K57 — Doença diverticular do intestino
- diverticulose
- diverticulite
- complicação diverticular
Em palavras simples
Receber o código CID K57 significa que o médico identificou que sua queixa está relacionada a divertículos no intestino — pequenas bolsas que se formam principalmente no cólon. Em linguagem simples, é a chamada doença diverticular, que pode existir sem sintomas ou se tornar um problema quando inflama ou sangra.
Você provavelmente sente dor na barriga, muitas vezes localizada no lado inferior do abdome, junto com mudança no intestino: pode ficar com o intestino mais preso (intestino solto em sentido oposto) ou mais solto, e às vezes pode haver febre e sensação de cansaço. Se houve sangramento, pode notar sangue nas fezes. Em crises mais intensas a dor fica mais constante e o sentimento de mal-estar aumenta.
Nem sempre é grave. Muitas pessoas têm divertículos sem sintomas; quando há inflamação (diverticulite) ou sangramento pode ser necessário tratamento e, ocasionalmente, hospitalização. A duração varia conforme o episódio e a gravidade: alguns quadros evoluem de forma autolimitada, outros exigem tratamento mais intensivo. A doença não é contagiosa.
O caminho habitual inclui avaliação clínica, exames de sangue para checar inflamação e exames de imagem para ver os divertículos e possíveis complicações. Nem sempre a colonoscopia é o primeiro exame em crise aguda; muitas vezes é agendada depois que a inflamação cede. O médico pode orientar sobre retorno para reavaliação e, em alguns casos, pode registrar a necessidade de afastamento do trabalho enquanto os sintomas o impedem de desempenhar suas funções.
Em casa, observe a evolução da dor, a presença de febre, vômitos persistentes, sangue abundante nas fezes ou piora rápida do estado geral. Se algum desses sinais ocorrer, procure serviço de emergência. Para acompanhar, anote quando os sintomas começaram, como mudam com o tempo e quais exames já foram feitos — isso ajuda no atendimento futuro.
Converse com seu médico sobre os próximos passos, exames e possível retorno às atividades. Manter hidratação e evitar esforços intensos enquanto houver dor intensa costuma ser recomendado pelo time de saúde, e o médico pode orientar sobre o acompanhamento e medidas para reduzir o risco de novas crises.
O que este código significa?
O CID K57 designa a doença diverticular do intestino, termo que cobre tanto a presença de divertículos (sacas na parede intestinal) quanto suas complicações inflamatórias ou perforativas. Aparece quando há sintomas ou sinais atribuíveis a divertículos do cólon — dor abdominal, alterações do trânsito intestinal, febre ou sangramento. Não inclui síndromes funcionais sem alterações anatômicas (ex.: K58) nem fissuras ou doenças retais isoladas (K60). K57 é usado quando o clínico atribui os sintomas à presença ou à inflamação de divertículos.
Quando este código é usado?
Use este código quando o diagnóstico clínico, endoscópico ou imagiológico indicar doença diverticular do intestino, seja diverticulose assintomática com complicação ou diverticulite ativa. É o código apropriado quando a queixa principal é causada por divertículos do cólon e quando exames sustentam essa relação.
Não se aplica a alterações exclusivamente funcionais do intestino ou a doenças inflamatórias intestinais crônicas como Doença de Crohn ou retocolite ulcerativa; nesses casos, usam-se códigos de capítulos distintos.
Qual a diferença dos códigos parecidos?
K58: Síndrome do cólon irritável — separa-se por ausência de divertículos demonstrados; K58 é síndrome funcional sem alteração estrutural demonstrada por imagem ou colonoscopia. K59: Outros transtornos funcionais do intestino — K59 descreve distúrbios do trânsito sem evidência de saculações diverticulares ou inflamação associada. K60: Fissura e fístula das regiões anal e retal — fístulas e fissuras são lesões anorretais localizadas; presença de complicação diverticular com fístula colo-vesical ou colo-vaginal pode ter código complementar, mas não se confunde com K60 isolado. K63: Outras doenças do intestino — quando houver lesão intestinal não típica de divertículos (tumoração, estenose não explicada por divertículos) deve-se considerar K63, diferenciado por achados endoscópicos/anatômicos que não correspondem a saculações diverticulares.
O que é?
A doença diverticular do intestino engloba a presença de divertículos — pequenas bolsas que se formam na parede do intestino, mais frequentemente no cólon — e as situações em que esses divertículos causam sintomas ou complicações. Muitas pessoas têm divertículos sem sintomas (diverticulose), e o problema se torna clínico quando há inflamação (diverticulite), sangramento ou outras complicações.
Na prática, manifesta-se por dor abdominal localizada (geralmente no quadrante inferior), alteração do padrão evacuatório, febre e, às vezes, sangue nas fezes. Afeta com maior frequência adultos mais velhos e pessoas com dieta pobre em fibras, mas pode aparecer em faixas etárias variadas.
Quais sintomas aparecem?
Dor abdominal localizada é o sintoma mais frequente; no início costuma ser intermitente e mal localizada, evoluindo para dor mais fixa quando há inflamação. Alterações do trânsito intestinal ocorrem com prisão de ventre ou diarréia; sangue nas fezes indica sangramento diverticular. Febre, calafrios e mal-estar sugerem infecção/inflamação ativa, enquanto dor intensa, taquicardia ou quadro de peritonite indicam agravamento com possível perfuração.
O que causa?
Mecanismos incluem pressão intraluminal aumentada e fragilidade da parede colônica que favorecem a formação das saculações mucosas e submucosas. Na prática brasileira, o fator mais observado é dieta pobre em fibras associada ao envelhecimento da parede intestinal; constipação crônica e esforço evacuatório contribuem. A inflamação ocorre quando conteúdo fecal fica retido no divertículo, levando a microperfurações, infecção local e, em casos mais graves, perfuração ou abscesso.
