M24.5 — Contratura articular

  • encurtamento articular
  • rigidez articular fixa
  • contratura periarticular

Em palavras simples

Contratura articular significa que uma articulação perdeu parte do seu movimento porque os tecidos ao redor ficaram encurtados ou rígidos. Em linguagem simples, a articulação ‘travou’ em menor abertura: pode ser um dedo que não dobra completamente, um ombro que não levanta como antes ou um joelho que não estica totalmente. O nome do código que aparece no seu prontuário é CID M24.5 e refere-se justamente a essa perda de movimento por encurtamento.

O que você costuma sentir é rigidez e dificuldade para fazer certos movimentos, especialmente depois de um período parado ou de uma lesão. No início pode haver apenas sensação de dureza ao mexer, depois vem a limitação mais evidente e, às vezes, dor quando forçar além do limite. A contratura não é contagiosa; trata-se de uma sequela mecânica dos tecidos ao redor da articulação.

Se é grave depende do quanto a limitação atrapalha suas tarefas diárias: muitas contraturas melhoram com terapia e exercícios; algumas são de longa duração e, em casos selecionados, procedimentos para liberar aderências podem ser discutidos. Não significa, por si só, que você ficará permanentemente incapacitado, mas pode demandar reabilitação prolongada.

O que costuma acontecer a seguir é um registro detalhado da amplitude de movimento no exame físico, exames de imagem para excluir fusão óssea ou outras causas, e um plano de fisioterapia. Dependendo da evolução, seu médico pode recomendar técnicas de mobilização, terapias físicas e, se necessário, encaminhamento para avaliação cirúrgica. A necessidade de afastamento do trabalho depende do impacto funcional e da ocupação.

Em casa, observe se a rigidez piora, se surge dor intensa, inchaço, vermelhidão ou febre — esses sinais justificam procurar atendimento mais rápido. Se a limitação impede higiene, vestir-se ou trabalho, agende retorno com o profissional que acompanha. Mantenha registros dos exercícios realizados e de qualquer progressão da perda de movimento para apresentar nas consultas.

O que este código significa?

O CID M24.5 designa a contratura articular, isto é, a limitação persistente do arco de movimento de uma articulação causada por encurtamento ou fibrose das estruturas periarticulares. Aparece quando tecidos moles ao redor da articulação (como cápsula, tendões, músculos ou cicatriz) impedem o movimento normal, muitas vezes após trauma, inflamação ou imobilização prolongada. Não inclui anquilose óssea completa (M24.6) nem deslocamentos agudos ou instabilidade ligamentar isolada (M24.2).

Este código é usado quando a restrição não é apenas temporária ou funcional e quando a causa principal é a contratura dos tecidos periarticulares identificável clinicamente e/ou por exame de imagem. Não descreve dores inespecíficas sem redução mensurável do movimento.


Quando este código é usado?

Usa-se M24.5 quando há redução medida do arco de movimento atribuída a encurtamento ou fibrose de partes moles periarticulares, persistente após a fase aguda. Serve para codificar registros médicos, perícias e faturamento quando a contratura é o diagnóstico principal ou o problema que motiva intervenção. Não se aplica se a limitação for por anquilose óssea, instabilidade ligamentar predominante ou processo inflamatório sistêmico ativo sem contratura.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

M24.6 (Ancilose articular) — Anquilose implica fusão articular fixa, muitas vezes óssea ou fibrosa completa; M24.6 é usado quando não existe arco de movimento passivo, ao passo que M24.5 descreve encurtamento que ainda pode permitir algum movimento.

M24.2 (Transtornos de ligamentos) — Lesões ligamentares provocam instabilidade, dor e alteração do eixo articular; se a limitação decorre principalmente de insuficiência ligamentar com frouxidão e subluxação, usar M24.2 em vez de M24.5.

M24.9 — Quando a redução de movimento não tem causa definida ou a documentação não distingue contratura de outros transtornos articulares, M24.9 é mais apropriado até que haja diagnóstico claro de contratura.

O que é?

Contratura articular é a limitação permanente ou de longa duração do movimento de uma articulação por encurtamento ou fibrose das estruturas moles ao seu redor, como cápsula, tendões, músculos ou cicatriz subcutânea. Manifesta-se como rigidez progressiva, redução do arco de movimento ativo e passivo e, às vezes, dor ao tentar alongar ou mover além do novo limite.

Costuma ocorrer após imobilização prolongada, trauma, queimadura ou inflamação que cicatriza com retração; é mais frequente em membros superiores e inferiores em pacientes idosos, após cirurgias ou em quadros com pouca mobilização. Pode ser local ou envolver várias articulações em doenças crônicas.

Quais sintomas aparecem?

Os principais sinais são diminuição do arco de movimento ativo e passivo, sensação de rigidez e dificuldade em realizar atividades que exigem amplitude articular. Sintomas iniciais incluem rigidez matinal leve e perda gradual de movimento; agravamento é indicado por progressiva perda de função, dor ao forçar a amplitude, encurtamento visível de partes moles ou impotência funcional persistente.

O que causa?

As contraturas resultam de fibrose e encurtamento de estruturas periarticulares após trauma, cirurgia, imobilização prolongada ou queimaduras; processos inflamatórios crônicos e algumas doenças neurológicas que reduzem mobilização também contribuem. Na prática brasileira, causas comuns são imobilização pós-fratura, cicatrização inapropriada após trauma e sequelas de queimaduras ou infecções articulares.

Como o médico confirma o diagnóstico?

