G55.1 — Compressões das raízes e dos plexos nervosos em transtornos dos discos intervertebrais

  • radiculopatia por hérnia discal
  • compressão radicular por disco
  • síndrome de compressão de plexo por disco

O CID G55.1 designa compressão das raízes nervosas ou dos plexos nervosos causada por transtornos do disco intervertebral, como hérnia ou protusão. Aparece quando sinais e sintomas neurológicos regionais (dor irradiada, perda sensitiva ou motora, reflexos alterados) são atribuíveis à compressão por material discal e sustentados por exame de imagem ou eletrofisiologia. Não inclui compressões por tumores, traumas externos, infecções ou doenças metabólicas; esses têm códigos e critérios próprios. Tampouco cobre dor lombar inespecífica sem evidência de compressão radicular por disco. O foco é a relação causal entre anormalidade discal e comprometimento das raízes ou plexos.


Em palavras simples

Este código, CID G55.1, indica que uma raiz nervosa ou um conjunto de raízes (plexo) está sendo comprimido por um problema no disco entre as vértebras — por exemplo, uma hérnia ou saída do material do disco que encosta no nervo. Em linguagem simples: o disco da coluna saiu do lugar ou se deformou e apertou o nervo que sai da medula, gerando sinais no braço ou na perna, dependendo do nível afetado.

Você provavelmente sente dor que vai para o braço ou para a perna (dor que “viaja”), formigamento, sensação de queimação ou dormência nessa região, e às vezes fraqueza ao usar certos músculos. A dor costuma piorar ao fazer esforço, ao tossir ou ao manter posições desconfortáveis. No começo, aparecem crises de dor e formigamento; se a compressão piorar, pode haver perda de força ou sensação contínua de formigamento.

Na maior parte dos casos não é uma doença contagiosa e não se “espalha” para outras pessoas. A gravidade varia: muitos pacientes melhoram com tratamento conservador ao longo de semanas a meses, mas alguns têm sintomas persistentes ou déficits maiores que precisam de avaliação especializada. A duração depende da intensidade da compressão e da resposta ao tratamento.

O caminho típico inclui avaliação clínica, um exame de imagem (geralmente ressonância magnética) para ver o disco e confirmar que ele está comprimindo o nervo, e, às vezes, um exame de eletroneuromiografia para avaliar a função nervosa. Com esses exames o médico define se o tratamento será conservador (medidas e reabilitação) ou se é necessária uma intervenção adicional. Em muitos casos há retorno ambulatorial e monitoramento da evolução.

Em casa, observe se a dor piora muito, se surge fraqueza nova (dificuldade para levantar o pé ou segurar objetos), alteração no controle da urina ou do intestino, ou perda sensitiva muito acentuada — esses sinais justificam procurar atendimento sem esperar. Mantenha registros dos sintomas, exames e do que melhora ou piora, pois isso ajuda no acompanhamento e na justificativa de afastamentos ou tratamentos.

Quando usar este código

Usa‑se G55.1 quando há evidência clínica e complementar de que um transtorno do disco intervertebral (hérnia, protrusão) está comprimindo raízes nervosas ou plexo, produzindo radiculopatia ou sinais de comprometimento do nervo periférico. Deve haver correlação entre sintomas, exame neurológico e exame complementar que sustente a compressão por disco.

Não confunda com

M51.1 — Transtornos de disco intervertebral com radiculopatia: M51.1 descreve o transtorno primário do disco em termos músculo‑esqueléticos; G55.1 é usado quando se codifica especificamente a compressão das raízes/plexos por esse transtorno, geralmente quando a ênfase é no comprometimento nervoso e na correlação com outra condição.

M54.1 — Radiculopatia: M54.1 etiqueta a apresentação sintomática (dor radicular) sem afirmar a etiologia discal por imagem; G55.1 exige evidência de compressão por transtorno discal.

G56.0/G56.1 — Síndromes compressivas periféricas (ex.: síndrome do túnel do carpo): esses códigos localizam compressão em nervos periféricos específicos; G55.1 refere‑se a compressão de raízes ou plexos por disco intervertebral, não a compressões em nível do canal de Guyon ou túnel do carpo.

O que é

G55.1 refere‑se à condição em que um transtorno do disco intervertebral — como hérnia, protusão ou extrusão — pressiona raízes nervosas ou um plexo (conjunto de raízes) e causa sinais e sintomas neurológicos. A compressão pode ocorrer em qualquer segmento da coluna onde houver disco afetado, com manifestações típicas dependentes do nível (cervical, torácico, lombar).

Clinicamente manifesta‑se por dor que irradia ao longo da distribuição do nervo comprimido, alterações sensoriais (formigamento, dormência), fraqueza muscular em músculos inervados pela raiz afetada e alteração nos reflexos tendíneos. Afeta adultos em faixa ativa de trabalho com antecedentes de esforço repetitivo, sobrecarga, degeneração discal relacionada à idade ou eventos de esforço súbito.

Sintomas

Principais sintomas incluem dor radicular que segue o trajeto da raíz comprometida, parestesias (formigamento) e hipoestesia na área correspondente, fraqueza motora de músculos prescritos pela raiz afetada e reflexos diminuídos ou abolidos. Sintomas iniciais frequentemente são dor e parestesia intermitentes que pioram com movimentos ou esforço; agravamento se traduz em perda progressiva de força, déficits sensitivos persistentes ou alterações autonômicas (no caso de compressão extensa).

Sinais que indicam piora incluem déficit motor progressivo, perda sensitiva crescente, comprometimento esfíncteriano ou sintomas bilaterais que sugerem compressão neural mais ampla — nesses casos, a evolução rápida é sinal de gravidade.

