S32.0 — Fratura de vértebra lombar

  • fratura vertebral lombar
  • compressão vertebral lombar (quando por colapso do corpo vertebral)
  • fratura do corpo vertebral lombar

O CID S32.0 designa fratura de uma vértebra lombar, ou seja, lesão óssea do corpo vertebral na região lombar da coluna. Aparece após trauma de intensidade variável — desde quedas e acidentes até lesões por compressão em ossos fragilizados. Não inclui fraturas de processos transverso ou espinhoso, nem fraturas da pelve ou sacro, que têm códigos distintos. A confirmação depende de imagem e a codificação exige especificação de que a lesão envolve a vértebra lombar propriamente dita. Sintomas comuns são dor lombar aguda, redução de mobilidade e, em casos graves, sinais neurológicos.


Em palavras simples

Este código, CID S32.0, significa que uma das vértebras da sua região lombar sofreu uma fratura: é uma quebra no corpo do osso da coluna na parte baixa das costas. Não descreve lesões do sacro, da pelve ou das partes posteriores da vértebra; refere‑se especificamente ao corpo vertebral lombar.

Você provavelmente sente uma dor intensa ou muito localizada na lombar, que costuma piorar ao mexer, levantar ou ao ficar sentado por muito tempo. Pode haver rigidez e dificuldade de se inclinar ou girar. Se a fratura comprimiu nervos, pode surgir formigamento, fraqueza na perna ou alterações na sensibilidade; em casos raros podem ocorrer alterações no controle do intestino ou da urina.

Não é um código que indique necessariamente contágio ou doença que se espalha; trata‑se de uma lesão óssea. A gravidade varia: muitas fraturas estáveis melhoram com tempo e cuidados; fraturas instáveis ou com comprometimento neural podem exigir procedimentos mais complexos. A duração do sintoma depende do tipo de fratura e da sua saúde óssea, podendo semanas a meses para recuperação funcional.

O passo seguinte costuma ser a realização de exames de imagem (raios‑X, tomografia ou ressonância) para confirmar o local e a gravidade da fratura. Retornos médicos e orientações sobre atividades são comuns; alguns pacientes recebem atestado para afastamento do trabalho temporariamente, dependendo da função e da intensidade da dor.

Em casa, observar dor que aumenta progressivamente, perda de força nas pernas, formigamento que piora ou dificuldade para urinar ou evacuar. Nesses sinais, procurar atendimento urgente. Para o dia a dia, seguir as orientações do médico sobre repouso relativo, proteção da coluna e quando retomar atividades; informar ao seu médico se já tem diagnóstico de osteoporose ou uso de medicamentos que fragilizam os ossos, pois isso pode influenciar cuidados futuros.

Este texto explica o que o código indica e o que você pode esperar; a conduta específica, exames e tratamentos serão definidos pelo seu médico com base nos achados clínicos e de imagem.

Quando usar este código

Usa-se este código quando exames de imagem ou laudo cirúrgico descrevem fratura do corpo de uma vértebra lombar. Não se aplica a fraturas do sacro, cóccix, processos vertebrais laterais ou posteriores nem a lesões exclusivamente por contusão sem fratura demonstrada.

Não confunda com

S32.1 — Fratura do sacro: separar quando a linha de fratura está no sacro; S32.0 é apenas para vértebras lombares. S32.3 — Fratura do processo transverso de vértebra lombar: usar S32.3 quando a fratura envolve apenas o processo transverso; S32.0 exige alteração no corpo vertebral. S32.5 — Fratura não especificada da vértebra lombar: usar S32.5 apenas se o laudo não localizar corpo vertebral; S32.0 requer menção explícita ao corpo vertebral.

O que é

Fratura de vértebra lombar é a quebra do corpo de uma das vértebras na região lombar (normalmente L1–L5). Ocorre quando forças suficientes vencem a resistência óssea, por trauma direto, compressão axial ou fragilidade óssea patológica, e pode variar de fissuras estáveis a colapsos vertebrais.

Manifesta-se tipicamente com dor aguda localizada na lombar, limitação de movimentos e aumento da dor ao se movimentar, levantar ou permanecer sentado; em fraturas deslocadas ou instáveis pode haver compressão de estruturas nervosas associada a formigamento, fraqueza ou alterações sensoriais nas pernas.

Sintomas

Dor lombar aguda e localizada é o sinal inicial mais frequente; costuma intensificar com movimento e permanecer mesmo em repouso quando há colapso vertebral. Rigidez e redução da mobilidade da coluna aparecem cedo. Sinais de agravamento incluem dor progressiva apesar do repouso, perda sensorial, fraqueza ou alteração do controle urinário ou intestinal, que podem indicar lesão neural ou fratura instável.

Causas

Mecanismos incluem trauma de alta energia (acidente automobilístico, queda de altura) e trauma de baixa energia em ossos fragilizados por osteoporose, neoplasia ou infecção. No contexto brasileiro cotidiano, quedas e acidentes domésticos são causas comuns em idosos osteoporóticos, enquanto traumas ocupacionais e de trânsito predominam em adultos jovens.

