M80.1 — Osteoporose pós-ooforectomia com fratura patológica
- osteoporose por ooforectomia
- osteoporose induzida por remoção ovariana
O CID M80.1 designa osteoporose que se desenvolveu após o paciente ter sido submetido à ooforectomia (remoção cirúrgica dos ovários) e que já evoluiu com fratura patológica. Refere-se a perda de massa óssea e alteração da microarquitetura óssea associadas à deficiência hormonal provocada pela ooforectomia, com fratura ocorrendo em osso que teria resistido em condições normais. Aplica-se quando há relação temporal e clínica entre a ooforectomia e a osteoporose com fratura documentada; não inclui fraturas traumáticas em ossos previamente normais nem osteoporose por outras causas identificadas. Este código diferencia-se de M80.0 e outros irmãos por vincular explicitamente a causa cirúrgica ovariana à osteoporose fraturária.
Em palavras simples
Esse código, CID M80.1, significa que a sua perda de massa óssea está associada à remoção dos ovários e que já ocorreu uma fratura em osso enfraquecido. Em palavras simples: a cirurgia que retirou os ovários reduziu hormônios que protegem o osso, o osso ficou mais fraco e acabou quebrando com esforço pequeno ou mesmo espontaneamente.
Você provavelmente está sentindo dor no local da fratura — nas costas se a fratura for vertebral, no quadril ou em um membro caso a fratura seja desses locais — e pode ter dificuldade para fazer atividades diárias que antes eram fáceis. Em fraturas vertebrais, é comum notar perda de altura ou curvatura nas costas; em fraturas de membros, pode haver dificuldade para caminhar ou apoiar o peso.
Se é grave, depende do local e do quanto a fratura compromete a função. Muitas fraturas por osteoporose causam dor intensa e limitação temporária, mas o risco é também de novas fraturas se não houver avaliação e seguimento. Não é uma doença contagiosa. O tempo de recuperação varia: algumas pessoas melhoram em semanas com tratamento da dor e reabilitação; outras precisam de intervenções maiores ou tempo mais longo de recuperação.
Os próximos passos geralmente incluem exames de imagem para confirmar a fratura e avaliar sua gravidade, uma avaliação da densidade óssea e consultas com especialistas para planejar como reduzir o risco de novas fraturas. Pode haver necessidade de fisioterapia para recuperar força e postura e de ajustes nas atividades diárias. A necessidade de afastamento do trabalho depende da dor, da função afetada e das exigências do trabalho.
Em casa, observe o controle da dor, a capacidade de se mover e sinais de piora, como dor crescente sem melhora, perda súbita de força ou dormência em membros, ou sintomas urinários ou intestinais novos, que podem significar compressão nervosa. Procure atendimento se a dor se intensificar muito, se houver deformidade progressiva ou se começar a ter fraqueza importante; mantenha agendamento de retorno para revisar exames e plano de cuidado. Anote datas de cirurgias e exames para que tudo fique claro na documentação médica.
Quando usar este código
Usa-se este código quando o paciente tem diagnóstico de osteoporose atribuída à ooforectomia e apresenta fratura patológica comprovada por imagem ou relato cirúrgico, com correlação clínica temporal com a remoção dos ovários. Não é apropriado quando a osteoporose tem outra causa predominante documentada ou quando não houve fratura.
Não confunda com
M80.0 — Osteoporose pós-menopáusica com fratura patológica: separar quando a perda óssea é consequência natural da menopausa sem histórico de ooforectomia precoce; M80.1 exige relação com remoção ovariana documentada. M80.2 — Osteoporose de desuso com fratura patológica: diferenciar pela história de imobilização ou paralisia como causa primária da perda óssea; M80.2 não requer história de ooforectomia. M80.4 — Osteoporose induzida por drogas com fratura patológica: distinguir quando história farmacológica (corticóides, anticonvulsivantes) explica a perda óssea; neste caso o agente farmacológico é o fator causal principal, não a ooforectomia.
