H66.0 — Otite média aguda supurativa

  • otite média com supuração
  • otite aguda purulenta
  • otite com perfuração timpânica

Em palavras simples

O código CID H66.0 significa que você teve um episódio de otite média aguda com supuração, isto é, inflamação no ouvido médio em que há presença de pus ou secreção purulenta. Na prática, isso costuma aparecer como dor forte no ouvido, sensação de pressão, e às vezes saída de líquido amarelado ou esverdeado se o tímpano se rompeu. Pode vir junto com febre e sintomas de resfriado.

Você provavelmente sentiu dor localizada, pode ter estado mais irritado ou com sono prejudicado (crianças costumam chorar mais e recusar alimentação). A audição pode ter ficado diminuída enquanto houver líquido no ouvido. Se houve perfuração do tímpano, a dor pode diminuir quando o pus drena, mas surge a secreção visível no ouvido.

Nem sempre é grave, mas é um quadro agudo que merece avaliação para confirmar a presença da supuração e para decidir o tratamento. A otoscopia (exame do ouvido) frequentemente mostra a secreção e a alteração do tímpano; em muitos casos, o acompanhamento ambulatorial resolve o episódio. Às vezes é necessário retorno para verificar se a secreção cessou e se a audição voltou ao normal.

Após o atendimento inicial, é comum que o médico agende um retorno para checar a evolução; exames adicionais só são feitos se o caso for atípico ou não responder ao tratamento. O atestado pode ser emitido se a dor ou a febre dificultarem o trabalho; a decisão sobre afastamento depende do profissional que avaliou você e da sua condição naquele momento.

Em casa, observe a evolução da dor, se a secreção continua ou piora, e se a febre persiste apesar de medidas de conforto. Procure ajuda se a dor aumentar muito, se aparecerem tontura, dor de cabeça intensa, febre alta que não cede, ou sinais de piora do estado geral. Em crianças, sinais de desidratação, sonolência excessiva ou recusa de alimentação também exigem avaliação rápida.

O que este código significa?

O CID H66.0 designa a otite média aguda supurativa, isto é, inflamação aguda do ouvido médio acompanhada de secreção purulenta, frequentemente com perfuração do tímpano. Aparece tipicamente em episódios súbitos, muitas vezes após infecção respiratória superior, e é mais comum em crianças, mas ocorre em adultos. Não inclui otites não supurativas ou crônicas sem supuração (essas têm códigos diferentes). Este código refere-se ao episódio agudo com presença de pus ou derrame purulento no ouvido médio, confirmado por exame otoscópico ou relato clínico coerente. Não descreve apenas dor isolada nem otites externas sem acometimento do ouvido médio.


Quando este código é usado?

Usa-se este código quando há evidência clínica de otite média aguda com secreção purulenta no ouvido médio, com ou sem perfuração do tímpano, e o episódio é de início recente. Não se usa para formas crônicas, para otite sem supuração ou para doenças exclusivamente do ouvido externo.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

H66.9 — Otite média não especificada: H66.9 aplica‑se quando o caráter supurativo não está documentado; H66.0 exige evidência de secreção purulenta ou perfuração timpânica associada ao quadro agudo.

H65.0 — Otite média serosa (otite serosa): H65.0 refere‑se a derrame não purulento no ouvido médio, geralmente sem sinais agudos de infecção; H66.0 requer secreção purulenta ou sinais de supuração.

H66.3 — Otite média crônica supurativa: H66.3 descreve supuração contínua ou recorrente por período prolongado com alteração estrutural; H66.0 é um episódio agudo com início recente e expectativa de resolução aguda.

O que é?

Otite média aguda supurativa é uma inflamação recente do espaço do ouvido médio na qual há produção de pus ou secreção purulenta. Manifesta‑se por dor de ouvido, sensação de pressão, redução da audição e, muitas vezes, saída de secreção amarelada ou esverdeada se houver perfuração do tímpano; pode vir acompanhada de febre e sintomas de vias respiratórias superiores. Crianças em idade pré‑escolar são o grupo mais afetado pela anatomia das trompas de Eustáquio, mas adultos com infecções respiratórias, alergias ou alterações anatômicas também apresentam risco. O diagnóstico clínico baseia‑se no exame otoscópico que mostra opacificação do ouvido médio, perda de mobilidade timpânica e, quando presente, perfuração com saída de material purulento.

Quais sintomas aparecem?

Dor intensa no ouvido (otalgia) é sintoma precoce e frequente; sensação de pressão ou ouvido cheio aparece cedo. Secreção purulenta saindo do canal auditivo ocorre quando há perfuração timpânica e indica supuração franca. Redução auditiva ou sensação de ouvido tampado costuma acompanhar e melhora com resolução da secreção. Febre e irritabilidade em crianças são sinais de inflamação sistêmica. Sintomas que sugerem agravamento incluem aumento súbito da dor, febre persistente alta, secreção malcheirosa ou sintomas neurológicos (vertigem, cefaleia intensa), que podem indicar complicações.

O que causa?

A otite média aguda supurativa resulta da inflamação do ouvido médio com invasão bacteriana ou menos comumente viral, associada ao acúmulo de secreção que se torna purulenta. No Brasil, o mecanismo mais comum é disfunção da tuba auditiva após infecção das vias aéreas superiores (resfriado, sinusite) que permite proliferação bacteriana no espaço médio. Crianças apresentam maior propensão por diferenças anatômicas e maior exposição a vírus respiratórios; fatores como alergias, exposição a fumaça e convivência em creche aumentam risco. A perfuração timpânica pode ocorrer por aumento da pressão e acúmulo de pus, aliviando a dor com drenagem, mas confirmando a supuração.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico de H66.0 é sustentado por exame otoscópico com visualização de líquido purulento no ouvido médio ou drenagem purulenta através de perfuração timpânica, além de sinais de inflamação aguda (hiperemia, dor). A história de início agudo e sintomas sistêmicos de infecção respiratória apoiam o enquadramento. Testes complementares não são obrigatórios para este código, mas exames que identificam perfuração ou líquido — como otomicroscopia ou timpanometria apontando alteração compatível — reforçam a classificação. Culturas de secreção raramente são necessárias para classificação do código, mas podem ser solicitadas em casos recorrentes ou graves.

