A90 — Dengue [dengue clássico]

  • dengue clássica
  • dengue não complicada

Em palavras simples

Receber o código CID A90 significa que o médico identificou dengue clássica, isto é, a forma mais comum da dengue causada por um vírus transmitido por mosquitos Aedes. Em palavras simples, é uma infecção que costuma começar de repente com febre alta e uma série de sintomas pelo corpo causados pela própria resposta do organismo ao vírus.

Você provavelmente está sentindo febre, dor de cabeça forte (às vezes atrás dos olhos), dores musculares e nas articulações, além de cansaço grande. Náuseas, diminuição do apetite e mal-estar geral também são frequentes; algumas pessoas relatam dor no abdome ou ‘‘barriga’’ e episódios de intestino solto. A febre e as dores costumam aparecer primeiro; o cansaço pode permanecer por dias ou semanas depois que a febre passa.

Na maioria dos casos a dengue clássica não é grave e se resolve em poucos dias a algumas semanas, mas exige acompanhamento porque há risco de evolução para formas com sangramento ou choque, especialmente nos primeiros dias. A doença é contagiosa no sentido de que depende da presença do mosquito para se espalhar: uma pessoa infectada pode ser fonte para mosquitos que, por sua vez, picam outras pessoas.

O caminho típico depois do diagnóstico inclui exames de sangue para confirmar a infecção e para monitorar plaquetas e hematócrito; o médico pode pedir retorno para reavaliação em intervalos determinados ou sempre que houver piora. Em muitos casos, o tratamento é de suporte e o paciente é acompanhado em casa, mas se surgirem sinais de alerta será solicitada avaliação urgente ou internação.

Em casa, observe a evolução da febre, se houver vômitos repetidos, dor abdominal intensa, sangramentos na gengiva, nariz ou manchas roxas na pele, tontura ao levantar-se, aumento progressivo do cansaço ou falta de ar. Se qualquer um desses sinais aparecer, procure atendimento sem atrasos. Mantenha hidratação e siga as orientações do profissional de saúde; anote datas de início de sintomas e resultados de exames para apresentar em retornos e, se necessário, para documentação junto ao empregador ou à perícia.

O que este código significa?

O CID A90 designa a dengue clássica, infecção viral aguda transmitida por mosquitos do gênero Aedes, marcada por febre, dor de cabeça, dores no corpo e cansaço. Aplica-se quando há quadro clínico compatível com dengue sem sinais de hemorragia grave, choque ou falência orgânica. O código inclui casos confirmados por testes laboratoriais e também os compatíveis clinicamente quando a investigação laboratorial não documenta complicações hemorrágicas. Não abrange formas hemorrágicas e choque por dengue, que devem ser codificadas em A91, nem outras febres virais transmitidas por mosquitos classificadas em A92. Destina-se tanto a registros clínicos quanto a atestados e faturamento, devendo a redação do prontuário suportar a escolha do código.


Quando este código é usado?

Usa-se A90 para episódios de dengue com manifestação clássica: febre alta de início súbito acompanhada por cefaleia, mialgias, artralgias e retro-orbitalgia, sem sinais de sangramento relevante, choque ou comprometimento orgânico grave. Também se aplica quando exames sorológicos ou moleculares confirmam infecção pelo vírus dengue e o quadro clínico não atende critérios de dengue hemorrágica ou dengue com sinais de alarme que justifiquem codificação diferente.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

A91 — dengue hemorrágica: a distinção baseia-se em sinais de hemorragia significativa, trombocitopenia marcante e evidência de extravasamento plasmático com hipotensão ou choque. Se houver qualquer sinal de choque, hemorragia grave ou provas de extravasamento, deve-se usar A91 em vez de A90.

A92 — outras febres virais transmitidas por mosquitos: enquanto A90 refere-se especificamente à dengue clássica, A92 cobre febres por outros arbovírus (por exemplo, chikungunya ou febre amarela quando não classificados de forma distinta). A diferenciação requer identificação do agente quando possível; na ausência de confirmação, o padrão de sintomas e exames auxiliares orienta a codificação.

B34.9 — infecção viral sistêmica não especificada: este código é usado quando não há evidência laboratorial ou clínica suficiente para atribuir etiologia viral específica. Se houver compatibilidade clínica e/ou confirmação laboratorial de dengue, A90 é preferível ao B34.9; B34.9 é reservado a quadros febris virais sem especificação.

O que é?

Dengue é uma infecção causada por vírus do gênero Flavivirus, transmitida principalmente pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. A forma denominada dengue clássica (CID A90) costuma iniciar-se com febre alta de início súbito, acompanhada de dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, além de mal-estar e cansaço marcantes.

O quadro pode ser indistinguível, nas fases iniciais, de outras viroses agudas, mas se diferencia por um conjunto de sinais e pela epidemiologia (exposição em área com transmissão). Na prática, A90 é usado quando o paciente apresenta a síndrome clássica sem sinais de hemorragia importante, choque ou comprometimento orgânico que caracterizariam códigos distintos dentro do grupo A90-A99.

Quais sintomas aparecem?

Os sintomas mais frequentes na dengue clássica incluem febre alta, dor de cabeça (especialmente retro-orbital), mialgia intensa e dor nas articulações; também são comuns náuseas, vômitos, tontura e mal-estar geral. Febre e dor aparecem cedo e são quase sempre os primeiros sinais; náuseas e perda de apetite surgem nos primeiros dias. Manifestações que indicam agravamento incluem sangramentos aparentes (epistaxe, gengivorragia), dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura progressiva e sinais de insuficiência circulatória, os quais sinalizam necessidade de reavaliação imediata. Petéquias e sinais de hemoconcentração (descritos em exames) são indicativos de extravasamento plasmático e piora.

