H00.0 — Hordéolo e outras inflamações profundas das pálpebras

  • hordéolo; terçol; hordéolo interno; hordéolo externo

O CID H00.0 designa o hordéolo (terçol) e outras inflamações profundas das pálpebras, caracterizadas por um foco agudo e localizado de infecção dentro ou adjacente ao folículo piloso ou glândulas palpebrais. Aparece habitualmente como um nódulo doloroso, vermelho e por vezes com pus, que pode afetar a borda palpebral ou a porção interna da pálpebra. Inclui tanto hordéolos externos quanto internos e processos que envolvem glândulas profundas da pálpebra. Não inclui calázio crônico sem sinais agudos de infecção (ver H00.1) nem blefarite sem abscesso (ver H01.0). O código cobre episódios agudos e localizados; processos conjuntivais primários ou celulites orbitárias não são classificados aqui.


Em palavras simples

Receber o código CID H00.0 significa que você teve uma inflamação aguda na pálpebra conhecida como hordéolo (ou terçol) ou outra infecção mais profunda naquela região. Na linguagem simples, trata-se de um nódulo doloroso na borda do olho que pode ficar vermelho, inchado e, às vezes, soltar pus. O termo cobre tanto o terçol que aparece externamente quanto os mais internos que se formam perto das glândulas dentro da pálpebra.

Você provavelmente sente dor local ao tocar ou ao piscar, a pálpebra pode ficar sensível, com lacrimejamento e a sensação de corpo estranho. Pode haver um caroço bem localizado que fica mais duro no início e pode amolecer se formar pus; isso costuma aliviar quando há drenagem. A visão normalmente não é afetada, salvo quando o inchaço é grande o bastante para atrapalhar a abertura do olho.

Na maioria dos casos não é grave nem contagioso de forma ampla, mas pode ser incômodo. A duração varia: muitos melhoram em dias a semanas; se houver fatores como diabetes ou repetição dos episódios, a cicatrização pode demorar mais. O profissional pode orientar medidas locais e, em alguns casos, procedimentos para esvaziar o conteúdo ou tratamento adicional.

O passo seguinte costuma ser avaliação e acompanhamento pelo médico ou oftalmologista, que examina a margem palpebral e decide se há necessidade de drenagem ou outros exames. Em geral o manejo é ambulatorial; exames mais complexos são raros e reservados para suspeita de propagação da infecção. Afastamento do trabalho é avaliado conforme dor, limitação funcional e tipo de atividade.

Em casa, observe a evolução: redução da dor e do inchaço indicam melhora, enquanto aumento rápido do edema, febre, piora da visão ou dificuldade para abrir o olho exigem retorno imediato. Evite apertar ou espremer o nódulo por conta própria e mantenha higiene das mãos e da área palpebral até a resolução completa. Se já teve episódios repetidos, informe ao médico para investigação adicional.

Quando usar este código

Usa-se este código quando há infecção localizada aguda na pálpebra com nódulo doloroso e sinais inflamatórios, com ou sem drenagem purulenta, sem envolvimento orbitário extenso ou presença exclusiva de blefarite crônica.

Não confunda com

H00.1 (Calázio) — critério distintivo: calázio é geralmente um nódulo indolor ou pouco doloroso por obstrução crônica de glândulas de Meibômio sem sinais agudos de infecção; H00.0 é agudo e doloroso com possível pus.

H01.0 (Blefarite) — critério distintivo: blefarite é inflamação difusa das margens palpebrais, com descamação e prurido, sem abscesso localizado; H00.0 apresenta nódulo focal supurativo.

H05.0 (Celulite orbitária) — critério distintivo: celulite orbital envolve dor intensa, limitação de movimento ocular e risco visual, enquanto H00.0 restringe-se à pálpebra sem sinais orbitários proeminentes.

O que é

Hordéolo e outras inflamações profundas das pálpebras são infecções agudas localizadas da margem palpebral ou das glândulas da pálpebra, frequentemente causadas por bactérias que colonizam os folículos pilosos ou glândulas sebáceas. Clinicamente manifestam-se por um nódulo doloroso, avermelhado e quente na pálpebra, que pode evoluir para formação de pus e drenagem.

Ocorrem em pessoas de todas as idades, sendo mais frequentes em quem tem histórico de blefarite, produção oleosa aumentada nas glândulas da pálpebra, diabetes ou contato manual frequente nos olhos. Episódios isolados são comuns; recidivas ocorrem em indivíduos com fatores predisponentes.

Sintomas

Início com dor localizada e sensibilidade na borda palpebral; rubor e edema visíveis da pálpebra nas fases iniciais. Formação progressiva de um nódulo firme que pode amolecer quando supurado, com possível saída de material purulento. Lacrimejamento e sensação de corpo estranho são frequentes; visão tipicamente preservada, salvo obstrução mecânica por edema intenso. Sinais de agravamento incluem aumento rápido do edema, febre, linfadenopatia regional ou dor que limita a abertura palpebral, sugerindo extensão além da pálpebra.