Como costuma ser tratado?

O manejo usual é ambulatorial e visa controlar a infecção e a inflamação, com restauração da função do ouvido médio e alívio dos sintomas. Muitos casos resolvem‑se com drenagem do material purulento e cuidados de suporte; decisões terapêuticas dependem da gravidade, idade do paciente e presença de fatores de risco para complicações. Casos com sinais de complicação, extensão local, imunossupressão ou resposta inadequada ao tratamento inicial costumam requerer avaliação especializada e exames adicionais. A escolha de medicações e necessidade de procedimentos invasivos deve ser individualizada pelo profissional que acompanha o paciente.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Antibacterianos de espectro apropriado para otite média são a classe mais relevante quando se confirma supuração bacteriana; analgésicos e antipiréticos são usados para controle sintomático. Em casos com muita inflamação local, descongestionantes nasais e medidas para melhorar ventilação tubária podem ser considerados por quem acompanha o caso. Corticoides tópicos no canal auditivo não são rotina para supuração do ouvido médio; o uso de fármacos e vias depende da avaliação clínica e contratual do plano de saúde.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação médica imediatamente se houver febre alta persistente, dor intensa que piora, secreção purulenta contínua e malcheirosa, alterações neurológicas (tontura intensa, cefaleia incomum) ou se houver sinais de piora após início de tratamento. Em crianças, perda progressiva do estado geral, recusa de alimentação ou irritabilidade intensa justificam busca urgente. Se houver recorrência frequente dos episódios, avalie otorrinolaringologista para investigação de causas predisponentes e possíveis intervenções preventivas.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto, de modo que duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes. Até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo pagamento; a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias. Para fins de soma dos 60 dias o perito usa o código CID do atestado para verificar se os episódios são o mesmo motivo, razão prática pela qual o código aparece no documento. O atestado precisa identificar o paciente, conter o período de afastamento, a data, assinatura e CRM do médico para ser aceito; a inclusão do CID depende da anuência do paciente, pois informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada. Especificamente para H66.0 trata‑se de um quadro agudo que, na maioria dos casos, evolui para resolução após tratamento e/ou drenagem; por isso costuma gerar afastamentos temporários quando a dor ou a febre prejudicam o trabalho, mas não configura em regra incapacidade prolongada. Quando o paciente apresenta episódios recorrentes com supuração, a regra dos 60 dias importa porque atestados repetidos com o mesmo CID poderão ser somados para efeitos trabalhistas e previdenciários, influenciando necessidade de perícia a partir do 16º dia agregado.

Perguntas frequentes sobre H66.0

O que significa ter o CID H66.0 no atestado?

Significa que o médico identificou um episódio de otite média aguda com secreção purulenta; é um diagnóstico de infecção aguda do ouvido médio e justifica acompanhamento específico.

H66.0 é contagioso para a família?

A otite média em si não é diretamente contagiosa como gripe, mas infecções respiratórias que levaram ao quadro podem ser transmissíveis; cuidados com higiene e isolamento de secreções podem reduzir risco de transmissão.

Preciso fazer exame de imagem para confirmar H66.0?

Na maioria dos casos o diagnóstico é clínico por otoscopia; imagem só é solicitada se houver suspeita de complicação ou extensão para estruturas próximas.

Se meu atestado traz H66.0, isso garante afastamento pelo plano de saúde?

O código no atestado documenta o motivo, mas decisões sobre afastamento prolongado e benefícios dependem de perícia e regras do empregador ou do INSS.

Qual a diferença entre H66.0 e otite sem pus?

H66.0 descreve presença de secreção purulenta ou perfuração com drenagem; otites sem pus têm códigos diferentes e não apresentam material purulento visível.

Quando preciso voltar ao médico após um episódio classificado como H66.0?

É habitual retornar para verificar resolução dos sintomas e da secreção; retornos mais rápidos são necessários se houver piora ou complicações suspeitas.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Quando foi o início exato dos sintomas e houve episódio prévio similar nos últimos meses?
  • Houve drenagem de secreção pelo canal auditivo ou visualização de perfuração timpânica em otoscopia?
  • Que estudos (timponometria, otomicroscopia, cultura) foram realizados ou seriam necessários para confirmar supuração persistente?
  • Existem sinais de complicação mastoideana ou sistêmica que exigiriam imagem ou avaliação hospitalar?
  • O paciente tem fatores de risco (imunossupressão, diabetes, otorrhea recorrente) que mudariam o manejo e o código?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Este episódio de H66.0 pode justificar afastamento remunerado superior a 15 dias sem perícia imediata?
  • Como os atestados repetidos por H66.0 em curto período são agregados para fins de estabilidade ou benefícios?
  • O empregador pode exigir detalhamento do diagnóstico além do CID no atestado para fins administrativos?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Quais procedimentos relacionados a H66.0 (imagens, drenagem cirúrgica, cultural) exigem pré‑autorização segundo a operadora?
  • Quais critérios documentais a operadora exige para autorizar cobertura de procedimento de drenagem ou internação por otite média supurativa?
  • Em caso de negativa de cobertura, qual a documentação clínica que costuma reverter a decisão junto à operadora?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

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Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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