H60-H95 — Capítulo VIII – Doenças do ouvido e da apófise mastóide

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O que este código significa?

Reúne códigos do Capítulo VIII (H60-H95), agrupando afecções do ouvido externo (H60-H62), ouvido médio e apófise mastoide (H65-H75), ouvido interno (H80-H83) e outros transtornos auditivos e vestibulares (H90-H95). Entre os códigos mais procurados estão H60 (otite externa), H66 (otite média) e H90-H91 (perda auditiva). A maioria dos casos é classificada conforme o local anatômico (externo/médio/interno), o caráter agudo ou crônico e a presença de complicações (por exemplo, mastoidite em H70). Esta página orienta a navegação para o bloco e o código correto sem substituir consulta especializada.


Quando se usa um código deste grupo?

Chega-se aqui por busca genérica sobre “doenças do ouvido” ou por dúvida entre externo, médio e interno. Para descer ao código certo, selecione primeiro o bloco anatômico (H60-H62, H65-H75, H80-H83, H90-H95), depois refine por agudo/ crônico, presença de secreção, perda auditiva documentada ou sinais de complicação; exames otoscópicos, audiometria e imagem costumam guiar a escolha final.

Com que grupos este se confunde?

H60 (otite externa) vs H66 (otite média): critério separador — sinais ao otoscópio e envolvimento da membrana timpânica (externo: pele do conduto; médio: presença de efusão ou inflamação atrás do timpano).

H65 (otite média não supurativa) vs H66 (otite média supurativa): critério separador — presença de otorreia/pus e sinais clínicos de infecção bacteriana ativa orientam H66.

H81 (distúrbios vestibulares) vs H90 (hipoacusia neurossensorial): critério separador — predomínio de vertigem e sinais vestibulares para H81; perda auditiva documentada por audiometria para H90.

O que é?

Conjunto de transtornos que afetam o ouvido e a apófise mastoide, classificados segundo a localização anatômica (ouvido externo, médio, interno) e por manifestações funcionais (infecção, inflamação, lesão traumática, alteração sensorial ou vestibular). Reúne condições agudas e crônicas, de origem infecciosa, traumática, degenerativa, congênita ou autoimune, bem como sequelas e complicações.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que costumam levar a códigos deste grupo incluem dor ou desconforto auricular, saída de secreção (otorréia), sensação de ouvido tampado, perda de audição súbita ou progressiva, zumbido (tinnitus), vertigem ou desequilíbrio e prurido no conduto auditivo.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos comuns: infecção bacteriana ou viral (mais frequente em H60-H75), acumulação de secreção e disfunção tubária (H65-H75), alterações degenerativas ou neurossensoriais da cóclea/vestíbulo (H80-H83), traumatismos e iatrogenia (podem afetar qualquer bloco) e causas congênitas/metabólicas que se manifestam como perda auditiva (H90-H95).

Como se chega a um código deste grupo?

O tipo de exame que define o código varia por bloco: otoscopia e exame físico para identificar envolvimento do conduto ou do tímpano (externo vs médio); timpanometria e otomicroscopia para disfunção do ouvido médio; audiometria tonal e testes de impendância para caracterizar perda auditiva; exames de imagem (TC do osso temporal, RM) e testes vestibulares (VNG, vHIT) para doenças do ouvido interno. Na prática, a diferenciação usa localização anatômica, quadro agudo/ crônico, achados audiométricos e presença de secreção ou complicação.

Como costuma ser tratado?

O manejo costuma ser iniciado em atenção primária e ambulatorial; otorrinolaringologistas avaliam casos persistentes, complicados ou que requerem cirurgia (por exemplo, timpanoplastia, mastoidectomia). Complicações agudas (mastoidite, suspeita de extensão intracraniana) exigem hospitalização. Reabilitação auditiva e adaptações são encaminhadas a serviços especializados do SUS quando indicadas.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes frequentemente usadas incluem: antibióticos tópicos e sistêmicos (decisão baseada em local da infecção, integridade da membrana timpânica e gravidade), corticosteroides (sistêmicos ou locais para inflamação do ouvido interno ou edema), analgésicos/anti-inflamatórios para controle da dor e medicamentos para sintomas vestibulares (supressores vestibulares) quando indicados. A escolha entre classes depende do sítio anatômico, da suspeita etiológica, da presença de perfuração timpânica, do quadro clínico e das restrições individuais.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento urgente em caso de febre alta, cefaleia intensa, rigidez de nuca, inchaço retroauricular, paralisia facial, perda auditiva súbita, tontura severa com queda, sangramento intenso ou drenagem purulenta persistente que não melhora com tratamento inicial.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia; e atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). O perito utiliza o CID do atestado para avaliar se a doença é a mesma e, por isso, o código é o elemento prático que permite a soma dos períodos dentro desses 60 dias.

Para que um atestado seja aceito, ele precisa trazer identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o CRM do médico. A indicação do CID só pode constar com anuência do paciente — informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório — porém, sem o código não há como verificar a soma dos atestados dentro do prazo de 60 dias para efeitos de transição do pagamento ao INSS.

Este conjunto (H60-H95) engloba tanto quadros agudos que podem resolver espontaneamente quanto condições crônicas ou recorrentes. Muitas afecções do ouvido externo e médio são episódios agudos tratados na atenção primária, já as perdas auditivas e transtornos vestibulares podem constituir condições de acompanhamento prolongado ou de registro ambulatorial. Nem todo problema listado aqui gera incapacidade laboral; alguns implicam acompanhamento ou adaptação, enquanto casos complicados podem demandar avaliação especializada.

Como há natureza aguda e também condições crônicas/recorrentes no capítulo, a regra dos 60 dias é especialmente relevante quando episódios semelhantes reaparecem num curto intervalo (por exemplo, recidivas infecciosas ou crises vestibulares), porque a presença do mesmo CID nos atestados é o critério usado para somar períodos e definir quando o INSS pode passar a intervir.

Perguntas frequentes sobre H60-H95

Quando usar H60 em vez de H66?

Use H60 para afecções primárias do conduto auditivo externo identificadas ao otoscópio; H66 indica doença do ouvido médio com efusão ou infecção atrás da membrana timpânica.

Como escolho entre H65 e H66?

H65 refere-se a otite média não supurativa (efusão sem pus); H66 indica infecção supurativa com sinais de secreção purulenta ou inflamação bacteriana ativa.

Quando registrar H90 vs H91?

H90 é para hipoacusia nosológica (condutiva, neurossensorial ou mista) documentada por audiometria; H91 cobre perdas auditivas de outra natureza ou causas não especificadas após investigação.

Posso omitir o CID no atestado para alguém com otite aguda (H65-H66)?

O paciente pode solicitar ocultação do CID no atestado, mas para fins de perícia, seguradoras ou empregadores pode ser exigida documentação clínica e exames que corroborem o afastamento.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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