H30-H36 — Transtornos da coróide e da retina

  • doenças da coróide
  • doenças da retina
  • transtornos coroideais e retinianos

Este bloco (H30-H36) reúne transtornos primários da coróide e da retina: uveítes posteriores e corioretinites (H30), alterações vasculares e isquêmicas da retina, degenerações e distrofias retinianas, e outras afecções conjuntivas entre coróide e retina. Entre os códigos mais procurados estão H33 (descolamento da retina), H34 (transtornos isquêmicos da retina) e H35 (outras doenças da retina). A página serve como agrupamento para navegar ao código específico conforme achados clínicos e exames.


Quando usar este código

Use este agrupamento ao codificar quando a queixa, o exame oftalmológico ou exames de imagem localizam a lesão na coróide ou na retina sem direcionamento imediato a um diagnóstico único. A partir daqui, desce-se ao código preciso conforme etiologia (inflamatória, vascular, degenerativa), extensão (localizada vs difusa) e achados de exames como OCT, angiografia fluorescente ou exame de fundo de olho.

Não confunda com

H33 (descolamento da retina): separar por evidência de separação neurossensorial no exame de fundo de olho ou imagem, enquanto H30-H32 referem-se sobretudo a inflamação ou degeneração sem descolamento comprovado.
H34 (transtornos isquêmicos da retina): distinguir quando achados vasculares e oclusões arteriais/venosas são predominantes, em contraste com H30-H31, que descrevem processos inflamatórios ou corioretinais.
H35 (outras doenças da retina) versus H30 (transtornos da coróide): critério anatômico do foco primário do processo —quando a lesão é predominantemente coroideana usa-se H30, quando é retiniana H35.

O que este grupo reúne

O bloco reúne doenças cujo tecido primário afetado é a coróide (camada vascular entre esclera e retina) ou a retina (camada neural sensorial). O critério que une as condições é a localização anatômica e o impacto direto na percepção visual, independente da causa primária (inflamatória, vascular, degenerativa ou traumática). Em geral a distinção entre coróide e retina guia a escolha do código dentro do bloco.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que levam a procurar códigos deste grupo incluem queda súbita ou progressiva da acuidade visual, manchas ou pontos flutuantes no campo visual, fosfenos, sombra ou escurecimento parcial do campo, e alterações percebidas no exame de fundo de olho. Em muitos casos a queixa inicial é geração de perda visual focal ou alteração na visão central.

Mecanismos em comum

Os mecanismos variam: inflamação e infecção que atingem a coróide e retina (p.ex. uveítes posteriores, corioretinites), alterações vasculares (oclusões arteriais e venosas retinianas), degenerações hereditárias ou senis da retina, e trauma ou descolamento mecânico. Cada bloco do H30-H36 tende a agrupar predominios etiológicos diferentes, como inflamatórios (H30-H32) vs mecânicos/degenerativos (H33-H35).

Como se define o código

A definição do código depende do local anatômico principal (coróide vs retina), do padrão lesional (inflamatório, isquêmico, degenerativo) e dos achados objetivos em exame de fundo de olho e exames de imagem. Separar blocos costuma requerer documentação de descolamento, oclusão vascular, sinais de inflamação ou alterações degenerativas específicas em OCT ou angiografia.

Como o cuidado se organiza

O manejo é especializado e costuma ser coordenado por oftalmologista de retina ou uveísta; a maioria dos casos é tratada em ambulatório especializado, com internação para complicações agudas (ex.: descolamento de retina extenso). Serviços de referência e programas do SUS atendem procedimentos como cirurgia de retina, fotocoagulação e terapias intraoculares conforme protocolo regional.

Classes de medicamentos

Classes usadas no grupo incluem anti-inflamatórios (corticosteroides locais ou sistêmicos) quando predomina inflamação, agentes antivirais/antibacterianos em causas infecciosas, anticoagulantes/antitrombóticos ou medidas vasoativas em oclusões, e agentes antineovascularizantes (anti-VEGF) em neovascularizações retinianas. A escolha depende de etiologia, extensão e risco de perda visual.

Sinais de alarme do grupo

Procure avaliação urgente para perda visual súbita ou progressiva, aumento de moscas volantes, flashes de luz persistentes, sombra no campo visual ou dor ocular associada à diminuição da visão. Esses sinais podem indicar descolamento retinal, hemorragia vítrea ou oclusão vascular que exigem intervenção rápida.

Uso em atestado

Atestados que citam condições deste bloco devem indicar o diagnóstico código CID apropriado e tempo estimado de afastamento conforme incapacidade funcional. A notificação compulsória depende da etiologia (p.ex. algumas causas infecciosas podem ser de notificação). Em perícias, costuma-se exigir documentação de exame oftalmológico e laudos de imagem para justificar afastamento ou incapacidade.

Perguntas frequentes sobre H30-H36

Quando usar H33 em vez de H35?

H33 é usado quando há descolamento da retina documentado por exame de fundo, ultrassom ou OCT, enquanto H35 descreve outras doenças retinianas sem descolamento.

Diferenciação entre H30 e H35: qual é o critério prático?

O critério é anatômico — H30 acomete principalmente a coróide e processos corioretinais; H35 refere-se a doenças cuja lesão primária é na retina.

Em atestado, que documentação a perícia costuma exigir para estes casos?

Laudo de exame oftalmológico detalhado e exames de imagem (OCT, angiografia, retinografia) que comprovem o achado e a relação com a incapacidade laboral.

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