L60-L75 — Afecções dos anexos da pele

O que este código significa?

O bloco L60-L75 reúne afecções dos anexos da pele: doenças do cabelo e do couro cabeludo (por exemplo L63), das unhas (por exemplo L60, L75) e das glândulas sebáceas e sudoríparas. Inclui alterações inflamatórias, distróficas, e cicatriciais que não são classificadas como infecções (L00-L08) nem como dermatoses generalizadas (L20-L30, L40-L45). Entre os códigos mais procurados estão L60 (onicoses e onicomicose distinguível), L63 (alopecia areata) e L70-L75 em casos de alterações glandulares e cicatriciais. Esta página orienta a escolha do bloco e a navegação para códigos específicos.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa-se este agrupamento quando a queixa principal envolve anexos cutâneos (unha, cabelo, glândula) e não há predominância de outro capítulo como infecção, doença autoimune sistêmica ou neoplasia. Para chegar ao código exato, o codificador avalia topografia (unha, couro cabeludo), natureza (quebra, perda, distrofia, hiperprodução) e presença de agente identificado; depois consulta a subcategoria do respectivo bloco.

Com que grupos este se confunde?

L60 (doenças da unha) x B35.1 (onicomicose por fungo): separar quando houver agente fúngico identificado por exame direto/cultura — use B35.1 para micoses confirmadas.

L63 (alopecia areata) x L65 (outras alopecias não cicatriciais): critério é o padrão clínico e evolução; alopecia areata tem áreas bem delimitadas e quadro típico, outras alopecias incluem eflúvio telógeno e alopécia difusa.

L70-L75 (doenças das glândulas e anexos) x L20-L30 (dermatites e eczema): se a lesão decorre principalmente de processo inflamatório cutâneo difuso com eczematização, classificar em L20-L30; se o processo acomete preferencialmente o anexo (p.ex. hiperqueratose pilosa) classificar em L70-L75.

O que é?

Conjunto de condições que afetam estruturas anexas da pele: cabelos, unhas e glândulas associadas. O critério que reúne as doenças é a localização anatômica (anexos) e o predomínio de alterações estruturais ou funcionais desses elementos sobre a pele adjacente. Em geral incluem distrofias, perdas, inflamações localizadas e alterações de secreção.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que levam a classificar nestes códigos incluem queda ou rarefação de cabelo, manchas de calvície bem definidas, alteração de cor/espessura de unha, esfarelamento, onicólise, secreção ou obstrução glandular, aumento de volume em regiões anexiais e alterações estéticas persistentes.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Os mecanismos variam: processos autoimunes (alopecia areata), alterações cíclicas do crescimento (eflúvio), traumas e onicopatias por pressão, infecções secundárias ou primárias (algumas exigem remissão ao capítulo infecções), e distúrbios das glândulas sebáceas/sudoríparas. Cada bloco do L60-L75 agrupa mecanismos dominantes, por exemplo alopecias em L63 e distúrbios ungueais em L60/L75.

Como se chega a um código deste grupo?

O código depende do achado clínico principal e de exames que confirmem a causa quando necessário: exame micológico para fungos, exérese/biopsia para alopecia cicatricial, e avaliação da evolução temporal. Na prática, diferencia-se blocos pela topografia (unha vs cabelo vs glândula), pela presença de cicatrização e por exames complementares específicos.

Como costuma ser tratado?

Os cuidados variam conforme o diagnóstico: muitos casos são manejados ambulatorialmente em atenção básica ou dermatologia; alguns requerem acompanhamento especializado e procedimentos (biópsia, exérese, tratamento cirúrgico ou terapias locais). Programas e rotinas do SUS cobrem consultas, exames básicos e procedimentos previstos na rede; internação é rara e indicada para complicações com infecção secundária severa.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes usadas no grupo incluem agentes antifúngicos (quando há micoses confirmadas), anti-inflamatórios tópicos e sistêmicos, imunomoduladores, antiandrogênicos e agentes queratolíticos; a escolha depende da etiologia, extensão e presença de infecção ou cicatrização.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação se houver perda rápida de cabelo, dor, sinal de infecção na unha ou pele adjacente (calor, vermelhidão, secreção), sangramento persistente, sinais sistêmicos (febre) ou se a alteração progredir apesar de medidas iniciais.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período de afastamento é definido pelo médico que avaliou o caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Quanto ao pagamento e à fiscalização: até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo salário (Lei 8.213/91, art. 60, §3); a partir do 16º dia o INSS passa a assumir o benefício e costuma exigir perícia. A legislação também prevê que atestados pelo mesmo motivo emitidos dentro de 60 dias são somados para efeito desses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75).

A regra dos 60 dias funciona na prática com base no CID que consta no atestado: é o código que o perito usa para verificar se se trata do mesmo motivo. Em outras palavras, a identificação do CID no documento é a forma prática de vincular atestados sucessivos a uma mesma condição — um detalhe importante que muita gente desconhece.

Para que um atestado seja aceito devem constar nele a identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o número do CRM do médico. A inclusão do CID só ocorre com anuência do paciente; não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos atestados dentro de 60 dias não pode ser verificada pelos órgãos responsáveis.

No caso do bloco L60–L75, que reúne afecções dos anexos da pele (cabelo, unhas, glândulas), trata-se de condições que costumam variar: muitas são crônicas ou recorrentes, outras são alterações localizadas que exigem acompanhamento e registro mais do que incapacidade prolongada para o trabalho. Internações são raras; procedimentos e seguimento ambulatorial são comuns. Como essas doenças podem reaparecer ou ter episódios sucessivos, a regra dos 60 dias é particularmente relevante para saber quando atestados sucessivos contam juntos para os 15 dias pagos pelo empregador.

Perguntas frequentes sobre L60-L75

Quando devo escolher L60 (doenças da unha) em vez de B35.1 (onicomicose)?

Use L60 para alterações ungueais sem confirmação laboratorial de fungo; se exame direto/cultura identificar micoses, classifique como B35.1.

Uma alopecia localizada sempre é L63 (alopecia areata)?

L63 descreve alopecia areata típica; se o padrão e a evolução diferirem (eflúvio telógeno, alopecias cicatriciais) o correto é L65 ou outra subcategoria do bloco conforme o achado.

Lesões de glândulas sebáceas pertencem a L70-L75 ou a L20-L30?

Se a alteração for primariamente anexial (p.ex. hiperplasia glandular) classifica-se em L70-L75; se houver quadro eczematoso cutâneo predominante, classifica-se em L20-L30.

É obrigatório colocar o CID no atestado para essas afecções?

O CID pode constar no atestado; o paciente pode solicitar omissão por motivos de privacidade. A perícia pode exigir documentação clínica e exames que justifiquem afastamento.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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