A38 — Escarlatina

  • febre escarlate
  • scarlatina

Em palavras simples

O código CID A38 significa que o médico registrou escarlatina, que é uma reação típica a uma infecção por estreptococo. Em linguagem simples, quer dizer que uma infecção de garganta (ou às vezes de pele) pelo mesmo tipo de bactéria desencadeou febre e uma erupção avermelhada pelo corpo. Não é um termo raro: é a descrição da doença que combina dor de garganta com um tipo específico de erupção.

Você provavelmente está sentindo dor na garganta, febre, mal‑estar e talvez cansaço; a pele pode estar com uma vermelhidão fina e áspera, e a língua pode ter uma camada esbranquiçada que depois fica vermelha brilhante. Também é comum ter ínguas no pescoço e perda do apetite. Em crianças, o quadro chama atenção porque a pele parece “meia‑lixa” ao toque e pode haver irritabilidade.

Em geral, a escarlatina é aguda: aparece de forma rápida e costuma evoluir em dias. É contagiosa enquanto há secreção nas vias aéreas, por isso famílias e escolas costumam tomar cuidado com contatos próximos. A duração exata varia de pessoa para pessoa; o médico que avaliou o caso define se você precisa de repouso e por quanto tempo, e se o afastamento do trabalho ou da escola é recomendado.

O próximo passo costuma ser ou já ter sido a indicação de um exame para procurar o estreptococo na garganta (teste rápido ou cultura) e um retorno conforme a evolução dos sintomas. Nem todo caso precisa de internação; muitas pessoas são tratadas e acompanhadas em ambulatório. Se o médico deu um atestado, ele registrou o motivo e o período que julgou necessário para sua recuperação, mas esse período pode variar entre pacientes mesmo com o mesmo código.

Em casa, observe se a febre não cede, se não aparece respiração rápida, dificuldade para engolir saliva, salivação excessiva, fraqueza que impede cuidar de si mesmo, ou sinais de desidratação — nesses casos procure atendimento imediatamente. Também volte se houver piora da dor de garganta, aumento da vermelhidão ou surgimento de bolhas/abscessos na garganta. Se outras pessoas da sua casa ficarem doentes, informe ao serviço de saúde que acompanhou o caso.

O atestado que você recebeu pode incluir o CID A38; isso ajuda a registrar que o afastamento foi por escarlatina e permite contabilizar episódios semelhantes para efeitos de perícia. Caso tenha dúvidas sobre o atestado, sobre a necessidade de afastamento ou sobre os próximos exames, converse com o médico que o atendeu ou com o serviço de saúde responsável pelo seu acompanhamento.

O que este código significa?

O CID A38 designa escarlatina, uma manifestação sistémica de infecção por Streptococcus pyogenes caracterizada por febre, dor de garganta e exantema difuso áspero. Aparece tipicamente como complicação de faringite estreptocócica ou infecção de pele por estreptococo. Não inclui outras causas de exantema febril por vírus, nem quadros de septicemia por outros germes (códigos distintos). Em relatórios e guias, A38 identifica o padrão clínico associado ao agente estreptocócico e justifica exames e registro específicos. O código é usado quando a apresentação clínica e/ou achados laboratoriais apontam para escarlatina e não para outras erisipelas ou septicemias.


Quando este código é usado?

Use A38 quando o quadro clínico associa faringite ou infecção cutânea por Streptococcus pyogenes a exantema generalizado característico e a hipótese clínica ou laboratorial apoia o diagnóstico de escarlatina. Não use A38 para faringites sem exantema, para erisipela localizada sem sinais sistêmicos (A46) ou para septicemia por outros germes (A41).

Qual a diferença dos códigos parecidos?