O que é
O CID M80.1 descreve uma condição clínica em que a retirada cirúrgica dos ovários (ooforectomia) levou a uma perda acelerada de massa e qualidade óssea suficiente para provocar fraturas em ossos que normalmente não se quebrariam com traumas leves ou espontaneamente. O mecanismo central é a deficiência abrupta de hormônios sexuais femininos, especialmente estrogênio, que protege o osso; a queda hormonal aumenta a reabsorção óssea e reduz a formação, fragilizando o esqueleto.
Na prática, manifesta-se por dor localizada após esforço mínimo ou até em repouso, perda de altura gradual (se houver fraturas vertebrais) e limitações funcionais. Pacientes que fizeram ooforectomia em idade reprodutiva ou precoce têm risco aumentado, e o quadro costuma ser confirmado quando existe correlação temporal entre a cirurgia e o início da perda óssea ou das fraturas.
Sintomas
Dor óssea localizada e persistente, frequentemente lombar ou dorsal quando há fratura vertebral, aparece cedo quando há fratura; dor difusa e aumento da sensibilidade óssea podem ocorrer sem fratura clinicamente detectável. Perda de altura progressiva, postura cifótica e limitação de movimentos sinalizam fraturas vertebrais múltiplas e piora. Agravamento inclui dor intensa sem antecedente traumático claro, incapacidade para deambular ou usar o membro afetado e sinais neurológicos (formigamento, fraqueza) se houver compressão por colapso vertebral.
Causas
O gatilho etiológico é a retirada dos ovários com subsequente queda abrupta de estrogênio, que altera o equilíbrio entre reabsorção e formação óssea, favorecendo perda óssea rápida. Fatores que amplificam o efeito incluem idade mais jovem no momento da ooforectomia, período longo desde a cirurgia, tabagismo, baixa ingestão de cálcio e vitamina D, sedentarismo e comorbidades como doenças endócrinas. No Brasil, a causa prática mais comum associada a este código é a ooforectomia realizada por razões oncológicas ou ginecológicas sem manejo hormonal de reposição suficiente ou com atraso no monitoramento ósseo.
Como é diagnosticado
O diagnóstico que justifica M80.1 combina história de ooforectomia prévia, imagem demonstrando fratura patológica e evidência de osteoporose por densitometria óssea (quando disponível) ou por constatação radiológica de perda óssea. A documentação cirúrgica ou anamnese que confirme remoção ovariana e a temporalidade entre cirurgia e início do quadro fortalecem a atribuição causal. No contexto de fratura patológica, a imagem que mostra fratura com sinais de fragilidade óssea é o elemento que sustenta especificamente este código.
Como costuma ser tratado
O manejo inclui medidas para estabilizar a fratura e controlar dor, acompanhamento ortopédico para avaliar necessidade de intervenção cirúrgica ou imobilização e estratégias para reduzir risco de novas fraturas, como otimização nutricional, avaliação de risco de queda e reabilitação funcional. Em muitos casos o tratamento é multidisciplinar, envolvendo ginecologia-endocrinologia para revisão dos efeitos da ooforectomia, fisioterapia para recuperar mobilidade e controle da dor, e avaliação de suporte social quando há perda de autonomia.
Classes de medicamentos
Classes medicamentosas envolvidas no manejo da osteoporose pós-ooforectomia incluem agentes que reduzem a reabsorção óssea e agentes anabólicos ósseos, além de suplementos de cálcio e colecalciferol quando indicados. A escolha da classe depende da gravidade da perda óssea, do risco de fraturas futuras e das contraindicações individuais; a confirmação de fratura patológica orienta priorização de terapias com comprovação de redução de risco de novas fraturas.
Quando procurar ajuda
Procurar avaliação médica imediata se houver dor súbita intensa após movimento leve, incapacidade para caminhar, aumento progressivo da dor nas costas com perda de altura ou sinais de compressão neurológica (fraqueza, perda sensorial, perda do controle intestinal ou vesical). Buscar atendimento em prazos mais curtos quando a dor não responde a medidas sintomáticas, quando há febre ou sinais de infecção na área da fratura, ou quando surgem dificuldades respiratórias associadas a deformidades torácicas.
