L60.0 — Unha encravada

  • onicocriptose
  • onicocryptose
  • unha encarnada

Em palavras simples

Receber o código CID L60.0 significa que o que você tem é uma unha encravada — a borda da unha está pressionando ou entrando na pele ao redor, provocando dor e vermelhidão no local. Abaixo do termo técnico, costuma haver dor localizada quando você coloca peso no pé, inflamação e, às vezes, uma secreção amarelada ou sanguinolenta se houver infecção.

O que você provavelmente sente é dor ao calçar sapatos apertados, desconforto ao andar e sensibilidade ao tocar a ponta do dedo. Nos estágios iniciais a pele fica avermelhada e sensível; se o problema piora, pode surgir pus, inchaço maior ao redor da unha ou até um nódulo de pele (granulação) onde a unha penetrou.

Na maioria dos casos a unha encravada não é uma doença contagiosa e não afeta outras pessoas; contudo, pode ser dolorosa e limitar atividades por algum tempo. A duração varia: episódios leves podem melhorar com cuidados locais em dias a semanas; casos com infecção ou recorrentes costumam demandar tratamento por mais tempo e, eventualmente, procedimento para corrigir a borda da unha.

O caminho habitual após o diagnóstico é um plano de cuidados: observação com higiene adequada, medidas para reduzir pressão no dedo (calçados mais folgados), controle da dor e avaliação se há infecção que precise de tratamento específico. Em consultas de retorno o profissional verifica melhora; se houver infecção persistente ou recorrência, pode ser discutida intervenção para remover parte da borda da unha ou outras medidas definitivas.

Em casa, observe sinais de piora: aumento da dor, saída de pus, calor intenso, vermelhidão que se espalha, febre ou surgimento de linhas vermelhas (linfangite). Pessoas com diabetes ou problema de circulação devem procurar auxílio mais cedo, pois o risco de complicações é maior. Se você tiver dúvidas sobre o melhor cuidado para o seu caso, leve à consulta a descrição do início, tratamentos já feitos e, se possível, fotos do dedo afetado.

O que este código significa?

O CID L60.0 designa a presença de unha encravada, isto é, quando a borda da unha penetra na pele do sulco periungueal causando inflamação local. Aparece mais frequentemente nas unhas do hálux (dedão do pé), associada a dor, vermelhidão e, às vezes, secreção purulenta. O código cobre tanto episódios agudos com infecção quanto casos crônicos sem infecção visível, desde que a lesão primária seja a penetração da unha na pele. Não inclui outras afecções ungueais primárias como onicomicose, onicólise ou deformidades ungueais não relacionadas à penetração da borda. Também não descreve apenas um corte superficial sem inflamação ou dor.


Quando este código é usado?

Usa-se CID L60.0 quando a queixa clínica principal é a borda da unha que invade a pele periungueal com sinais locais (dor, eritema, edema, secreção) e quando o registro diagnóstico necessita especificar essa afecção das unhas. É apropriado tanto para episódios agudos com infecção quanto para formas recorrentes/crônicas em que o problema principal continua sendo a onicocriptose.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

L03.0 (Celulite da face) — Separar por localização e origem: L60.0 refere-se a inflamação limitada ao sulco ungueal causada por penetração da borda da unha; L03.x cobre celulite difusa em outras áreas e não descreve diretamente a causa ungueal.
L60.2 (Onicomicose) — Critério que separa: onicomicose apresenta alteração primária da lâmina ungueal (descoloração, espessamento, fragmentação) sem borda ungueal penetrante; tratamento e exames confirmatórios são diferentes.
S00-S99 (Traumatismos) — Critério que separa: se a alteração ungueal decorre exclusivamente de trauma agudo documentado (luxação, laceração), o código de traumatismo deve ser usado; L60.0 refere-se à onicocriptose espontânea ou crônica, não a lesão traumática isolada.

O que é?

Unha encravada é a condição em que a borda livre da unha cresce ou se posiciona de forma a penetrar na pele do sulco periungueal, provocando reação inflamatória local. Manifesta-se por dor localizada na margem ungueal, vermelhidão, edema e eventual saída de secreção, podendo evoluir para granuloma de corpo estranho ou infecção bacteriana secundária.

Costuma ocorrer mais nos dedos dos pés, especialmente no primeiro dedo, e é mais frequente em pessoas que usam calçados muito apertados, que cortam as unhas de forma inadequada, com predisposição anatômica (unha muito curva) ou em situações de trauma repetido. Pode afetar qualquer idade, mas é comum em adolescentes e adultos jovens ativos.

Quais sintomas aparecem?

Principais sintomas incluem dor localizada e sensibilidade ao toque na borda ungueal, vermelhidão e calor sobre o sulco ungueal; cedo aparecem dor ao caminhar e leve eritema; secreção purulenta, formação de tecido de granulação ou aumento do edema indicam agravamento. A presença de febre ou linfangite sinaliza complicação sistêmica e não é típica do quadro localizado simples.

O que causa?

O mecanismo básico é a penetração mecânica da borda da unha na pele, que pode ocorrer por corte inadequado (bordas arredondadas muito curtas), pressão prolongada de calçados, trauma repetido (microtrauma) ou curvatura ungueal acentuada. Em muitos casos observados na prática brasileira, a combinação de calçado apertado e corte incorreto é a causa mais prevalente, com infecção bacteriana secundária favorecida pelo ambiente úmido e pela presença de microbiota cutânea. Alterações anatômicas do leito ungueal e deformidades do pé também predispõem a formas recorrentes.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, baseado na inspeção e palpação: identificação da borda ungueal penetrando o sulco, dor localizada, eritema e possível exsudato. Para que o CID L60.0 seja o código escolhido, é preciso que a lesão primária seja a onicocriptose. Exames complementares não são necessários rotineiramente, mas são indicados para avaliar complicações: cultura de secreção quando há infecção refratária, ou avaliação radiológica se suspeita de corpo estranho profundo ou osteomielite em quadros crônicos com sinais ósseos.