A46 (Erisipela): erisipela costuma ser uma infecção cutânea bem demarcada, frequentemente na face ou extremidades, sem o exantema papular difuso e a língua saburrosa típicos da escarlatina; a presença de lesão cutânea circunscrita com bordos elevados favorece A46. A41 (Outras septicemias): septicemia refere-se a invasão sanguínea com sinais sistêmicos graves e hemocultura positiva para diversos patógenos; se houver choque, insuficiência orgânica ou hemoculturas positivas para germes diferentes de Streptococcus pyogenes, A41 é o código correto. A49 : A49 é usado quando falta definição do agente ou do quadro clínico; se há o padrão clínico clássico de escarlatina ou confirmação de estreptococo em cultura/exame rápido, A38 substitui A49.

O que é?

Escarlatina é a expressão febril e exantemática de infecção por Streptococcus pyogenes (estreptococo do grupo A) que geralmente surge após faringite ou, menos frequentemente, após infecção cutânea. Manifesta-se por febre, dor e vermelhidão de garganta, exantema difuso fino e áspero que pode começar no tronco e espalhar-se, e sinais mucosos característicos como língua com revestimento esbranquiçado que depois fica vermelho brilhante.

O quadro acomete com maior frequência crianças em idade escolar, mas pode ocorrer em adultos; a gravidade varia do leve ao moderado, e a maioria dos episódios evolui de forma aguda com resolução após tratamento ou suporte, embora complicações supurativas e imunológicas sejam possíveis em alguns casos.

Quais sintomas aparecem?

Principais sinais: febre de início agudo, dor de garganta e odinofagia, exantema maculopapular fino e áspero que escurece com fricção, língua inicialmente saburrosa que pode tornar-se avermelhada, linfadenopatia cervical e descamação cutânea na fase de convalescença. Aparecem cedo: dor de garganta e febre costumam preceder o exantema por horas a dias; o exantema segue ou acompanha a febre. Sinais de agravamento: sinais de supuração local (abscesso peritonsilar), disfagia marcada, dificuldade respiratória, taquicardia, confusão, sinais de insuficiência orgânica ou evolução para quadro séptico sugerem complicação e exigem avaliação imediata.

O que causa?

Escarlatina resulta da infecção por Streptococcus pyogenes que produz exotoxinas pirogênicas eritrogênicas; essas toxinas agem como superantígenos, induzindo reação inflamatória sistêmica que causa exantema e febre. Na prática brasileira a causa mais comum é faringite por estreptococo transmitida por gotículas respiratórias em ambientes próximos, com surtos em escolas e creches. A invasão direta da pele por estreptococos também pode preceder o mesmo padrão toxigênico em alguns casos.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico de escarlatina é primariamente clínico, apoiado pelo quadro de faringite associado a exantema característico e sinais mucosos. A confirmação laboratorial pode ser feita por teste rápido de antígeno estreptocócico ou cultura de orofaringe positiva para Streptococcus pyogenes; hemoculturas são reservadas se houver suspeita de bacteremia. Para o registro como A38, busca‑se a correlação entre apresentação clínica e evidências de infecção estreptocócica, diferenciando de causas virais ou de outras bactérias.

Como costuma ser tratado?

O tratamento visa erradicar o agente e controlar sintomas; na prática inclui terapia antimicrobiana dirigida ao estreptococo e medidas de suporte para febre e dor. O manejo é geralmente ambulatorial, exceto quando há sinais de complicação ou incapacidade para hidratação/ingestão oral. A resposta clínica esperada e a necessidade de mudança de conduta dependem da evolução individual e de confirmação laboratorial.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

As classes de medicamentos empregadas incluem antibióticos com atividade contra Streptococcus pyogenes e antipiréticos/analgésicos para controle sintomático. Em casos de supuração local, podem ser necessários procedimentos otorrinolaringológicos além do tratamento medicamentoso. A escolha específica de fármaco, dose e duração depende do médico assistente e dos protocolos locais.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação se ocorrer febre muito alta, dificuldade para respirar, engolir saliva, salivação excessiva, fraqueza marcada, confusão, sinais de desidratação ou se os sintomas piorarem apesar do tratamento. Busque atendimento urgente também diante de sinais de supuração local (abscesso peritonsilar), dor intensa de orelha ou se houver sangramento ou dificuldade respiratória.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID fixa um período de afastamento de forma padronizada; a duração do atestado é definida pelo médico que examinou o caso e pelo contexto clínico individual, de modo que duas pessoas com A38 podem receber períodos diferentes. Até quinze dias de afastamento quem paga o salário é o empregador; a partir do décimo sexto dia o INSS assume e exige perícia; atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de sessenta dias somam para contabilizar os quinze dias iniciais. Essa soma é feita com base no código CID presente no atestado, porque o perito usa o CID para avaliar se os episódios são o mesmo motivo clínico.