Uso em atestado
O atestado ou laudo deve registrar claramente a história de ooforectomia, a evidencia de fratura patológica e os exames que fundamentam o diagnóstico. Para perícia, é relevante documentar datas da cirurgia e da ocorrência da fratura, tratamentos realizados e limitações funcionais objetivas; a relação causal entre ooforectomia e osteoporose deve estar fundamentada em prontuário e exames.
Direitos e benefícios
Direitos trabalhistas e previdenciários dependem da gravidade, da incapacidade funcional e da legislação aplicável; para afastamento ou aposentadoria por invalidez, a perícia médica avaliadora considerará incapacidade para o trabalho e documentação clínica. Questões sobre cobertura de tratamentos e reabilitação devem ser discutidas com a operadora do plano e, se necessário, em via administrativa ou judicial com base em contrato e evidências clínicas.
Perguntas frequentes sobre M80.1
O que exatamente significa receber o código CID M80.1?
Significa que a osteoporose foi atribuída à remoção dos ovários e que já ocorreu uma fratura em osso fragilizado; indica histórico cirúrgico relevante e fratura documentada.
Preciso me afastar do trabalho por causa desse código?
O afastamento depende da intensidade da dor, das limitações funcionais e das exigências do trabalho; a decisão é clínica e pode ser discutida com o médico e a perícia.
Esse problema pode contagiar outras pessoas?
Não. Osteoporose pós-ooforectomia não é transmissível; trata-se de uma condição metabólica ligada a alterações hormonais individuais.
Quais exames são essenciais para confirmar CID M80.1?
Imagem que comprove fratura (radiografia, tomografia ou ressonância) e documentação da ooforectomia são essenciais; densitometria óssea costuma complementar a avaliação.
Como se diferencia M80.1 de M80.0 (pós-menopáusica)?
M80.1 exige história de ooforectomia documentada como fator causal; M80.0 refere-se à osteoporose por processo natural da menopausa sem remoção cirúrgica dos ovários.
O que muda no tratamento por causa da ooforectomia?
A relação com ooforectomia orienta a avaliação hormonal e a estratégia de prevenção de novas fraturas, mas o manejo é individualizado conforme exames e risco global.
Leve estas perguntas
O que perguntar ao seu médico (5)
- Qual foi a data da ooforectomia e qual a correlação temporal com o início da perda óssea ou das fraturas?
- Há documentação por imagem da fratura patológica e como ela foi confirmada (radiografia, tomografia, ressonância)?
- A densitometria óssea (DXA) mostrou redução da massa óssea compatível com osteoporose e qual a magnitude do T-score ou variação comparativa?
- Existem fatores secundários que possam explicar a osteoporose (uso de corticóide, doenças endócrinas, insuficiência renal) e como foram investigados?
- Qual a função funcional atual do paciente e quais limitações específicas justificam alteração do código ou necessidade de reavaliação?
O que perguntar ao seu advogado (3)
- Há elementos documentais suficientes para relacionar a ooforectomia à osteoporose para fins de benefício previdenciário?
- Essa condição, com fratura patológica comprovada, pode fundamentar afastamento temporário ou aposentadoria por incapacidade conforme perícia médica?
- Quais documentos e laudos clínicos específicos devo reunir para instruir processo administrativo ou judicial sobre cobertura de tratamento e reabilitação?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
- Quais procedimentos relacionados à avaliação e tratamento de osteoporose pós-ooforectomia com fratura o plano costuma exigir autorização prévia?
- O plano costuma reconhecer fragilidade óssea por ooforectomia como critério para cobertura de terapia específica contra fratura patológica?
- Que documentação (exames, laudo cirúrgico, relatório médico) a operadora exige para análise de cobertura em casos de fratura patológica associada a ooforectomia?
Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.
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