K00-K93 — Capítulo XI – Doenças do aparelho digestivo

  • Doenças digestivas
  • Transtornos do aparelho digestivo
  • Patologias gastrointestinais

Este agrupamento reúne condições que afetam o aparelho digestivo da cavidade oral ao ânus, incluindo órgãos acessórios como fígado, vesícula e pâncreas. Cobre blocos freqüentemente procurados como K00-K14 (boca e glândulas salivares), K20-K31 (esôfago, estômago, duodeno), K35-K38 (apêndice), K50-K52 (enterites/colites não infecciosas) e K70-K77 (fígado), entre outros. Casos comuns que levam aqui incluem apendicite (K35), colelitíase/colecistite (K80/K81) e doenças hepáticas (K70-K77). A seleção do código exato varia conforme local anatômico, mecanismo e achado diagnósticos.


Quando usar este código

Usa-se esta página ao identificar que a queixa ou diagnóstico primário é do aparelho digestivo e é preciso navegar para o bloco anatômico ou patológico certo. Codificadores e profissionais consultam o capítulo para escolher entre blocos (por exemplo distingir apêndice, intestino delgado, fígado ou vias biliares) antes de abrir a ficha do código específico.

Não confunda com

K35 (apendicite aguda) — critério: dor abdominal com sinal de peritonite e evolução aguda orienta K35 em vez de códigos de enterite (K50-K52), cuja distinção baseia‑se em quadro diarréico e história crônica/ inflamatória.

K80 (colelitíase) vs K81 (colecistite) — critério: presença de quadro inflamatório agudo (febre, leucocitose e sinais de colecistite) diferencia K81; cálculos sem inflamação ficam em K80.

K21 (doença do refluxo gastroesofágico) vs K20 (esofagite) — critério: lesão inflamatória documentada no esôfago (endoscopia/biopsia) favorece K20, enquanto sintomas típicos de refluxo sem lesão endoscópica orientam K21.

O que este grupo reúne

Conjunto de doenças que acometem o trato digestivo e órgãos anexos, organizado por localização anatômica (boca, esôfago, estômago, intestinos, fígado, vias biliares, pâncreas) e por processos patológicos (inflamação, obstrução, degeneração, litíase, entre outros). Em geral um código do capítulo é escolhido quando a origem primária dos sinais e sintomas é gastrointestinal ou hepatobiliar.

Queixas que levam a este capítulo

Queixas que trazem o paciente a codificar aqui incluem dor abdominal (generalizada ou localizada), náuseas e vômitos, diarreia ou constipação, disfagia, pirose/refluxo, icterícia, sangramento digestivo, perda de peso e febre associada a dor abdominal.

Mecanismos em comum

Os mecanismos variam: infecções e enterites (K50-K52 e outros), processos inflamatórios crônicos (doenças inflamatórias intestinais em K50-K52), litíase e obstrução biliar (K80-K87), doenças alcoólicas e metabólicas do fígado (K70-K77), degeneração/obstrução mecânica (hérnias K40-K46) e causas anatômicas ou traumáticas na cavidade oral e maxilares (K00-K14). A etiologia específica varia conforme o bloco.

Como se define o código

Na prática o código é definido por achados anatômicos e etiológicos: exame clínico com localização da dor, exames de imagem (ultrassom, tomografia), endoscopia com ou sem biopsia, análises laboratoriais (função hepática, hemograma) e, quando feito, anatomia patológica de peça cirúrgica. O que separa blocos é sobretudo o órgão primariamente afetado e o mecanismo (inflamatório, obstrutivo, degenerativo, etc.).

Como o cuidado se organiza

O manejo varia desde atenção ambulatorial (consulta e exames) até emergência cirúrgica e internação. Muitas condições são acompanhadas por gastroenterologia, hepatologia ou cirurgia geral. Programas públicos podem incluir atendimento ambulatorial e hospitalar pelo SUS; decisões terapêuticas dependem do diagnóstico preciso e da gravidade do caso.

Classes de medicamentos

Classes frequentemente usadas neste grupo incluem antiácidos e inibidores de bomba de prótons (controle de ácido), antibióticos betalactâmicos e outros para infecções, anti‑inflamatórios e imunossupressores para doenças inflamatórias intestinais, agentes antiespasmódicos/analgésicos e ursodesoxicólico para algumas doenças biliares. A escolha entre classes depende do mecanismo (infecto, inflamatório, obstrutivo) e da gravidade.

Sinais de alarme do grupo

Procurar avaliação imediata em casos de dor abdominal intensa e súbita, vômitos persistentes, sangramento digestivo (vômito com sangue ou fezes escuras), icterícia progressiva, febre alta associada a dor abdominal ou sinais de desidratação/colapso.

Uso em atestado

Para atestados e afastamentos o CID do capítulo pode ser registrado; a necessidade de documentação varia com a duração e gravidade do afastamento. Algumas doenças do aparelho digestivo podem constar em listas de notificação ou programas específicos (por exemplo, hepatites), conforme a legislação vigente. Em perícia, costuma‑se exigir laudos clínicos, exames de imagem, resultados laboratoriais e, quando aplicável, anatomia patológica.

Perguntas frequentes sobre K00-K93

Como escolho entre K35-K38 quando há dor abdominal aguda?

A distinção depende do diagnóstico anatômico preciso; K35 indica apendicite aguda com sinais de peritonite e evolução típica, enquanto outros códigos do bloco dependem da localização e da natureza do processo no apêndice.

Quando devo navegar para K20-K31 em vez de outro capítulo?

Use K20-K31 para problemas primariamente do esôfago, estômago ou duodeno, especialmente quando endoscopia ou imagem documentam lesão nessa região; sintomas isolados de refluxo podem orientar subcategorias dentro do mesmo bloco.

Qual a diferença prática entre K80 (cálculo biliar) e K81 (colecistite) para atestados?

K80 é usado quando há cálculo biliar sem inflamação aguda documentada; K81 indica colecistite com quadro inflamatório. Para afastamento e perícia costuma‑se exigir documentação clínica e exames de imagem que confirmem inflamação ou complicação.

Onde codificar doença hepática alcoólica ou crônica?

As doenças primárias do fígado ficam no bloco K70-K77; a escolha entre códigos depende da etiologia (por exemplo, associada ao álcool) e do grau de comprometimento hepático documentado.

Se o diagnóstico depender de endoscopia com biópsia, isso muda o bloco?

Sim: lesões confirmadas por endoscopia/biopsia na mucosa esofágica, gástrica ou duodenal orientam a seleção dentro de K20-K31; o achado anatômico prevalece na escolha do código.

Assine nossa newsletter
© CIDs Med. Todos os direitos reservados.
Política de privacidade