H33 — Descolamentos e defeitos da retina

  • descolamento de retina
  • rotura da retina
  • buraco retiniano
  • remoção da retina (termo popular)

Em palavras simples

O código CID H33 significa que houve um problema na retina, que é a membrana no fundo do olho responsável por captar a luz e formar as imagens. Em linguagem simples, significa que houve um defeito ou que a retina se afastou parcialmente da posição onde ela funciona melhor. Nem sempre isso acontece de repente, mas muitas pessoas relatam sintomas que aparecem com rapidez.

O que você pode estar sentindo: pode ter aparecido de repente pontos escuros que se movem quando você olha (chamados de “moscas volantes”), flashes de luzes rápidas ou a sensação de uma sombra ou cortina que avança pelo campo de visão. Também pode haver queda da nitidez da visão, especialmente se a mácula (a parte central da retina) estiver envolvida. Nem todo desconforto ocular é descolamento, mas esses sinais merecem atenção.

Sobre gravidade e contágio: descolamento ou defeito da retina não é contagioso. A gravidade depende da extensão e de onde a retina está afetada; quando a mácula é comprometida, a visão central tende a piorar mais. Em muitos casos, o problema pode ser reparado ou estabilizado com tratamento adequado, mas quanto mais rápido for avaliado, melhor a chance de preservar a visão.

O que geralmente vem a seguir: o oftalmologista fará exame do fundo do olho e, se necessário, exames de imagem como ultrassom ocular ou tomografia da retina. Se houver rotura ou descolamento confirmado, o médico discutirá opções de tratamento e o tempo de retorno para acompanhamento. Nem sempre há necessidade de internação prolongada, mas procedimentos oftalmológicos especializados podem ser necessários.

Em casa, observe mudanças rápidas na visão: aumento do número de pontos móveis, intensificação dos flashes, alargamento da sombra ou perda súbita de visão são sinais de piora. Procure atendimento oftalmológico de urgência nesses casos. Para dúvidas sobre exames, atestados ou retorno ao trabalho, consulte o médico que acompanha o caso, levando sempre cópias dos exames e relatórios para documentar o diagnóstico.

O que este código significa?

O CID H33 designa descolamentos e defeitos da retina: situações em que a retina está destacada de sua posição normal ou apresenta rupturas/defeitos estruturais. Inclui descolamento regmatógeno, tracional e seroso, assim como buracos e roturas retinianas que possam predispor ao descolamento. Aparece tipicamente com perda súbita ou progressiva de visão, flashes de luz e/ou moscas volantes; em alguns casos há sombra ou cortina no campo visual. Não inclui outras doenças da retina como degenerações retinianas sem descolamento (H35) nem lesões retinianas secundárias a doenças sistêmicas classificadas em outro capítulo (H36). O código indica o problema retiniano primário documentado por exame oftalmológico e, quando possível, por exame de imagem da retina.


Quando este código é usado?

Usa-se este código quando há registro clínico e/ou documentação de descolamento retiniano ou defeito anatômico da retina identificado por exame oftalmológico, incluindo fundos de olho, biomicroscopia com lente de contato, oftalmoscopia indireta ou exames de imagem que provem separação ou ruptura retiniana. Deve ser aplicado para casos primários de descolamento ou rotura, independentemente do tratamento planejado, desde que a causa não seja classificada em outra parte da CID.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

H33.0 versus H33: H33.0 (descolamento regmatógeno) descreve o mecanismo específico em que uma rotura retiniana permite entrada de líquido subretiniano; H33 categoria engloba todos os tipos de descolamento e defeitos, mas H33.0 é usado quando o descolamento é claramente regmatógeno.

H35 versus H33: H35 cobre outros transtornos da retina, como degenerações e pequenas alterações estruturais sem descolamento. A presença de separação retiniana documentada distingue H33; alterações degenerativas isoladas sem descolamento permanecem em H35.

H36 versus H33: H36 refere-se a transtornos da retina secundários a doenças classificadas em outra parte (por exemplo, diabetes mellitus com retinopatia). Se a lesão retiniana é consequência de condição sistêmica já codificada em outro capítulo, usar H36; usar H33 quando o descolamento ou defeito é codificado como condição ocular primária.

O que é?

Descolamentos e defeitos da retina são alterações em que a retina — o tecido sensível à luz na parte posterior do olho — apresenta rasgos, buracos ou separação de sua posição normal. Essas lesões prejudicam a função da retina e podem reduzir a visão de forma súbita ou progressiva, dependendo do tipo e da extensão do comprometimento.

Clinicamente, manifestam‑se por sintomas visuais como aparecimento súbito de pontos escuros móveis (moscas volantes), flashes de luz, perda de campo visual em forma de sombra ou cortina e diminuição da acuidade visual. Podem ocorrer em adultos com miopia alta, antecedentes de trauma ocular, cirurgia ocular prévia ou doenças vitreorretinianas, mas também em pessoas sem fatores de risco evidentes.

Quais sintomas aparecem?