Como costuma ser tratado?

O manejo usual é ambulatorial e visa aliviar a dor, controlar a inflamação e tratar infecção quando presente. Em episódios agudos sem complicação, medidas locais de higiene e redução da pressão sobre a área são ações centrais; em casos com infecção clínica ou tecido de granulação, procedimentos menores e cuidados locais mais intensos podem ser necessários. Formas recorrentes podem exigir abordagem cirúrgica para corrigir a borda ungueal ou o leito, mas essa decisão depende da cronicidade, recorrência e impacto funcional.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes de medicamentos frequentemente associadas ao tratamento incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor e inflamação, antibióticos tópicos ou sistêmicos quando há infecção bacteriana documentada ou clinicamente aparente, e agentes para cuidado da pele periungueal (antissépticos) para reduzir contaminação. A escolha específica e a via dependem da apresentação clínica e da decisão do profissional que assiste.

Quando procurar um médico?

Procurar atendimento se a dor progressiva impede a marcha ou atividades diárias, se houver saída de pus, aumento do vermelhidão e edema, sinais de linfangite, febre ou se o quadro não melhorar com cuidados locais simples. Para pacientes com diabetes, imunossupressão ou doença vascular periférica, buscar avaliação mais precoce, pois o risco de complicações locais e infecciosas é maior.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Do ponto de vista legal, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3). A partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para fins desses 15 dias, o que afeta como períodos curtos e sucessivos são avaliados administrativamente (Decreto 3.048/99, art. 75).

A aplicação prática dessa soma depende do CID anotado no atestado: é o código que o perito usa para identificar se os episódios são o mesmo motivo e, portanto, devem ser acumulados dentro do prazo de 60 dias — informação que muitos pacientes desconhecem. Sem o CID registrado, essa verificação pela perícia não pode ser feita automaticamente.

Para que um atestado seja aceito ele precisa conter identificação do paciente, o período de afastamento indicado, a data de emissão, a assinatura do médico e o número do CRM. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, mas a ausência do código impede a soma dos períodos para os 15 dias previstos na lei.

No caso de L60.0 (unha encravada), o quadro costuma apresentar episódios agudos de inflamação local que, em muitos casos, são resolvidos com medidas ambulatoriais, embora existam situações crônicas ou recorrentes que demandam procedimento ou acompanhamento. Esse código refere-se à lesão primária de penetração da borda ungueal na pele e, por isso, pode aparecer tanto em episódios pontuais quanto em recidivas. Como não há duração padrão para afastamento, o potencial de reincidência torna relevante a regra dos 60 dias: atestados sucessivos com o mesmo CID são os que serão avaliados e somados pelo perito para considerar os limites de pagamento pelo empregador e transição ao INSS.

Perguntas frequentes sobre L60.0

O que significa ter o código CID L60.0 no seu registro?

Indica que o diagnóstico registrado é unha encravada, ou seja, a borda da unha está penetrando a pele periférica e causando inflamação local. Esse código documenta essa condição específica para histórico clínico e guias.

A unha encravada é contagiosa?

Não, não é uma condição contagiosa. A dificuldade é local, relacionada à borda da unha e à pele do dedo; a infecção secundária que pode surgir tem transmissão limitada e medidas de higiene reduzem risco.

Preciso de exame laboratorial para confirmar CID L60.0?

O diagnóstico é clínico pela inspeção e relato de dor e sinais locais. Exames como cultura só são usados quando há secreção persistente ou infecção que não responde ao tratamento inicial.

Posso trabalhar com uma unha encravada?

Depende da dor e das exigências do trabalho. Atividades que pressionem o dedo podem ser difíceis; o médico pode registrar a limitação no atestado conforme o impacto funcional observado.

Qual a diferença entre unha encravada e micose na unha?

Unha encravada (CID L60.0) tem como problema principal a borda que penetra a pele; onicomicose afeta a lâmina ungueal (descoloração e espessamento) sem borda penetrante. Tratamentos e exames são diferentes.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Localizou-se exsudato purulento: houve cultura e antibiograma?
  • Existe deformidade anatômica do leito ou da lâmina que justifique cirurgia definitiva?
  • Há sinais de envolvimento profundo (linfangite, alargamento do edema) que indiquem radiografia para descartar osteomielite?
  • Este episódio é recorrente e com que frequência; há tratamentos prévios ou cirurgias anteriores documentadas?
  • O paciente tem fatores de risco (diabetes, doença arterial periférica, imunossupressão) que alterem a conduta?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • O episódio documentado por CID L60.0 e atestado médico pode fundamentar afastamento laboral; qual prova adicional a perícia exige?
  • Em caso de complicação (osteomielite) a evolução a incapacidade temporária ou permanente é considerada na perícia previdenciária?
  • A repetição de tratamentos ambulatoriais e procedimentos menores por L60.0 confere direito a estabilidade ou compensação por redução da capacidade laboral?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O plano exige justificativa clínica específica para autorizar procedimento cirúrgico na unha (matéria ambulatorial)?
  • Há necessidade de documentação fotográfica ou laudo que descreva recorrência para autorização de procedimento corretivo?
  • O plano exige CID L60.0 em guia para autorizar materiais e pequenos procedimentos de consultório?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Códigos relacionados

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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