O que causa?

A dengue é causada pela infecção por qualquer sorotipo do vírus dengue (DENV-1 a DENV-4), transmitido pela picada de fêmeas de Aedes infectadas. O mecanismo envolvido é replicação viral inicial seguida de resposta inflamatória e imunológica do hospedeiro; a reação imune contribui para muitos sintomas, como febre e dores. No Brasil, os sorotipos mais encontrados variam por região e época, com transmissão sazonal e surtos em áreas urbanas; a co-circulação de diferentes sorotipos é fator conhecido de complexidade epidemiológica.

Como o médico confirma o diagnóstico?

A confirmação laboratorial da dengue pode ser feita por testes sorológicos (detecção de anticorpos IgM/IgG) e por métodos diretos como PCR para detecção do RNA viral nos dias iniciais. Para registrar CID A90 em vez de A91 ou outros códigos, o profissional deve documentar no prontuário os sinais e sintomas compatíveis com dengue clássica e os achados laboratoriais que não indiquem hemorragia grave, choque ou falência orgânica. Registros de data de início dos sintomas, exame físico, resultados de hemograma (para avaliar plaquetas e hemoconcentração) e resultados de sorologia ou PCR fortalecem a decisão de codificação.

Como costuma ser tratado?

O manejo da dengue clássica é em grande parte de suporte, com monitorização clínica e tratamento dos sintomas, e pode ser conduzido em ambiente ambulatorial ou hospitalar conforme a gravidade. Profissionais avaliam hidratação, dor e sinais de alerta para decidir observação e intervenções de suporte; a maioria dos casos evolui para resolução em dias a semanas com acompanhamento apropriado. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação clínica individualizada.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

As classes de medicamentos empregadas no manejo sintomático incluem analgésicos e antipiréticos apropriados para febre e dor, antieméticos quando necessário e antitérmicos sem propriedades antiplaquetárias; em casos com sinais de complicação, são utilizados fluidos endovenosos e outras medidas de suporte conforme avaliação médica. Antibióticos não são indicados para dengue sem infecção bacteriana concomitante.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento imediatamente se surgirem sinais de agravamento: sangramentos, vômitos persistentes, dor abdominal intensa, tontura ou fraqueza grave, diminuição do nível de consciência ou sinais de desidratação severa. Busca de avaliação é também indicada se houver piora progressiva do cansaço ou falta de ar, ou quando o paciente pertence a grupo de risco (idosos, gestantes, com doenças crônicas) e apresenta febre alta ou sintomas intensos.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou o caso concreto, portanto duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes conforme a avaliação clínica individual.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento o pagamento do salário é de responsabilidade do empregador (Lei 8.213/91, art. 60, §3º); a partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. Atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para fins desses primeiros 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

Sobre a regra dos 60 dias: é o CID indicado no atestado que o perito usa para verificar se se trata da mesma doença para efeitos de soma desses períodos — essa é a razão prática pela qual o código aparece no documento, embora pouca gente saiba dessa função.

Para que um atestado seja aceito pelos órgãos e empregadores, ele deve conter a identificação do paciente, o período de afastamento, a data, e a assinatura com o número do CRM do médico. A inclusão do CID depende da anuência do paciente; não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito.

No caso do CID A90 (dengue clássica), trata‑se de um quadro agudo decorrente de infecção viral transmitida por Aedes, que tipicamente é autolimitado e não caracteriza condição crônica. Por isso, o código costuma servir sobretudo para registro e para eventuais atestados durante o episódio agudo; pode envolver incapacidade temporária para o trabalho enquanto persistirem os sintomas que impeçam suas atividades, mas não é, por si só, um diagnóstico de longo prazo. Quando há reincidência de episódios agudos, a possibilidade de somar atestados no prazo de 60 dias torna‑se relevante para a verificação do benefício junto ao INSS.

Perguntas frequentes sobre A90

O que significa aparecer o código CID A90 no atestado?

Significa que o profissional registrou dengue clássica, a forma de dengue sem sinais de sangramento grave ou choque. O código identifica o diagnóstico clínico ou laboratorial e é usado para registros clínicos e documentação.

Quanto tempo dura um afastamento por dengue registrada como A90?

A duração do afastamento depende da intensidade dos sintomas, da evolução clínica e das exigências do trabalho; o atestado deve explicar a incapacidade temporária baseada na avaliação médica e nos exames de acompanhamento.

A dengue (CID A90) é contagiosa para outras pessoas?

A transmissão entre pessoas não ocorre diretamente; a difusão acontece quando mosquitos Aedes picam uma pessoa infectada e depois picam outras. Medidas de controle vetorial e proteção contra picadas reduzem a transmissão.

Quais exames confirmam dengue para justificar o código A90?

Exames utilizados incluem testes moleculares (PCR) nos primeiros dias e sorologia para anticorpos em dias posteriores; além disso, hemograma auxilia no monitoramento de plaquetas e hematócrito para descartar complicações.

Qual a diferença entre CID A90 e A91 no atestado?

A90 refere-se à dengue clássica sem sinais de hemorragia grave ou choque; A91 é usado quando há dengue hemorrágica ou choque por dengue, caracterizados por sangramento clínico importante, trombocitopenia marcada e extravasamento plasmático.

Preciso apresentar exames para que o médico registre CID A90?

Nem sempre; o código pode ser usado com base em quadro clínico compatível, porém a documentação de exames e sinais clínicos fortalece a codificação e é útil para atestados e perícias.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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