Principais sintomas: percepção de moscas volantes (floaters), flashes fotópticos, sensação de cortina ou sombra que avança no campo visual e perda de visão central ou periférica. Sintomas que aparecem cedo: moscas volantes e flashes, frequentemente precedendo a separação retiniana. Sinais que indicam agravamento: aumento rápido da área de sombra/cortina, perda súbita de visão em grande porção do campo visual e perda progressiva da acuidade visual; esses sinais sugerem descolamento extenso ou acometimento da mácula.

O que causa?

Mecanismos: descolamentos podem ocorrer por entrada de líquido subretiniano através de uma rotura (descolamento regmatógeno), por tração exercida pelo vítreo ou tecido fibroso sobre a retina (descolamento tracional) ou por acúmulo de líquido sem rotura associado a doenças inflamatórias ou vasculares (descolamento seroso). No Brasil, o cenário mais comum na prática oftalmológica é o descolamento regmatógeno associado a roturas em olhos míopes ou após descolamento do vítreo posterior.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico baseia‑se no exame oftalmológico que documenta a presença de rotura ou separação da retina: avaliação do fundo de olho com midríase, oftalmoscopia indireta e biomicroscopia com lente especial são os métodos de rotina. Ao confirmar descolamento ou defeito retiniano por exame direto, o caso se classifica em H33; a documentação clínica (relato de sintomas, desenho do mapa retiniano, foto de fundo ou ecografia ocular quando o fundo não é visível) sustenta a codificação.

Como costuma ser tratado?

O manejo costuma envolver avaliação e intervenção oftalmológica especializada; opções variam de observação em pequenos defeitos estáveis até procedimentos cirúrgicos ou retinológicos (tratamentos a laser, crioterapia, vitrectomia, ou técnicas de reacomodação retiniana) conforme o tipo e a extensão do descolamento. O objetivo é reparar a ruptura, impedir progressão e preservar ou restaurar a visão; a conduta específica depende do quadro e é definida pelo oftalmologista.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Medicações relacionadas ao cuidado costumam incluir agentes antiinflamatórios e, quando indicado, antibióticos tópicos após procedimentos; em geral, não há medicação que reabsorva um descolamento já estabelecido. Uso de colírios midriáticos ou agentes tópicos varia conforme o caso e as decisões do especialista.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação oftalmológica imediata se houver início súbito de moscas volantes e flashes, aparecimento de uma sombra ou cortina no campo visual ou perda rápida da visão. Esses sinais podem indicar descolamento em progressão, situação que exige avaliação urgente para reduzir risco de perda visual permanente.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que avaliou o caso concreto — pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes conforme a gravidade, função e evolução clínica.

Na prática, o pagamento e a transferência de responsabilidade seguem regras legais: até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, §3); a partir do 16.º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia; atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeito desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

A aplicação da regra dos 60 dias depende do CID registrado: é o código do atestado que o perito usa para verificar se se trata da mesma doença, razão prática pela qual o CID figura no documento e pela qual atestados sucessivos podem ser acumulados para os 15 dias pagos pelo empregador.

Para que um atestado seja aceito pelo empregador ou pelo INSS, ele deve conter identificação do paciente, o período de afastamento indicado, a data, a assinatura e o número do CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende do consentimento do paciente — informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório — porém, sem o código não é possível somar atestados pela regra dos 60 dias para fins de afastamento e pagamento.

No caso de H33 (descolamentos e defeitos da retina), trata‑se sobretudo de quadros que podem apresentar início agudo com sintomas súbitos como moscas volantes, flashes ou sombra no campo visual, embora algumas lesões menores possam ser acompanhadas sem intervenção imediata. Dependendo da extensão e do impacto funcional, o problema pode implicar incapacidade temporária para o trabalho, enquanto em outros casos exigirá apenas acompanhamento e registro. Como episódios agudos e novos defeitos podem ocorrer em momentos distintos, a regra dos 60 dias é especialmente relevante para somar atestados relativos ao mesmo diagnóstico e definir quem arca com os primeiros 15 dias de afastamento.

Perguntas frequentes sobre H33

O CID H33 quer dizer que vou perder a visão para sempre?

Nem sempre; o prognóstico depende do tipo, da extensão e da rapidez do tratamento. Em muitos casos a visão pode ser preservada ou parcialmente recuperada, especialmente com intervenção precoce.

Tenho que me afastar do trabalho por causa do CID H33?

A necessidade de afastamento depende do tratamento e da função exercida; a decisão é clínica e pode ser documentada em atestado com descrição do procedimento e limitações funcionais.

O descolamento de retina é contagioso para pessoas da minha casa?

Não. Descolamentos e defeitos da retina não são doenças transmissíveis.

Que exames o médico vai pedir depois de receber esse diagnóstico?

Espera‑se exame de fundo de olho com documentação fotográfica quando possível, ecografia ocular se o fundo não estiver visível e, em alguns casos, tomografia de coerência óptica para avaliar a mácula.

Qual a diferença entre este código e H35, que também é problema da retina?

H33 é usado quando há descolamento ou defeito anatômico documentado; H35 refere‑se a outros transtornos retinianos sem descolamento, como degenerações ou alterações sem separação retiniana.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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