G00-G99 — Capítulo VI – Doenças do sistema nervoso

  • Doenças neurológicas
  • Transtornos do sistema nervoso
  • Doenças do SNC e SNP

Este capítulo reúne os códigos G00–G99, que cobrem doenças do sistema nervoso central e periférico. Inclui blocos como G00–G09 (infecções e inflamações do SNC), G20–G26 (doenças extrapiramidais como G20), G30–G32 (doenças degenerativas como G30), G35–G37 (doenças desmielinizantes como G35) e G40G47 (epilepsias e transtornos paroxísticos como G40). Os códigos mais procurados costumam ser G20 (Doença de Parkinson), G35 (Esclerose múltipla), G40 (Epilepsia) e G80 (Paralisia cerebral).


Quando usar este código

Use esta página quando a busca ou a sigla abranger o sistema nervoso como um todo e for preciso escolher um bloco mais específico. A partir daqui o usuário deve selecionar o subgrupo (por exemplo G00–G09, G20–G26, G40G47) e depois o código que descreve com maior detalhe o quadro clínico e os achados documentados.

Não confunda com

G35 vs G00–G09: separar esclerose múltipla (G35) de meningites/encefalites (G00–G09) requer exames de imagem e LCR; MS costuma ter lesões demielinizantes em RM e bandas oligoclonais no LCR, infecções apresentam sinais inespecíficos de inflamação e/ou agente identificado.

G20 vs G30: Parkinsonismo degenerativo (G20) é diferencial com demência degenerativa (G30); o diagnóstico entre eles depende do quadro motor predominante e da evolução clínica e neuropsicológica.

G60 vs G70: polineuropatia (G60) e doenças da junção mioneural/musculares (G70) diferem em eletrofisiologia: velocidade de condução nervosa alterada na neuropatia; resposta decremental ou alteração de transmissão neuromuscular em exames específicos para junção neuromuscular.

O que este grupo reúne

Conjunto de transtornos que afetam a estrutura ou função do sistema nervoso central (encéfalo e medula) e do sistema nervoso periférico (nervos, raízes, plexos, junção neuromuscular e músculos). Reúne condições agudas e crônicas, de origem infecciosa, inflamatória, degenerativa, genética, metabólica ou tóxica, que se manifestam por alterações motoras, sensoriais, cognitivas ou autonômicas.

Queixas que levam a este capítulo

Pessoa geralmente chega aqui por queixas como: cefaleia intensa ou súbita, convulsões, perda de força focal ou generalizada, dormência/parestesias, alteração da marcha e do equilíbrio, tremor ou lentidão de movimentos, confusão mental ou declínio cognitivo, alterações do tônus ou controle vesical e intestinal, fadiga neuromuscular.

Mecanismos em comum

As causas variam conforme o bloco: agentes infecciosos (G00–G09: meningites, encefalites), processos autoimunes/desmielinizantes (G35–G37: esclerose múltipla), degeneração progressiva (G30–G32: demências), doenças extrapiramidais e transtornos do movimento (G20–G26: Parkinson e parkinsonismos), neuropatias hereditárias e adquiridas (G60–G64) e doenças da junção mioneural e músculos (G70–G73: miastenia, miopatias).

Como se define o código

O código dentro do capítulo costuma ser definido por achados objetivos: imagem cerebral ou medular (RM/TC) e padrão de lesões, líquido cefalorraquidiano com pleiocitose/bandas oligoclonais, eletroencefalograma para crises, eletromiografia e condução nervosa para neuropatias e junção neuromuscular, e testes genéticos quando há suspeita hereditária. Na prática, distingue-se um bloco de outro pela topografia (SNC vs SNP), pelo mecanismo (inflamatório/infeccioso vs degenerativo vs autoimune) e pelos exames complementares que confirmam o diagnóstico.

Como o cuidado se organiza

O cuidado varia: casos agudos e potencialmente graves são tratados em ambiente hospitalar (emergência e internação neurológica); doenças crônicas costumam ser acompanhadas em ambulatórios de neurologia, com suporte multiprofissional (fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia). Há programas e serviços de reabilitação pelo SUS e dispensação de medicamentos de alto custo mediante protocolos e perícia. A organização do cuidado depende da gravidade, da necessidade de internação e de serviços de reabilitação prolongada.

Classes de medicamentos

Classes frequentes e seu alvo: antibióticos/antivirais (erradicação de agentes infecciosos no SNC), corticosteroides e imunossupressores/imunomoduladores (controle de inflamação e doenças desmielinizantes), antiepilépticos (controle de crises), agentes dopaminérgicos e moduladores do movimento (sintomatologia extrapiramidal), relaxantes musculares e tratamentos para espasticidade, agentes para dor neuropática (anticonvulsivantes e antidepressivos com ação neuropática), inibidores de colinesterase e outros para sintomas cognitivos. A escolha entre classes depende do mecanismo da doença e dos achados diagnósticos.

Sinais de alarme do grupo

Procurar atendimento imediato se houver: dor de cabeça súbita e muito intensa, febre com rigidez de nuca ou confusão, início súbito de fraqueza focal, convulsão persistente (status), piora rápida da respiração ou incapacidade de deglutir, ou alterações comportamentais agudas. Para sintomas progressivos mas não agudos, buscar avaliação neurológica especializada.

Uso em atestado

Em atestados e afastamentos, costuma ser exigida documentação médica (relatórios, laudos e exames) que descrevam diagnóstico, impacto funcional e plano terapêutico. Algumas doenças infecciosas do SNC são de notificação compulsória; especificidade e obrigatoriedade seguem normas de vigilância epidemiológica. O registro do CID pode ser omitido a pedido do paciente em atestados médicos, conforme prática local; perícias geralmente solicitam prontuários e exames para avaliar incapacidade.

Perguntas frequentes sobre G00-G99

Quando devo alocar um diagnóstico em G35 (esclerose múltipla) em vez de G00–G09 (infecções do SNC)?

G35 é usado quando o conjunto clínico e os exames suportam uma doença desmielinizante crônica (lesões características em RM e/ou bandas oligoclonais no LCR); G00–G09 descreve processos inflamatórios/infecciosos agudos com identificação ou forte suspeita de agente.

Para codificar Parkinson, uso G20 sempre que houver tremor e lentidão?

G20 descreve a doença de Parkinson idiopática e é usado quando o quadro clínico é compatível com o diagnóstico clínico de Parkinsonismo degenerativo; parkinsonismos secundários e sintomáticos ficam em códigos relacionados no mesmo bloco conforme a causa e os achados.

Em caso de epilepsia, qual informação documental é importante para justificar G40 em atestado ou perícia?

Documentos úteis incluem relato de crises, EEG, imagens quando relevantes, laudo neurológico e plano terapêutico; G40 agrupa epilepsias e é definido pela presença de crises epilépticas recorrentes ou diagnósticos estabelecidos.

Onde procurar quando a suspeita é de meningite ou encefalite (G00–G09)?

Casos agudos com sinais de infecção do SNC são investigados e manejados em ambiente hospitalar; para codificação use G00–G09 quando houver diagnóstico ou suspeita clínica confirmada por LCR/imagens ou identificação do agente.

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