Como o médico confirma o diagnóstico?
O diagnóstico deste código baseia-se em correlação clínica e em achados que comprovem a relação com divertículos do cólon. A presença de história compatível (dor localizada, febre, alteração do trânsito) associada a imagem sugestiva por tomografia abdominal ou colonoscopia que mostre divertículos ou complicações apoia o enquadramento em K57. Hemorragia significativa com confirmação de origem diverticular em colonoscopia ou exames de imagem também justifica o uso do código.
Como costuma ser tratado?
O manejo varia segundo a apresentação: muitos casos não complicados são tratados de forma ambulatorial com medidas de suporte e controle dos sintomas, enquanto episódios com complicações podem exigir internação, drenagem de abscesso ou cirurgia. O tratamento visa controlar a inflamação, tratar infecção quando presente e resolver complicações mecânicas ou hemorrágicas. O curso pode ser episódico com períodos de remissão intercalados por crises.
Que tipos de remédio costumam ser usados?
Classes farmacológicas envolvidas no cuidado incluem analgésicos para controle da dor, agentes antiespasmódicos para sintomas funcionais associados, e antimicrobianos quando há suspeita de infecção ou diverticulite complicada. Em casos de sangramento, medicamentos que auxiliem no manejo hemodinâmico e técnicas endoscópicas ou intervencionistas podem ser necessários; a escolha terapêutica passa pela avaliação clínica e por exames.
Quando procurar um médico?
Procure atendimento imediato se a dor abdominal se intensificar de forma progressiva, surgir febre alta, vômitos persistentes, sinais de sangramento importante nas fezes, ou sintomas que sugiram peritonite (dor generalizada e rigidez abdominal). Procure também quando houver dificuldade em manter hidratação ou se houver piora rápida do estado geral; complicações podem exigir intervenção hospitalar.
Quantos dias de atestado?
Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou, considerando o caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.
Na prática legal, os primeiros 15 dias de afastamento são pagos pelo empregador; a partir do 16.º dia o INSS assume e passa a exigir perícia. A regra dos 60 dias indica que atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para contar os 15 dias iniciais, e o CID indicado no atestado é o critério prático que o perito usa para verificar se se trata do mesmo motivo.
Para que um atestado seja aceito precisa conter identificação do paciente, período de afastamento, data, assinatura e CRM do médico. A inclusão do CID no atestado só ocorre com anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas, sem o código, a soma dos atestados para fins de contagem dos 15/60 dias não pode ser verificada.
Este código, K57, costuma representar tanto episódios agudos de diverticulite que podem incapacitar temporariamente quanto uma condição crônica recorrente (diverticulose com crises). Por isso, pode justificar afastamentos em episódios agudos mais sintomáticos ou complicados, e também acompanhamento e registro quando há recorrência. Quando o quadro tende a recidivar, a regra dos 60 dias é especialmente relevante porque o perito precisa relacionar atestados sucessivos ao mesmo diagnóstico para somar os períodos curtos de afastamento.
Que direitos este código envolve?
O código CID deve constar no atestado apenas com sua anuência; a proteção legal sobre pagamento nos primeiros 15 dias é aplicada independentemente do CID, e perícia do INSS é exigida a partir do 16.º dia. A ausência do código impede a verificação automática da repetição do mesmo motivo para contagem dos prazos legais; decisões sobre concessão de benefícios dependem de perícia e vínculos legais.
Perguntas frequentes sobre K57
O que significa receber o CID K57 no atestado?
Significa que o médico atribuiu seus sintomas a doença diverticular do intestino, isto é, à presença ou inflamação de divertículos no cólon; o código identifica a causa no documento.
O CID K57 indica contágio para família ou colegas?
Não, doença diverticular não é contagiosa; trata-se de uma alteração anatômica e suas complicações, não de infecção transmissível entre pessoas.
Que exames costumam confirmar esse diagnóstico?
A tomografia abdominal é o exame que frequentemente confirma inflamação ou complicações; colonoscopia pode identificar divertículos e investigar sangramento em fases não agudas.
Posso receber atestado com CID K57 sem exame de imagem?
Sim, o médico pode registrar o código com base na avaliação clínica e história; no entanto, exames são usados para confirmar e guiar o tratamento quando necessário.
Qual a diferença entre K57 e K58?
K57 é doença diverticular com alteração anatômica comprovada ou suspeita; K58 é síndrome do cólon irritável, um transtorno funcional sem divertículos demonstrados.
O CID K57 implica sempre cirurgia?
Nem sempre; muitos episódios são manejados sem operação, e a necessidade de cirurgia depende da presença e gravidade de complicações documentadas por exames.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Este diagnóstico pode justificar afastamento laboral prolongado para fins de perícia previdenciária?
- Como se comprova recidiva da mesma doença diante de atestados emitidos em diferentes períodos?
- Em caso de cirurgia decorrente de complicação diverticular, quais documentos médicos são relevantes para perícia trabalhista?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- O plano exige autorização prévia para exames de imagem específicos relacionados à diverticulite aguda?
- Há cobertura para intervenções cirúrgicas por complicação diverticular conforme a segmentação do contrato?
- Existem listas de procedimentos que sua operadora considera experimental para tratamento de complicações diverticulares?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
Códigos relacionados
Fontes e como esta página foi feita
- DATASUS — CID-10, bloco K55-K63
- OMS — ICD-10, versão 2019 (K57)
- Lei 8.213/1991, art. 60 — afastamento e auxílio por incapacidade
- Decreto 3.048/1999, art. 75 — soma de atestados em 60 dias
- Anvisa — Bulário Eletrônico
O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.