A90-A99 — Febres por arbovírus e febres hemorrágicas virais
- arboviroses e febres virais hemorrágicas
- febres por arbovírus
- febres hemorrágicas virais
Bloco que reúne infecções virais transmitidas por artrópodes (arbovírus) e síndromes virais que cursam com hemorragia sistêmica. Inclui códigos mais procurados como A90 (dengue clássica), A91 (dengue hemorrágica) e outros A92–A99 para febres virais transmitidas por mosquitos ou com risco hemorrágico. A apresentação clínica e a confirmação laboratorial determinam a escolha do código dentro do bloco. A gravidade varia de febre autolimitada, tratada ambulatorialmente, a síndromes que exigem internação e suporte intensivo.
Quando usar este código
Usa-se este bloco quando a queixa principal é febre associada a sinais compatíveis com arbovirose ou possível febre hemorrágica viral. Daqui o codificador deve descer ao código específico (A90, A91, A92–A99) conforme confirmação laboratorial, presença de hemorragia, sinais de plasma leakage ou identificação do agente. Verificar anamnese epidemiológica (exposição a vetores, surtos locais), quadro clínico e exames para escolher o CID exato.
Não confunda com
A91: distingue‑se por sinais de hemorragia e/ou evidência de extravasamento plasmático que caracterizam dengue hemorrágica, enquanto A90 refere‑se ao dengue clássico sem esses achados.
A92: usado quando há febre por outros arbovírus confirmados ou fortemente suspeitos (por exemplo, chikungunya/alfavírus); a separação é feita pela confirmação virológica ou padrão clínico predominante (artralgia intensa em chikungunya).
A75: rickettsioses podem produzir febre exantemática; a diferenciação é clínica‑epidemiológica e laboratorial (exposição a carrapatos/ácaros e testes sorológicos/ PCR para Rickettsia).
O que este grupo reúne
Conjunto de códigos para síndromes febris causadas por vírus transmitidos por artrópodes (mosquitos, outros vetores) e por vírus que podem provocar hemorragia sistêmica. Em geral reúnem apresentações agudas com febre, manifestações sistêmicas e, em alguns casos, risco de sangramento ou choque; o critério que os une é a etiologia viral e o padrão clínico‑epidemiológico de arbovirose ou febre hemorrágica.
Queixas que levam a este capítulo
Queixas que levam a este bloco incluem febre súbita, dor de cabeça, dor retro‑orbital, mialgia e artralgia intensa, exantema, náuseas/vômitos e sinais sugestivos de sangramento (petéquias, sangramento mucoso) ou de plasma leakage (aumento da dor abdominal, tontura, sensação de desidratação).
Mecanismos em comum
Na maioria, agentes virais transmitidos por artrópodes (arbovírus: Flavivirus, Togavirus, entre outros) e outros vírus capazes de causar síndrome hemorrágica. Exemplos: dengue (A90/A91) e outros arbovírus (A92–A99) nos arboviroses; vírus causadores de febres hemorrágicas entram na mesma lógica por produzirem coagulopatia e disfunção endotelial.
Como se define o código
O diagnóstico que define o código costuma ser laboratorial (ex.: detecção de RNA por RT‑PCR, antígeno específico como NS1 no caso da dengue, sorologia IgM/IgG) associado ao quadro clínico e à epidemiologia. Na prática, a separação entre códigos usa confirmação do agente, presença de manifestações hemorrágicas e sinais de gravidade (choque, extravasamento plasmático) para classificar o caso.
Como o cuidado se organiza
O manejo organiza‑se por gravidade: a maioria dos casos leves é tratada ambulatorialmente com orientação clínica e seguimento; casos com sinais de alarme ou hemorragia demandam internação, monitorização e suporte hemodinâmico em ambiente hospitalar. Febres hemorrágicas graves são tratadas em serviços de referência com suporte intensivo e medidas de controle de infecção; a vigilância epidemiológica e medidas de controle vetorial são parte central da resposta pública.
Classes de medicamentos
Classes frequentemente empregadas: analgésicos/antipiréticos não opiáceos (escolha depende do risco hemorrágico), fluidoterapia endovenosa e agentes de suporte hemodinâmico em casos graves, hemoderivados quando há sangramento importante. Antivirais específicos são raros e usados conforme etiologia confirmada. A presença de risco hemorrágico e a confirmação etiológica decidem entre classes e a necessidade de internação.
Sinais de alarme do grupo
Procure atenção imediata em presença de sangramento mucocutâneo, vômitos persistentes, dor abdominal intensa, tontura ou desmaio, diminuição do volume urinário, sinais de choque (palidez, pulso rápido, pele fria) ou confusão mental.
Uso em atestado
Dengue e outras arboviroses são doenças de notificação compulsória no Brasil; o atestado médico deve registrar o período de afastamento e o diagnóstico clínico; perícias costumam exigir confirmação laboratorial quando disponível e registros de evolução. O CID pode ser omitido em atestados a pedido do paciente em situações de informação sensível, conforme prática local; para afastamentos longos ou incapacidade, relatórios clínicos e exames são habitualmente solicitados em perícia.
Direitos e benefícios
Doenças transmissíveis e condições que causem incapacidade temporária enquadram‑se nas normas de saúde pública e nas regras previdenciárias; a concessão de benefícios por incapacidade depende de avaliação pericial do INSS e da legislação vigente, não do código CID isoladamente. Notificação às autoridades sanitárias e medidas de controle epidemiológico são obrigatórias para surtos e doenças de notificação.
Perguntas frequentes sobre A90-A99
Quando devo escolher A90 em vez de A91?
Use A90 para dengue clássica sem sinais de hemorragia nem extravasamento plasmático; A91 destina‑se a casos com hemorragia ou provas de extravasamento que caracterizam dengue hemorrágica.
Qual a diferença prática entre A90 e A92 para codificação?
A92 cobre outras febres virais transmitidas por mosquitos confirmadas ou fortemente suspeitas (por exemplo, chikungunya/alfavírus); a escolha depende da confirmação laboratorial ou do conjunto clínico‑epidemiológico predominante.
Estas doenças são de notificação compulsória?
Sim: dengue e outras arboviroses e febres hemorrágicas estão entre as doenças de notificação compulsória no Brasil; notificação e medidas de vigilância devem ser registradas conforme normas locais.
O CID deste bloco é suficiente para justificar afastamento no trabalho?
O CID registra a condição, mas a concessão de afastamento salarial ou benefícios depende da avaliação de incapacidade pelo médico assistente e, em casos formais, pela perícia previdenciária.
É necessário exame laboratorial para codificar dentro deste bloco?
Nem sempre; muitos códigos podem ser usados com base em quadro clínico e epidemiologia, mas a confirmação laboratorial define com mais precisão o código e é exigida em perícias e vigilância quando disponível.
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