Para que um atestado seja aceito, ele precisa identificar o paciente de forma clara, especificar o período de afastamento, indicar a data de emissão e conter assinatura e número do CRM do médico. O registro do CID no atestado depende da anuência do paciente: informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos períodos para efeito de contagem de sessenta dias não pode ser verificada pelo INSS ou por auditoria trabalhista.

No caso de escarlatina (A38), trata‑se tipicamente de um quadro agudo associado a infecção por estreptococo que costuma resolver com tratamento e suporte; não é uma condição crônica de acompanhamento prolongado. Por isso, o código aparece em atestados que registram um episódio agudo com incapacidade temporária para trabalho em função de sintomas como febre, dor de garganta e mal‑estar, ou quando há risco de transmissão ocupacional.

Como escarlatina tende a se apresentar como episódio agudo resolutivo, o uso do CID A38 em atestados favorece a soma dos dias relacionados a recidiva próxima: se houver novos episódios com o mesmo CID dentro do período de sessenta dias, eles são considerados pela contagem que determina quem paga os primeiros quinze dias. Esse aspecto é relevante para trabalhadores que têm recorrência rápida de episódios com o mesmo diagnóstico.

Perguntas frequentes sobre A38

O que significa ter CID A38 no meu atestado?

Significa que o diagnóstico registrado foi escarlatina, ou seja, suspeita ou confirmação de infecção por estreptococo com exantema; o médico escolheu esse código por corresponder ao quadro apresentado.

A escarlatina é contagiosa para meus familiares?

Sim, a fonte costuma ser secreção respiratória de pessoa infectada; cuidados com higiene e evitar contato próximo enquanto houver sintomas são razoáveis até avaliação médica.

Preciso obrigatoriamente apresentar exame para o empregador ou plano?

O CID não obriga a entrega de exames ao empregador; o teste rápido ou cultura confirma o agente e pode constar em prontuário, mas o envio de documentos depende das regras do trabalho ou do convênio.

Se piorar, quais sinais indicam complicação?

Procure ajuda se houver dificuldade para respirar, dificuldade intensa para engolir, sinais de desidratação, confusão, ou se surgir pus/abscesso na região da garganta.

Escarlatina é a mesma coisa que faringite estreptocócica?

Escarlatina é uma forma de faringite por estreptococo que inclui exantema e sinais mucosos; faringite sem exantema pode não ser classificada como A38.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há confirmação laboratorial de Streptococcus pyogenes por teste rápido ou cultura?
  • Há sinais de supuração peritonsilar ou complicação que justifiquem avaliação otorrinolaringológica?
  • Houve contato recente com surtos escolares ou familiar sintomático compatível?
  • Existem fatores de risco para complicações (imunossupressão, cardiopatia) que mudariam a conduta?
  • O quadro justifica mudança de CID se houver evolução para septicemia documentada?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • O afastamento por A38 é considerado incapacidade temporária para fins de perícia previdenciária?
  • Como o somatório de atestados com o mesmo CID dentro de sessenta dias pode afetar o pagamento dos primeiros quinze dias pelo empregador?
  • É possível contestar negativa de benefício do INSS se a perícia discordar do diagnóstico registrado no atestado?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano exige autorização prévia para exames laboratoriais de confirmação em quadro de escarlatina?
  • A cobertura de medicamentos de uso ambulatorial para faringite bacteriana segue regras de carência específicas?
  • O envio de guia com CID A38 é suficiente para reembolso de consultas e procedimentos relacionados, ou são exigidos laudos complementares?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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