M60-M79 — Transtornos dos tecidos moles

O que este código significa?

Bloco que reúne transtornos dos tecidos moles do sistema osteomuscular, fora das articulações e dosso. Inclui principalmente os subgrupos M60-M63 (transtornos musculares), M65-M68 (sinóvias e tendões) e M70-M79 (outros tecidos moles não classificados em outra parte). Códigos mais procurados no atendimento e faturamento costumam ser os de tendinopatias, bursites e miosites localizadas. Serve como agrupamento quando a lesão primária é em músculo, tendão, fáscia ou bursa, e não em osso ou articulação.


Quando se usa um código deste grupo?

Usa-se este bloco quando a documentação clínica descreve lesão ou transtorno primário dos tecidos moles sem enquadramento claro em doenças articulares (M00-M25) ou ósseas (M80-M94). Para escolher o código específico, desça aos subgrupos (ex.: M60-M63 para miopatias, M65-M68 para síndromes tendíneas, M70-M79 para outras condições). Se o prontuário nomeia uma entidade precisa (ex.: tendinite calcária), siga o código específico dentro do bloco.

Com que grupos este se confunde?

M65-M68 vs M70: critério de separação é a presença de transtorno primário de sinóvia/tendão (M65-M68) contra afecções vagas de tecidos moles ou locais não especificados (M70-M79).

M60-M63 vs M79: critério de separação é diagnóstico de transtorno muscular primário, como miosite localizada ou ruptura muscular (M60-M63), contra “outros transtornos dos tecidos moles” não específicos (M79).

M40-M54 (dorsopatias) vs M60-M79: critério é localização vertebral com origem em coluna (M40-M54) em vez de tecido mole paraespinhal ou radicular isolado (M60-M79 quando o foco é músculo/tendão).

O que é?

Reúne condições cuja lesão primária acomete tecidos moles: músculos, tendões, fáscias, bursas e estrutura peri‑tendínea. O critério unificador é a origem extra‑articular e não óssea da dor ou disfunção. Inclui processos inflamatórios, degenerativos, traumáticos e adaptativos que afetam essas estruturas.

Que queixas costumam cair neste grupo?

Queixas que levam a estes códigos incluem dor localizada ou irradiada sem sinais articulares predominantes, sensibilidade à palpação, limitação funcional de um músculo ou grupo tendíneo, edema ou massa palpável e redução de força ou amplitude de movimento atribuível ao tecido mole.

O que costuma estar por trás deste grupo?

Mecanismos abrangem sobrecarga mecânica e degeneração (tendinopatias, bursites), trauma agudo ou por esforço repetitivo, processos inflamatórios e infecciosos localizados, e doenças musculares primárias (miosites). Exemplos por bloco: M60-M63 para miosites/localizadas, M65-M68 para tendões e sinóvias, M70-M79 para lesões miscigenadas dos tecidos moles.

Como se chega a um código deste grupo?

O código dentro do grupo é definido pelo relato clínico e pelo achado focal (ex.: tendinite de aquiles, bursite subacromial, miosite). Exames de imagem e testes funcionais confirmam o tecido acometido; a distinção entre blocos depende do local anatômico primário e da natureza (inflamatória, traumática, degenerativa) descrita no laudo.

Como costuma ser tratado?

O cuidado costuma ser ambulatorial e especializado quando necessário (ortopedia, reumatologia, fisiatria), com reabilitação e terapias físicas integradas. Casos agudos graves ou com complicações infecciosas podem requerer internação. Muitas ações de atenção básica e reabilitação são ofertadas no SUS; seguimento e procedimentos dependem do diagnóstico específico dentro do bloco.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes farmacológicas usadas incluem anti‑inflamatórios não esteroidais, analgésicos, relaxantes musculares e, quando indicado por infecção, antibióticos. A escolha entre classes depende de mecanismo (inflamatório, infeccioso, neuropático) e da gravidade documentada no prontuário.

Quando procurar um médico?

Procure avaliação quando houver dor intensa ou progressiva, perda significativa de função ou força, febre associada à dor local, sinais de infecção (vermelhidão, calor, secreção) ou suspeita de ruptura tendínea ou lesão nervosa.

Como este grupo aparece em atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento: o período é definido pelo médico que examinou, com base no caso concreto — duas pessoas com o mesmo código podem receber períodos diferentes.

Na prática legal, até 15 dias de afastamento quem paga o salário é o empregador (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia; atestados pelo mesmo motivo dentro de 60 dias somam para esses 15 dias (Decreto 3.048/99, art. 75). A regra dos 60 dias significa que, para o perito do INSS considerar se tratamentos ou atestados são continuidades do mesmo problema, ele usa o CID informado como referência para saber se a doença é a mesma.

Para que um atestado seja aceito pelo empregador ou pelo INSS ele precisa trazer identificação do paciente, o período de afastamento, a data, a assinatura e o número do CRM do médico. A inclusão do CID só ocorre com anuência do paciente: não é obrigatório informar o diagnóstico ao empregador, mas sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada pelo perito.

Especificamente para o bloco M60–M79 (transtornos dos tecidos moles), esses quadros reúnem lesões primárias de músculos, tendões, fáscias e bursas, incluindo processos inflamatórios, degenerativos, traumáticos e adaptativos. Muitos casos são tratados em atenção ambulatorial e reabilitação; alguns são agudos e se resolvem sem necessidade de internação, outros são crônicos ou recorrentes e exigem acompanhamento. Como esses problemas frequentemente reaparecem ou têm episódios repetidos — por exemplo tendinopatias, bursites e miosites localizadas — a regra dos 60 dias é relevante: atestados sucessivos com o mesmo CID permitem ao perito avaliar a continuidade do mesmo quadro e somar os períodos para efeitos do limite inicial pago pelo empregador.

Perguntas frequentes sobre M60-M79

Quando devo usar M65-M68 em vez de M70-M79?

Use M65-M68 quando o laudo identifica transtorno primário de sinóvia ou tendão (por exemplo, tenossinovite ou ruptura tendínea); M70-M79 é para afecções vagas ou outras localizações de tecidos moles.

Se o problema for claramente muscular, qual bloco escolher, M60-M63 ou M79?

Escolha M60-M63 quando o diagnóstico clínico ou imagem descreve transtorno muscular primário (miosite localizada, ruptura muscular); M79 fica para achados inespecíficos de tecidos moles.

Como a perícia trata atestados com códigos deste bloco?

A perícia considera relato funcional e exames que comprovem limitação; exige documentação que correlacione o CID ao achado clínico e impacto nas atividades.

Exames imagiológicos diferenciam M60-M63 de M65-M68?

Sim; ultrassom e ressonância mostram se a estrutura lesionada é músculo (M60-M63) ou tendão/sinóvia (M65-M68), o que orienta o código.

Existe notificação compulsória para esses transtornos?

Não há notificação compulsória geral para o bloco; situações infecciosas específicas seguem normas próprias.

Códigos relacionados

Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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