H11.0 — Pterígio
- pterígio ocular
- conjuntiva invasiva
Em palavras simples
O código CID H11.0 indica que você tem pterígio: um crescimento de tecido da conjuntiva que avança sobre a córnea, frequentemente em forma de “asa” a partir do lado nasal do olho. É uma alteração da superfície do olho causada por tecido fibrovascular, não uma infecção contagiosa.
Você pode estar sentindo incômodo como sensação de areia, vermelhidão que vai e volta, lacrimejamento e alguma irritação ao vento. Quando o pterígio cresce mais, pode causar visão embaçada ou mudança no óculos por provocar astigmatismo. Dor forte não é típica do pterígio; se houver dor intensa ou secreção, pode haver outra questão associada.
Na maioria das vezes o pterígio evolui lentamente ao longo de meses ou anos. Nem sempre precisa de cirurgia; muitos casos são acompanhados com medidas para aliviar os sintomas e controle da inflamação. Se a lesão avança sobre a parte central da córnea ou altera muito a visão, o oftalmologista pode discutir a cirurgia como opção.
O fluxo habitual envolve registro do caso com exame na lâmpada de fenda, possivelmente fotos e, se necessário, topografia corneana para medir alterações refrativas. Retornos periódicos servem para acompanhar crescimento e decidir o momento certo para intervenção, se for o caso. A necessidade de afastamento do trabalho é avaliada caso a caso, conforme o impacto funcional e procedimentos propostos.
Em casa, observe aumento rápido do tamanho, piora da visão, dor intensa ou secreção amarela/verde — nesses casos procure atendimento médico. Para o dia a dia, proteção contra sol com óculos escuros, evitar exposição a vento e poeira e usar lágrimas artificiais conforme orientação podem reduzir o incômodo. Mantenha consultas de acompanhamento para documentar evolução e discutir opções.
O que este código significa?
O CID H11.0 designa o pterígio, uma área de crescimento fibrovascular da conjuntiva que se estende da conjuntiva bulbar sobre a córnea. Geralmente aparece em adultos expostos a sol, vento e poeira, mais frequentemente no lado nasal do olho. Não inclui simples pinguecula (depósito amarelado sem invasão corneana) nem outras cicatrizes ou neoplasias conjuntivais. O código cobre pterígios uni ou bilaterais que atingem a córnea, com ou sem comprometimento visual.
Quando este código é usado?
Usa-se este código quando a lesão conjuntival tem aparência característica de tecido fibrovascular invadindo a córnea, confirmada em exame ao biomicroscópio ou observação direta, sem diagnóstico alternativo (como tumor conjuntival). Inclui casos com sintomas leves até sinais de progressão que atingem o eixo visual.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
H11.3 (Pinguecula): pinguecula é um depósito amarelado na conjuntiva que não invade a córnea; se há invasão corneana, optar por H11.0. H11.4 (Outras degenerações conjuntivais): degenerações primariamente degenerativas sem proliferação fibrovascular proliferativa que invade a córnea; escolher H11.0 quando houver tecido fibrovascular ativo sobre a córnea. D04 (Neoplasia intraepitelial de conjuntiva) ou C69.9 (Neoplasia maligna do olho): tumores conjuntivais costumam apresentar massa nodular com vascularização aberrante e crescimento rápido; biópsia é necessária para diferenciar de pterígio invasor.
O que é?
O pterígio é uma projeção triangular ou em asa de tecido conjuntival que progride da esclera em direção ao centro da córnea. É composto por fibrovascularidade e tecido conjuntivo; costuma começar como uma área elevada na conjuntiva nasal e cresce lentamente ao longo de meses ou anos.
Clinicamente manifesta-se por sensação de corpo estranho, hiperemia crônica e, nos casos que progridem, distorção da superfície corneana com redução da acuidade visual e astigmatismo. Afeta mais adultos expostos a luz solar intensa e ambientes com vento ou poeira.
Quais sintomas aparecem?
Sintomas principais incluem sensação de areia ou corpo estranho, olho vermelho intermitente, lacrimejamento e irritação leve a moderada. Nos estágios iniciais predominam desconforto e vermelhidão; avanço sobre a córnea pode causar visão embaçada, sensibilidade à luz e alteração do astigmatismo. Dor intensa não é típica e costuma indicar complicação ou outra condição.
O que causa?
Mecanismos incluem exposição crônica a radiação ultravioleta, microtrauma e inflamação crônica da superfície ocular que estimulam proliferação fibrovascular da conjuntiva. Na prática brasileira, a causa mais comum é a combinação de exposição solar prolongada e ambientes com vento/poeira, associada a predisposição individual e possível componente inflamatório crônico.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico baseia-se no exame clínico com lâmpada de fenda, observando tecido fibrovascular triangular que ultrapassa a linha limbar e avança sobre a córnea. Fotografias e documentação do avanço, medição da extensão até o eixo visual e avaliação da superfície corneana sustentam o uso deste código. Biópsia raramente é necessária, exceto se houver suspeita de neoplasia ou aparência atípica.
