M79.6 — Dor em membro
- dor no braço
- dor na perna
- dor em membro inferior
- dor em membro superior
O CID M79.6 identifica a presença de dor em um membro (braço ou perna) como sintoma, sem atribuir causa específica. Aparece em atestados, pedidos de exame e prontuários quando a queixa principal é a dor localizada no membro e ainda não há diagnóstico definitivo. Não inclui dores associadas a uma doença já codificada (como lesão óssea, articular ou neuropatia documentada). Não é sinônimo de mialgia generalizada nem de fibromialgia, que têm códigos próprios.
Em palavras simples
Receber o código CID M79.6 significa que o documento médico descreve dor em um braço ou perna como a queixa principal, sem que o profissional tenha registrado uma causa específica naquele momento. Não é um diagnóstico definitivo, é uma forma de registrar o sintoma para guiar investigações e cuidados.
Você provavelmente sente uma dor localizada: pode ser pontual ou difusa ao longo do membro, aumentar ao mexer, carregar peso ou realizar certos movimentos. É comum haver sensibilidade ao toque e alguma limitação para atividades que exigem o membro afetado. Pode aparecer após trauma, esforço repetitivo, queda ou sem um evento claro.
Na maioria dos casos não se trata de uma condição grave ou contagiosa; a evolução varia conforme a causa subjacente. Algumas dores melhoram em dias a semanas com repouso parcial e cuidados simples; outras podem requerer investigação complementar e tratamento mais prolongado. O código por si só não indica gravidade, apenas que a causa ainda não foi esclarecida no documento.
O próximo passo costuma ser a investigação: seu médico pode pedir exames de imagem simples ou de estruturas moles, orientar medidas para controlar a dor e marcar retorno para reavaliação. Em alguns casos há encaminhamento a fisioterapia ou a um especialista, se houver suspeita de lesão específica.
Em casa, observe se a dor melhora com repouso adequado, gelo ou calor local conforme orientação, e evite esforços que agravem a dor. Procure ajuda se perceber piora progressiva, perda de força, dormência, inchaço importante, febre ou incapacidade de realizar atividades básicas, pois esses sinais indicam necessidade de avaliação mais urgente.
Quando usar este código
Este código é usado quando a queixa principal é dor localizada em um membro e não há registro de causa específica que justifique outro código mais preciso.
Não confunda com
M79.1 (Mialgia): critério de separação é a descrição de dor muscular difusa ou múltipla, frequentemente acompanhada de rigidez muscular ou exame que identifica origem muscular; M79.6 permanece quando a dor está registrada como localizada em um membro sem evidência de origem exclusivamente muscular.
M79.7 (Fibromialgia): o critério que separa é a presença de um quadro crônico, difuso, com múltiplos pontos dolorosos e sintomas sistêmicos como fadiga e distúrbios do sono; M79.6 não deve ser usado quando o padrão clínico corresponde aos critérios de fibromialgia.
M25.5 (Dor articular): critério de separação é a referência clara à articulação como foco (ex.: dor no joelho, tornozelo, ombro) com sinais articulares examinais; quando a dor é apontada genericamente no membro sem caracterização como articular, usa-se M79.6.
O que é
M79.6 é um código de sintoma que descreve dor em um membro sem diagnóstico etiológico específico registrado no documento clínico. A manifestação é a percepção dolorosa em uma extremidade superior ou inferior, podendo variar em intensidade, ser contínua ou intermitente, e ser causada por múltiplos mecanismos.
O padrão pode afetar pessoas de todas as idades, mas causas e apresentações diferem conforme fatores como atividade física, ocupação e comorbidades. Distingue-se de quadros classificados como mialgia ou fibromialgia por falta de critérios diagnósticos destes distúrbios e de dores articulares ou neuropáticas quando não há evidência clínica ou exame que direcione para essas categorias.
Sintomas
Principais: dor localizada no membro, sensibilidade à palpação e limitação funcional local. Mais frequentes: dor ao uso ou movimento do membro e desconforto noturno. Sintomas precoces: dor intermitente e sensibilidade localizada. Sinais de agravamento: dor crescente, perda significativa de função, sinais inflamatórios (vermelhão, calor, edema) ou sintomatologia neurológica associada (formigamento, fraqueza).