Causas

Mecanismo comum é infecção bacteriana (frequentemente Staphylococcus spp.) de folículos pilosos ou das glândulas palpebrais, com inflamação aguda e formação de abscesso. Fatores predisponentes incluem blefarite crônica, obstrução das glândulas de Meibômio, higiene palpebral inadequada, uso frequente das mãos nos olhos e condições que reduzem a resistência local, como diabetes. Raramente, traumatismos ou corpo estranho palpebral podem iniciar o processo.

Como é diagnosticado

O diagnóstico é clínico, baseado em história de aparecimento subagudo de nódulo doloroso na pálpebra, exame físico com borda palpebral avermelhada e, por vezes, drenagem purulenta. Confirma-se a classificação neste código pela presença de processo inflamatório profundo e localizado da pálpebra; ausência de sinais de órbita ou de inflamação crônica exclusiva orienta para H00.0. Culturas não são rotineiras, reservadas a casos graves ou recidivantes.

Como costuma ser tratado

O manejo habitual é ambulatorial e visa controlar a infecção e aliviar sintomas: medidas locais de higiene palpebral e compressas mornas ajudam a promover drenagem espontânea; procedimentos de drenagem realizada por profissional são indicados quando há abscesso fluctante. Em casos com extensão, imunossupressão ou risco de complicações, terapia antimicrobiana sistêmica pode ser considerada. Casos crônicos ou nódulos persistentes após resolução do quadro agudo são avaliados para diagnóstico de calázio ou outras causas.

Classes de medicamentos

Classes usadas na prática incluem antibióticos de uso tópico para infecções palpebrais localizadas e antibióticos sistêmicos quando há celulite extensa, linfadenite ou risco de disseminação; anti-inflamatórios podem ser usados para controle sintomático. A escolha específica depende do quadro clínico e avaliação médica.

Quando procurar ajuda

Procurar avaliação médica imediata se houver aumento rápido do inchaço, dor intensa, febre, piora da visão, dificuldade para abrir o olho ou sinais de infecção que se estendem à órbita. Agendar atendimento quando o nódulo não melhorar em poucos dias, quando houver recidivas frequentes ou secreção persistente.

Uso em atestado

Atestados médicos devem descrever sinais e sintomas observados, tratamentos realizados e período estimado de limitação funcional quando aplicável. Para afastamentos, indicar a necessidade clínica sem estipular benefícios legais ou administrativos.

Perguntas frequentes sobre H00.0

O que significa receber o código CID H00.0?

Indica uma inflamação aguda e localizada da pálpebra, como um hordéolo, caracterizada por um nódulo doloroso, frequentemente com pus.

Esse problema é contagioso para outras pessoas?

Não costuma ser altamente contagioso; trata-se de uma infecção localizada, mas higiene é importante para reduzir risco de transmissão por contato com secreção.

Preciso de atestado médico para afastamento?

A necessidade de atestado depende do impacto sobre suas atividades; o médico pode emitir atestado descrevendo limitações, cabendo à perícia e à legislação determinar afastamentos.

Qual a diferença entre este código e um calázio?

H00.0 refere-se a processo agudo e frequentemente supurativo e doloroso; calázio (H00.1) tende a ser um nódulo crônico e geralmente pouco doloroso sem sinais agudos de infecção.

Quais exames costumam ser pedidos?

Na maioria dos casos o diagnóstico é clínico; exames laboratoriais ou de imagem são reservados para complicações, extensão orbital ou episódios recorrentes.

Quando devo voltar ao médico?

Se não houver melhora em poucos dias, se houver piora com febre, aumento do inchaço ou alteração visual, é preciso reavaliação.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há sinais de abscesso fluctuante que tornam a drenagem necessária?
  • O quadro sugere envolvimento orbital que exigiria mudança de código para H05.0?
  • Existem fatores predisponentes como blefarite ou diabetes que devem ser investigados?
  • A condição é recorrente e indica investigação microbiológica ou cirurgia futura?
  • Em que momento documentar intercorrência e mudar para código de celulite ou infecção sistêmica?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • O episódio justifica afastamento por incapacidade laboral temporária e como comprovar via documento médico?
  • Quais elementos no prontuário e atestado sustentam perícia para benefícios por incapacidade?
  • Reincidência frequente pode ser base para solicitação de estabilidade ou readaptação laboral?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Quando a drenagem cirúrgica é necessária, quais documentos e justificativas clínicas a operadora costuma exigir?
  • A realização de exames de imagem por suspeita de extensão orbitaria costuma exigir autorização prévia?
  • Em caso de tratamento com antimicrobianos sistêmicos, que documentação clínica a operadora solicita para cobertura?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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