B86 — Escabiose [sarna]

  • sarna
  • sarna humana
  • escabiose clássica

O CID B86 designa escabiose (sarna), infestação cutânea causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. hominis. Surge tipicamente com coceira intensa, pior à noite, e lesões lineares ou pápulas em mãos, dobras e regiões de contato. Inclui a forma clássica e variantes localizadas, mas não inclui escabiose norueguesa (quando codificada separadamente) nem outras dermatites ou pediculoses. O código descreve a condição confirmada ou clinicamente compatível, e é usado quando a avaliação aponta para infestação por ácaros. Não cobre reações alérgicas sem evidência de infestação nem escoriações isoladas por outro agente.


Em palavras simples

O código CID B86 significa que você foi classificado como tendo escabiose, também conhecida como sarna: uma infestação da pele por um ácaro microscópico que escava túnel na camada superficial da pele e provoca muita coceira. É uma condição comum e transmissível pelo contato próximo, principalmente entre pessoas que moram juntas ou compartilham roupas e roupas de cama.

Você provavelmente está sentindo coceira intensa, muitas vezes pior à noite, e vendo pequenas manchas, caroços ou linhas finas na pele, especialmente entre os dedos, nos punhos, nas dobras dos braços, axilas, região genital e ao redor dos mamilos em mulheres. A coceira pode provocar arranhões e crostas; às vezes surgem bolinhas ou secreção se houver infecção secundária por bactérias.

Em geral, escabiose não é uma doença grave, mas é incômoda e contagiosa. A duração varia: com tratamento adequado a maioria melhora em dias a semanas, embora a coceira possa persistir por algum tempo mesmo após os ácaros serem eliminados. Formas mais extensas ou em pessoas com o sistema imunológico comprometido podem exigir avaliação mais cuidadosa.

O que costuma acontecer a seguir é uma consulta para confirmar o diagnóstico pelo exame físico; em alguns casos o médico faz um raspado de pele para tentar ver o ácaro. O tratamento geralmente é feito fora do hospital, e o médico também costuma orientar o trato dos contatos domésticos e medidas de limpeza de roupas e roupa de cama. Dependendo do quadro e do trabalho, pode haver necessidade de atestado ou orientação sobre evitar contato próximo até que os contatos sejam tratados.

Em casa, observe febre, aumento da vermelhidão, dor ou secreção nas lesões, ou se a erupção se espalhar muito rápido — nesses casos procure avaliação. Se houver bebês, idosos ou pessoas com imunidade baixa na casa, informe o profissional porque o risco e a gravidade podem ser maiores. Evite se expor intimamente a outras pessoas até ter orientação médica e avise quem teve contato próximo para que também seja avaliado.

Quando usar este código

Usar quando houver quadro clínico compatível com infestação por Sarcoptes scabiei confirmado ou fortemente sugerido por história, exame físico e/ou achado direto do ácaro, seus ovos ou fezes.

Não confunda com

B85 (Pediculose): pediculoses causam prurido e lesões secundárias, mas são identificadas por presença de piolhos ou lêndeas nos cabelos/corpo; escabiose tem trajeto acariforme e acometimento predileto de dobras interdigital e região genital.

L30 (Dermatite de contato) ou L23 (Dermatite alérgica de contato): essas dermatoses tendem a ocorrer em áreas de contato com alérgenos/irritantes e não mostram túneis ou raspados com ácaros; história ocupacional/exposição e testes epicutâneos ajudam a diferenciar.

B35 (Dermatomicoses): micoses cutâneas geralmente têm lesões anulares com borda ativa e esperam exame micológico positivo; escabiose apresenta pápulas intensamente pruriginosas e distribuição característica.

O que é

Escabiose é uma infestação da pele pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. hominis. O parasita escava túneis na camada córnea, depositando ovos e provocando reação inflamatória intensa que causa coceira, lesões papulares e, às vezes, pústulas secundárias.

Manifesta-se com prurido que tende a piorar à noite, lesões lineares ou agrupadas em mãos, punhos, axilas, região genital, mamilos e dobras cutâneas. Afeta todas as idades e classes sociais, sendo mais transmissível em contato próximo prolongado, ambientes coletivos e entre contatos domésticos.

Sintomas

Prurido intenso, frequentemente noturno, é o sintoma cardinal e aparece cedo. Pápulas eritematosas, túneis finos, vesículas ou pústulas em locais prediletos surgem em seguida. Crostas e escoriações indicam coçadura prolongada; sinais de agravamento incluem lesões extensas, linfadenopatia regional e febre (sugestivo de infecção secundária). A falta de resposta ao tratamento esperado sugere diagnóstico errado, infestação resistente ou escabiose norueguesa.