Como costuma ser tratado?
O manejo varia conforme sintomas e extensão: medidas para controle da irritação e inflamação são adotadas inicialmente; quando o pterígio invade o eixo visual, provoca astigmatismo significativo ou desconforto persistente, a cirurgia de excisão com técnica apropriada é considerada. O tratamento costuma ser ambulatorial e a decisão terapêutica depende da progressão documentada.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes usadas para controlar sintomas incluem lágrimas artificiais e anti-inflamatórios tópicos (uso pautado por médico) para reduzir hiperemia e inflamação; em caso de inflamação ativa, agentes anti-inflamatórios tópicos podem ser utilizados conforme avaliação clínica. Antibióticos tópicos são reservados para complicações infecciosas.
Quando procurar um médico?
Procurar avaliação oftalmológica se houver aumento rápido do tamanho, perda de visão, dor intensa, secreção purulenta ou mudança súbita na visão. Também é indicado buscar reavaliação se o desconforto não melhorar com medidas simples ou se houver alteração significativa na acuidade visual.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Na prática legal, até 15 dias de afastamento o empregador paga o salário (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); do 16º dia em diante o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). A regra dos 60 dias usa o CID do atestado para que o perito identifique se a causa é a mesma — é o motivo prático pelo qual o código aparece no documento.
Para que um atestado seja aceito, ele precisa identificar o paciente, conter o período de afastamento, a data, e vir com assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID só ocorre com anuência do paciente: não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada.
Para H11.0 (pterígio): trata‑se de uma condição de progressão tipicamente lenta e crônica, com sintomas irritativos e, quando progride sobre a córnea, potencial impacto na acuidade visual e no astigmatismo. Na maioria dos casos o manejo é ambulatorial e o pterígio não configura incapacidade laboral grave; a cirurgia é indicada quando há invasão do eixo visual, astigmatismo significativo ou desconforto persistente. Como o quadro pode ser recorrente ou intermitente, episódios breves tratados em momentos distintos podem ser classificados com o mesmo CID, e por isso a regra dos 60 dias é relevante: atestados sucessivos pelo mesmo código dentro desse intervalo podem ser somados para o limite dos primeiros 15 dias antes da exigência de perícia pelo INSS.
Que direitos este código envolve?
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem da legislação e da perícia; a presença de CID H11.0 em documento clínico não garante automaticamente afastamento ou cobertura de procedimento. Procedimentos cirúrgicos e afastamento são avaliados conforme regras do empregador, operadora e instâncias de perícia.
Perguntas frequentes sobre H11.0
O pterígio é contagioso?
Não; trata-se de crescimento de tecido na superfície ocular relacionado a fatores ambientais e não se transmite de pessoa para pessoa.
Esse código significa que preciso operar imediatamente?
Nem sempre. A indicação cirúrgica depende do tamanho, progressão e impacto na visão; muitos casos são acompanhados sem cirurgia até que haja justificativa clínica.
Posso criar um atestado com CID H11.0 para justificar afastamento?
O registro do CID em atestado descreve o diagnóstico, mas a necessidade de afastamento é avaliada pelo médico e, em perícia, pelo impacto funcional documentado.
Como diferenciar pterígio de pinguecula?
A pinguecula é um depósito amarelado na conjuntiva que não invade a córnea; o pterígio invade a córnea e é codificado como H11.0 quando essa invasão ocorre.
Preciso fazer exames antes de operar?
Avaliação oftalmológica detalhada, documentação fotográfica e, quando indicado, topografia corneana são usados para planejar cirurgia e demonstrar impacto visual.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Há evidência de invasão corneana que atinja o eixo visual ou altere a topografia corneana?
- Qual a taxa de progressão documentada em exames ou fotografias anteriores?
- Há sinais clínicos que sugiram inflamação ativa ou lesão atípica que justifiquem biópsia?
- Existe astigmatismo induzido pelo pterígio mensurável por topografia corneana?
- O paciente já recebeu tratamento tópico anti-inflamatório e qual foi a resposta?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- O grau de comprometimento visual documentado pelo pterígio pode justificar afastamento do trabalho sob perícia médica?
- Em caso de cirurgia não autorizada pelo plano, quais provas técnicas demonstram necessidade e urgência?
- Como registrar em laudo perícias a progressão documentada para defesa de direito a tratamento cirúrgico?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- A documentação atual (fotografias, topografia, acuidade) é suficiente para solicitar autorização cirúrgica para pterígio?
- Quais procedimentos e códigos cirúrgicos relacionados ao pterígio costumam exigir justificativa por progressão visual?
- Há exigência de tempo mínimo de tratamento clínico antes de autorizar procedimento cirúrgico para pterígio?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco H10-H13
- OMS — ICD-10, versão 2019 (H11.0)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.