Como é diagnosticado

A confirmação requer exames de imagem: radiografia simples pode mostrar fratura ou colapso do corpo vertebral; tomografia computadorizada descreve detalhadamente o padrão de fratura e deslocamento; ressonância magnética avalia lesão da medula, componentes ligamentares e edema ósseo, importante para distinguir fratura recente de alterações crônicas. O código S32.0 exige que o laudo identifique fratura do corpo vertebral lombar.

Como costuma ser tratado

O manejo depende da estabilidade da fratura, presença de sintomas neurológicos e da causa subjacente. Fraturas estáveis sem déficit neurológico costumam ser tratadas de forma conservadora com controle da dor, restrição de atividades e reabilitação; fraturas instáveis ou com compressão neural podem requerer procedimento cirúrgico. A identificação da causa (osteoporose, tumores) orienta intervenções adicionais.

Classes de medicamentos

Classes farmacológicas envolvidas no manejo incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor, medicamentos adjuvantes para dor neuropática quando há componente radicular, e agentes para tratamento da osteoporose quando a fragilidade óssea é fator contribuinte; a escolha depende do quadro clínico e da avaliação do médico.

Quando procurar ajuda

Procurar atendimento urgente se ocorrer perda de força nas pernas, dormência progressiva, dificuldade para urinar ou evacuar, ou dor muito intensa que não melhora com medidas iniciais. Buscar avaliação clínica e de imagem imediata após trauma significativo, e agendar retorno médico se a dor piora em dias após o evento.

Uso em atestado

Laudo e atestado médico devem descrever local, lateralidade se aplicável, exames realizados e período estimado de limitação funcional; para perícia, incluir estabilidade da fratura, presença de déficits neurológicos e tratamento realizado. O CID S32.0 identifica fratura de vértebra lombar e deve constar na documentação quando for a condição principal.

Perguntas frequentes sobre S32.0

O que significa receber o código CID S32.0 no meu prontuário?

Indica que foi registrada uma fratura no corpo de uma vértebra lombar; descreve a lesão óssea na região baixa das costas e ajuda a orientar exames e documentação.

Preciso me afastar do trabalho quando tenho S32.0?

O afastamento depende da gravidade, da presença de déficit neurológico e das demandas do trabalho; o médico que acompanha avalia a necessidade e o tempo do atestado.

A fratura lombar pode ser causada por osteoporose?

Sim. Em pessoas com ossos frágeis, quedas de baixa energia podem causar fraturas do corpo vertebral; por isso muitas vezes se investiga saúde óssea junto com a fratura.

Que exame confirma a fratura para fins de laudo e tratamento?

Radiografia pode identificar fraturas, mas tomografia e ressonância são frequentemente usados para detalhar deslocamento, estabilidade e possível compressão neural.

Há risco de paralisia com uma fratura lombar?

A maior parte das fraturas lombares não causa paralisia; risco maior existe quando há deslocamento posterior ou compressão significativa das estruturas neurais, situação que exige avaliação urgente.

O código S32.0 difere de outras fraturas da coluna no documento médico?

Sim — ele especifica fratura do corpo vertebral lombar; fraturas em processos vertebrais, sacro ou pelve têm códigos distintos e devem ser claramente discriminadas no laudo.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Qual é a vértebra lombar envolvida (L1–L5) e o grau de colapso do corpo vertebral?
  • Há deslocamento posterior ou comprometimento do canal vertebral visível na tomografia?
  • A ressonância mostra edema ósseo recente ou sinais de lesão medular que alterem classificação e tratamento?
  • Existem sinais de fragilidade óssea ou lesão patológica que justifiquem investigação adicional?
  • Qual evolução esperada para estabilidade radiológica que mudaria o CID para não especificado ou para múltiplas fraturas?
O que perguntar ao seu advogado (4)
  • Quais documentos e laudos são necessários para comprovar incapacidade temporária relacionada ao CID S32.0?
  • Em perícia, que elementos do exame imagiológico mais influenciam decisão de afastamento por tempo indeterminado?
  • Como comprovar relação entre acidente de trabalho e a fratura lombar para fins de benefício previdenciário?
  • Quais prazos legais e administrativos são relevantes para solicitar reavaliação de incapacidade por fratura lombar?
O que perguntar ao seu plano de saúde (4)
  • Quais procedimentos ou intervenção cirúrgica relacionados a CID S32.0 exigem autorização prévia da operadora?
  • O plano costuma solicitar imagens específicas (TC ou RM) para liberar cobertura de procedimentos associados ao CID S32.0?
  • Há exigência de laudo pericial ou relatório médico detalhado para internação e pagamento de terapias de reabilitação vinculadas a S32.0?
  • Que documentação a operadora costuma pedir para avaliação de cobertura quando há fratura lombar por queda em ambiente domiciliar?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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