O diagnóstico baseia-se em história de perda progressiva de movimento, exame físico mostrando redução do arco de movimento ativo e passivo e identificação da estrutura encurtada. Documentação objetiva com medidas de amplitude articular e comparação com lado contralateral sustenta o código. Imagem (radiografia, ultrassom ou RM) pode excluir anquilose óssea, osteoartrose avançada ou alterações intra-articulares que expliquem a limitação; o laudo deve relacionar a limitação à contratura de partes moles.

Como costuma ser tratado?

O manejo costuma ser conservador inicialmente: fisioterapia dirigida à mobilização, alongamento e fortalecimento, associado a medidas físicas para reduzir aderências e manter arco de movimento. Em casos persistentes e sintomáticos, intervenções ambulatoriais ou cirúrgicas para liberar aderências ou corrigir deformidade podem ser consideradas conforme avaliação especializada. O plano terapêutico depende da estrutura comprometida, da duração da contratura e do impacto funcional.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos são usados para controle de dor e inflamação que limitam a reabilitação; relaxantes musculares ou tratamentos adjuvantes podem ser empregados para facilitar fisioterapia. Terapias locais guiadas por imagem podem incluir agentes que modulam tecido cicatricial em contextos específicos, sempre conforme indicação especializada.

Quando procurar um médico?

Procurar avaliação quando a perda de movimento limita atividades diárias, quando há piora progressiva apesar de medidas conservadoras, dor intensa que impede a reabilitação, sinais de complicação local (vermelhidão aumentada, calor, febre) ou quando há dúvida se a limitação é por contratura ou por outra causa como anquilose.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período de afastamento é definido pelo médico que examinou o caso concreto; duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes conforme a gravidade, o exame e a avaliação funcional.

Quanto à forma de cálculo e responsabilidade pelo pagamento, até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo pagamento (Lei 8.213/91, art. 60, §3). A partir do 16º dia o INSS assume o benefício e passa a exigir perícia. A legislação também prevê que atestados emitidos pelo mesmo motivo dentro de 60 dias são somados para efeito desse limite — e, na prática, é o CID constante no atestado que o perito usa para saber se as ocorrências são do mesmo motivo.

Para que um atestado seja aceito deve constar identificação do paciente, o período de afastamento indicado, a data da emissão, e a assinatura e CRM do médico. O CID só deve constar do atestado com anuência do paciente; informar o diagnóstico ao empregador não é obrigatório, e sem o código registrado não há como verificar a soma dos 60 dias mencionada na regra legal.

O CID M24.5 refere-se à contratura articular, uma limitação persistente do arco de movimento devido a encurtamento ou fibrose de estruturas periarticulares. Trata‑se de uma condição que costuma demandar acompanhamento e registro, podendo resultar em limitação funcional relevante dependendo da articulação afetada e da sua gravidade; nem sempre é algo transitório que se resolve espontaneamente. Por isso, atestados sucessivos por esse mesmo CID tendem a ser relevantes para a contagem prevista na legislação, já que episódios relacionados à mesma contratura podem ocorrer em sequência ou em evolução crônica.

Quando a contratura articular leva a incapacidade para o trabalho depende do impacto funcional todavia, o código serve para registrar a natureza da alteração e justificar acompanhamento, reabilitação ou intervenções específicas; a regra dos 60 dias é importante aqui porque episódios clínicos continuados ou repetidos relacionados à mesma contratura podem ser agrupados para fins de verificação do período em que o empregador ou o INSS assumem o benefício.

Perguntas frequentes sobre M24.5

O que exatamente significa receber o código CID M24.5?

Indica limitação persistente do movimento de uma articulação devido a encurtamento ou fibrose das estruturas ao redor, registrada como contratura articular.

Preciso me afastar do trabalho quando tenho contratura articular?

O afastamento depende do grau de limitação e das exigências do trabalho; a decisão baseia-se na documentação clínica e avaliação funcional.

A contratura pode ser contagiosa ou causada por infecção?

Não é contagiosa; em alguns casos infecções locais podem levar a cicatrizes que resultam em contratura, mas o código descreve o encurtamento, não a infecção.

Quais exames confirmam que é contratura e não outro problema?

Exame físico com medidas de amplitude é central; radiografia e imagens de tecidos moles ajudam a excluir anquilose óssea e a identificar fibrose periarticular.

Como a contratura difere de anquilose (M24.6)?

Na anquilose há fusão articular completa, sem arco de movimento; na contratura ainda pode existir algum movimento, mesmo que reduzido.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (5)
  • Há documentação de amplitude articular ativa e passiva comparativa no prontuário?
  • Qual estrutura periarticular é a principal responsável pela limitação (cápsula, tendão, muscular, cicatriz)?
  • A limitação é reversível com mobilização passiva ou persiste apesar de fisioterapia adequada?
  • Há evidência radiográfica de anquilose óssea que exigiria outro código?
  • Qual a duração mínima documentada de imobilização ou evento causal que levou à contratura?
O que perguntar ao seu advogado (3)
  • A perda de função por contratura articular configura incapacidade temporária ou permanente para a atividade habitual do segurado?
  • Que documentação objetiva (goniometria, laudos de imagem, relatórios de fisioterapia) é necessária para perícia previdenciária que avalie incapacidade?
  • Como a compensação por acidente de trabalho é afetada quando a contratura decorre de sequelas de trauma no exercício laboral?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Este procedimento de liberação de contratura requer autorização prévia segundo as diretrizes do plano?
  • Que documentação clínica e exames o plano exige para análise de cobertura de cirurgia para liberação de contratura?
  • Existe período de carência ou cláusula contratual que limite cobertura para sequelas de trauma ou cirúrgicas?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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