento por este CID?

Cobertura depende do contrato, do procedimento solicitado e da justificativa clínica; o CID não garante cobertura automática.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • A dor é estritamente centrada na coluna torácica ou há irradiação para membros ou caixa torácica?
  • Há sinais neurológicos objetivos (alteração sensitiva, perda de força ou reflexos) ao exame físico?
  • Qual a duração e padrão (intermitente, contínuo, noturno) da dor desde o início?
  • Existem fatores desencadeantes evidentes como trauma, esforço ou postura ocupacional?
  • Houve perda de peso, febre ou história de câncer que exigiriam investigação adicional?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • O registro de CID M54.6 é suficiente para justificar afastamento laboral nos termos de perícia?
  • Como o laudo médico deve descrever limitações funcionais para embasar pedido de benefício previdenciário?
  • Quais documentos e exames complementares a parte autora deve apresentar para comprovar agravamento ou cronificação do quadro?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano exige justificativa clínica adicional ou imagem para autorizar fisioterapia relacionada a M54.6?
  • Há limites de sessões ou critérios de reavaliação para cobertura de procedimentos por dor torácica dorsal?
  • Quais documentos o médico deve anexar ao pedido de autorização quando informar CID M54.6 na guia?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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