Causas

O agente é o ácaro Sarcoptes scabiei var. hominis, que se transmite por contato pele a pele prolongado ou, menos frequentemente, por roupas e roupa de cama compartilhadas. A reação clínica resulta tanto da presença do ácaro quanto da hipersensibilidade aos seus antígenos, ovos e dejetos. No Brasil, a causa mais comum é transmissão doméstica entre contatos próximos; surtos podem ocorrer em instituições fechadas.

Como é diagnosticado

O diagnóstico baseia-se na história de prurido característico e no exame físico com distribuição típica das lesões. Confirmação pode ocorrer por identificação direta do ácaro, ovos ou fezes em raspado de pele ou dermatoscopia que mostra o túnel. Em muitos casos, o diagnóstico é clínico; falta de achado direto não exclui o diagnóstico se o quadro for clássico.

Como costuma ser tratado

O manejo é ambulatorial na maioria dos casos e inclui medidas dirigidas à erradicação do ácaro, tratamento de contatos íntimos e cuidados com roupas e roupa de cama. Em casos extensos, atípicos ou com complicações (infecção secundária), o manejo pode ser mais complexo. A reinfestação e o tratamento inadequado são causas comuns de persistência dos sintomas.

Classes de medicamentos

Classes medicamentosas empregadas incluem agentes escabicidas tópicos e, em algumas situações, agentes sistêmicos indicados por médico. Também podem ser necessários antipruriginosos e tratamentos para infecção secundária bacteriana quando presente.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação médica quando prurido persistente, lesões novas apesar do tratamento, sinais de infecção (dor, calor, secreção purulenta), acometimento de recém‑nascidos ou imunossuprimidos, ou surtos em ambientes coletivos. Para diagnóstico e orientação sobre tratamento de contatos, consulta clínica é recomendada.

Uso em atestado

Atestados e documentos médicos devem descrever data de início dos sintomas, avaliação clínica e necessidade de afastamento ou medidas profiláticas dos contatos quando aplicável. A codificação com CID B86 registra a condição, mas o tempo e tipo de afastamento dependem do contexto clínico e normas da instituição.

Perguntas frequentes sobre B86

O que exatamente significa receber o CID B86 no atestado?

Significa que a avaliação clínica concluiu tratar‑se de escabiose (sarna), registro utilizado para documentar a condição. O atestado descreve a doença, datas e recomendações feitas pelo profissional.

A escabiose é transmissível para família e colegas de trabalho?

Sim, transmite por contato prolongado pele a pele e, menos frequentemente, por roupas e roupa de cama. Contatos próximos frequentemente necessitam de avaliação e tratamento profilático segundo orientação clínica.

Preciso de exame laboratorial para confirmar o diagnóstico?

Muitas vezes o diagnóstico é clínico com base no prurido típico e na distribuição das lesões; raspado de pele pode confirmar ao visualizar o ácaro, ovos ou fezes, mas sua ausência não exclui o diagnóstico.

Posso trabalhar enquanto estou em tratamento?

A decisão sobre afastamento depende do tipo de trabalho, risco de transmissão e orientação médica; alguns ambientes exigem medidas adicionais até que contatos sejam tratados.

Como diferenciar escabiose de uma alergia ou micose?

A distribuição característica (dobras interdigital, punhos, genital), prurido noturno e presença de túneis ou resposta a exame dermatoscópico/raspado ajudam a distinguir; exames específicos podem ser solicitados se houver dúvida.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há identificação direta do ácaro ou do túmulo em raspado de pele?
  • Quais contatos obrigatoriamente devem receber tratamento profilático?
  • Existe sinal de infecção bacteriana secundária que necessite antimicrobiano?
  • Há suspeita de escabiose norueguesa ou acometimento extenso que mude a conduta?
  • Qual é o critério para reclassificar o código se houver infecção secundária grave?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • A infecção por escabiose pode justificar estabilidade provisória no emprego por afastamento médico?
  • Em perícia, como se comprova contagiosidade e necessidade de afastamento para retorno ao trabalho?
  • Quais documentos são aceitáveis para fundamentar pedido de benefício por incapacidade temporária devido a escabiose?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Quais procedimentos e medicamentos para escabiose exigem autorização prévia da operadora?
  • A cobertura para atendimento e tratamento de surtos coletivos em instituições é negociável conforme contrato?
  • Quais documentos clínicos a operadora costuma exigir para liberar tratamento de casos atípicos ou internamento por escabiose?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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