Causas
Mecanismos incluem esforço ou sobrecarga mecânica, entorses e distensões, lesões por repetição, processos inflamatórios locais, causas neuropáticas periféricas e dor referida de estruturas próximas. Na prática brasileira, queixas pós-traumáticas leves, tendinites e sobrecarga ocupacional são causas frequentes associadas ao registro M79.6 quando não há diagnóstico definido.
Como é diagnosticado
O diagnóstico é clínico e documentado por história detalhada (localização, intensidade, caráter, irradiação, relação com atividade) e exame físico focal. Não existe exame que “defina” M79.6: o código é justificável quando não há evidência suficiente para codificar uma causa específica. Para diferenciar do código vizinho, o profissional deve registrar sinais que não apontem para mialgia difusa, fibromialgia, lesão articular identificada ou neuropatia.
Como costuma ser tratado
O manejo inicial costuma ser ambulatorial e dirigido ao alívio da dor e à recuperação funcional, com medidas conservadoras e investigação da causa quando indicada. Em geral, o plano inclui controle sintomático, orientação sobre atividades e, se necessário, reavaliação para exames complementares ou encaminhamento especializado. Se houver suspeita de condição específica, registra-se o encaminhamento e o motivo.
Classes de medicamentos
Classes frequentemente empregadas no controle sintomático incluem analgésicos simples, anti-inflamatórios não esteroidais e relaxantes musculares; quando há componente neuropático, são consideradas classes como anticonvulsivantes e antidepressivos com evidência para dor neuropática. A escolha da classe deve constar no prontuário com justificativa clínica.
Quando procurar ajuda
Procurar avaliação médica se a dor aumentar progressivamente, houver perda de força, formigamento, alterações sensoriais, inchaço importante, sinais de infecção local (febre, calor, vermelhidão) ou incapacidade para atividades diárias. Também é indicada reavaliação se a dor não melhorar com medidas iniciais em dias ou semanas, conforme impacto funcional.
Uso em atestado
Para fins de atestado e afastamento, M79.6 descreve o sintoma registrado; o tempo e a justificativa para afastamento devem constar no documento com observações clínicas e plano terapêutico. Quando houver laudo complementar que especifique a causa, o código deve ser atualizado para refletir o diagnóstico definitivo.
Direitos e benefícios
O registro de M79.6 em documentos oficiais caracteriza a queixa de dor em membro e pode embasar procedimentos administrativos relacionados a afastamento ou autorização de exames, desde que a documentação médica contenha histórico, exame físico e justificativa para a conduta. Benefícios e prazos dependem de avaliação pericial e da legislação aplicável ao caso.
Perguntas frequentes sobre M79.6
O que significa ter CID M79.6 no atestado?
Significa que o documento registra dor em um membro como queixa principal sem um diagnóstico etiológico definitivo. Serve para justificar investigação e tratamento sintomático.
Por quanto tempo posso ficar afastado por M79.6?
O tempo de afastamento depende do impacto funcional e da avaliação médica; o código apenas descreve o sintoma e o laudo deve explicitar a necessidade e duração do afastamento.
CID M79.6 é contagioso?
Não. É um código de sintoma que descreve dor localizada; não indica doença transmissível.
Que exames costumam ser solicitados após registrar M79.6?
Exames iniciais podem incluir radiografia para trauma ósteoarticular, ultrassonografia de partes moles ou testes neurológicos quando há sinais sugestivos; a escolha segue a suspeita clínica.
Qual a diferença entre M79.6 e M79.1 ou M79.7?
M79.1 refere-se a dor muscular difusa (mialgia) e M79.7 a um quadro crônico e difuso com critérios de fibromialgia; M79.6 é usado quando a dor está localizada em um membro e não há elementos que preencham os critérios desses diagnósticos.
Preciso voltar ao médico se a dor não passar?
Sim; se a dor persistir ou apresentar sinais de agravamento, é recomendada reavaliação para investigação adicional e ajuste da conduta clínica.
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