Causas

Mecanismos envolvem protrusão ou extrusão do material discal que ocupa espaço no canal vertebral ou forame intervertebral e pressiona a raiz nervosa ou o plexo. Em prática brasileira, a causa mais comum é a hérnia de disco lombar com compressão radicular; degeneração discal crônica seguida de sobrecarga mecânica também contribui. Menos frequentemente, um disco calcificado, espondilolistese associada ou fibrose perirradicular pode agravar a compressão.

Como é diagnosticado

O diagnóstico de G55.1 baseia‑se na correlação entre quadro clínico de radiculopatia (dor radicular, alterações sensoriais e/ou motoras) e exames complementares que identifiquem o transtorno discal e sua relação espacial com a raiz ou plexo. Ressonância magnética da coluna é o exame de escolha para visualizar hérnia ou protrusão compatível com o nível clínico; tomografia pode ser usada quando MRI não é possível. Eletroneuromiografia ajuda a documentar o comprometimento funcional da raiz nervosa e a cronicidade. Atribuir este código exige que a evidência imagiológica ou eletrofisiológica sustente que a alteração discal é a causa provável da compressão.

Como costuma ser tratado

O manejo de casos classificados em G55.1 varia conforme severidade: muitos pacientes iniciam tratamento conservador com medidas para controle da dor, reabilitação e orientação postural, evoluindo com acompanhamento ambulatorial. Procedimentos guiados e intervenções peridurais podem ser considerados em centros especializados quando apropriado. Em presença de déficit neurológico progressivo ou sinais de compressão severa (ex.: comprometimento da função esfíncteriana), a avaliação cirúrgica para descompressão pode ser indicada.

Classes de medicamentos

Classes medicamentosas comumente utilizadas para controle dos sintomas incluem analgésicos e anti‑inflamatórios para dor nociceptiva, além de agentes com ação sobre dor neuropática para sintomas radiculares. Relaxantes musculares e medicações adjuntas podem ser empregadas conforme o quadro clínico e indicação do profissional.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação médica se houver fraqueza nova ou progressiva nos membros, perda sensorial marcada, alterações do controle vesical ou intestinal, ou dor muito intensa não responsiva ao tratamento inicial. Also seek prompt care if sintomas bilaterais em membros inferiores ou sinais de compressão medular aparecen, pois exigem investigação urgente.

Uso em atestado

Atestados e perícias devem descrever: nível e lateralidade da compressão, evidência de exame complementar (MRI, ENMG), sintomas e déficits objetivos, e impacto funcional. A duração do afastamento deve ser fundamentada na severidade clínica, resposta a tratamento e exigências laborais; caixas de CID devem refletir o diagnóstico principal e os achados que justificam o afastamento.

Perguntas frequentes sobre G55.1

O que significa receber o CID G55.1 no meu atestado?

Indica que há compressão de uma raiz ou plexo nervoso por um problema do disco intervertebral, com evidência clínica e complementar que relaciona a alteração discal ao comprometimento nervoso.

Esse quadro costuma exigir cirurgia?

Nem sempre; muitos casos evoluem com tratamento conservador e reabilitação. A cirurgia é considerada quando há déficit neurológico progressivo, dor intratável ou comprometimento funcional significativo documentado.

O CID G55.1 é contagioso ou hereditário?

Não é contagioso. Pode haver predisposição degenerativa discal em familiares, mas o código descreve um problema mecânico localizado, não uma doença infecciosa.

Preciso fazer ressonância magnética para confirmar o diagnóstico?

A ressonância é o exame de escolha para visualizar hérnia ou protrusão que comprime uma raiz; a indicação depende da correlação entre sintomas e exame clínico.

Posso obter afastamento do trabalho com esse CID?

A possibilidade de afastamento depende da gravidade dos sintomas, documentação clínica e da avaliação pericial; o CID e os exames ajudam a fundamentar o pedido, mas a concessão segue regras administrativas e legais.

Qual a diferença entre dor lombar comum e G55.1?

A dor lombar comum geralmente é local e sem sinais de compressão radicular; G55.1 envolve dor irradiada, alterações sensitivas ou motoras e evidência de compressão discal que compromete uma raiz ou plexo.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Nível segmentar e lateralidade da compressão estão correlacionados com os déficits neurológicos observados?
  • Qual exame de imagem (MRI/TC) mostra melhor a relação do material discal com a raiz ou plexo no caso específico?
  • A eletroneuromiografia indica lesão ativa, crônica ou compressão em múltiplos níveis que justificaria revisão diagnóstica?
  • Há sinais de comprometimento motor progressivo ou alterações autonômicas que exigiriam codificação como condição mais grave ou encaminhamento cirúrgico?
  • A documentação atual (imagens e exame neurológico) é suficiente para manter G55.1 ou seria mais adequado um código do capítulo M (transtorno do disco)?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • O acometimento por G55.1 pode configurar acidente de trabalho ou agravo ocupacional sujeito a estabilidade e indenização?
  • Quais documentos são essenciais para comprovar nexo causal entre função laboral e G55.1 em perícia previdenciária?
  • É possível solicitar reavaliação pericial se a incapacidade progredir após concessão inicial com base em documentação suplementar?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Quais exames (MRI, ENMG) exigidos pelo plano para autorizar procedimento de descompressão têm justificativa clínica para G55.1?
  • Em caso de indicação cirúrgica por compressão radicular comprovada, quais documentos a operadora costuma solicitar para análise de cobertura?
  • Há limites de carência ou regras de cobertura para tratamentos intervencionistas relacionados a diagnóstico de G55.1 que preciso verificar com a operadora?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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