R07 — Dor de garganta e no peito

  • dor torácica
  • dor de garganta
  • dor precordial
  • dor torácica não especificada

O CID R07 designa dores localizadas na garganta ou na região do tórax quando não há diagnóstico específico que justifique um código mais preciso. Aplica-se tanto a dor faríngea isolada quanto a dor torácica aguda ou crônica que permanece sem definição etiológica na avaliação inicial. Não inclui causas identificadas como infarto agudo do miocárdio, embolia pulmonar, pneumonite, laringite bacteriana com agente determinado, ou lesões traumáticas codificadas em outras rubricas. Serve como um marcador sindrômico para documentar a queixa principal e orientar investigação complementar ou codificação subsequente quando houver definição diagnóstica.

O uso de R07 é apropriado quando a avaliação clínica e exames iniciais não estabelecem um diagnóstico específico; se a causa for identificada (por exemplo, angina, refluxo, faringite estreptocócica), o código deve ser substituído pelo correspondente. R07 abrange uma faixa de apresentações de intensidade e duração, desde dor breve e autolimitada até dor recorrente sem etiologia estabelecida.


Quando usar este código

Usa-se CID R07 quando a queixa principal registrada no prontuário é dor na garganta ou no peito e, após exame inicial, não existe diagnóstico conclusivo que justifique um código mais específico. Aplica-se a atendimentos em pronto-socorro, consultas ambulatoriais e relatórios onde a descrição sintomática permanece primária. Deve ser revisado se a investigação subsequente identificar causa clara (angina, infecção, trauma, doenças respiratórias ou cardíacas) e o código substituído pelo diagnóstico definitivo.

Não confunda com

R07.2 (Dor precordial) versus I20 (Angina pectoris): angina pectoris (I20) exige documentação de alterações isquêmicas objetivas, história de angina típica ou testes cardíacos que sustentem isquemia; R07.2 permanece quando há dor torácica descrita mas sem evidência clínica ou de exame que confirme doença isquêmica.

R07.0 (Dor de garganta) versus J02 (Faringite aguda): J02 exige identificação clínica de faringite aguda com sinais consistentes e, quando indicado, confirmação laboratorial/antígeno para estreptococo; use R07.0 se há dor de garganta sem quadro inflamatório claro ou sem confirmação de agente.

R07.3 (Outra dor torácica) versus J98.4 : se a dor torácica está acompanhada de sinais respiratórios típicos e exame/imagem identificam doença respiratória (p.ex. pneumonia, pleurisia), deve-se usar o código respiratório; R07.3 é para dor torácica sem classificação respiratória confirmada.

R07.4 versus S23 (Trauma torácico): S23 e subcategorias exigem história de trauma e evidência objetiva (lesão, fratura, contusão); R07.4 é aplicado quando não há relato/confirmação de trauma ou lesão estruturada.

O que é

R07 é uma categoria sintomática da CID-10 que engloba diferentes formas de dor localizadas na garganta e no tórax quando não há diagnóstico conclusivo no momento da codificação. A categoria inclui subcódigos para dor de garganta (R07.0), dor precordial (R07.2), outras dores torácicas (R07.3) e dor torácica não especificada (R07.4). A nomenclatura indica que o registro se refere ao sintoma predominante, não a uma doença especificamente identificada.

Na prática clínica, essa dor pode manifestar-se como desconforto pontual, ardência, aperto ou dor aguda, com duração que varia de minutos a semanas. Aparece em pacientes de todas as idades; em adultos, a preocupação inicial costuma ser excluir causas cardíacas ou respiratórias graves, enquanto em crianças e jovens é mais frequente associação com infecções de vias aéreas superiores.

Sintomas

Principais manifestações associadas ao CID R07 incluem dor localizada na garganta (odinofagia, sensação de arranhamento), dor precordial (descrita como aperto, pressão ou pontada), dor torácica pleurítica (agravada pela respiração profunda ou tosse) e dor torácica inespecífica sem localização clara. Sintomas que costumam surgir cedo são desconforto ao engolir no caso de dor de garganta e dor aguda localizada na região pré-cordial em episódios súbitos.

Sinais de agravamento que obrigam a reclassificar a gravidade ou buscar códigos diferentes incluem dispneia progressiva, sudorese profusa, náuseas persistentes, síncope, dor torácica irradiada para braço ou mandíbula (sugerindo etiologia cardíaca), hemoptise, febre alta persistente com sinais de infecção sistêmica, ou sinais neurológicos associados.

Causas

R07 inclui mecanismos muito variados: dor faríngea relacionada a infecções virais ou bacterianas, irritação por refluxo faringolaríngeo, ou dor referida; dor torácica pode resultar de causas musculoesqueléticas (distensão, costocondrite), pleuríticas associadas a infecções respiratórias, processos cardiovasculares iniciais não confirmados, ansiedade e dor neuropática. Na prática brasileira, as causas mais frequentes documentadas quando investigadas são infecções de vias aéreas superiores, dor musculoesquelética e episódios de refluxo gastroesofágico com repercussão torácica.

Do ponto de vista fisiopatológico, o mesmo tipo de percepção dolorosa pode provir de estímulos nociceptivos locais, inflamação de mucosas, isquemia miocárdica, irritação pleural ou sensibilização somática/neuropática. A codificação em R07 reflete ausência de evidência conclusiva para atribuir a um desses mecanismos de forma definitiva.

Como é diagnosticado

O diagnóstico para uso de R07 baseia-se na anamnese e exame físico que descrevem dor de garganta ou dor torácica como queixa principal, sem confirmação de um diagnóstico específico após avaliação inicial. Registros de sinais vitais, exame respiratório e cardiológico básicos, inspeção de orofaringe e exame músculo-esquelético devem constar no prontuário para justificar a escolha sintomática do código.

Se exames adicionais — eletrocardiograma, radiografia de tórax, exames laboratoriais, testes de antígeno para Streptococcus ou imagem tomográfica — retornarem sem achados que suportem outra classificação, mantém-se R07. Caso a investigação identifique uma causa clara, o código deve ser alterado para o diagnóstico correspondente (por exemplo I20, J02, S23 etc.).

Como costuma ser tratado

Como categoria sintomática, R07 descreve a queixa e não impõe um tratamento específico. O manejo documentado no prontuário pode variar desde orientação e cuidado sintomático ambulatorial até medidas diagnósticas e terapêuticas dirigidas à causa assim que identificada. Em muitos casos a abordagem inicial é conservadora e ambulatorial; se sinais de alarme surgirem, são necessárias intervenções urgentes e reavaliação diagnóstica que podem justificar códigos diferentes.

Classes de medicamentos

R07 não indica classes medicamentosas específicas, mas na prática clínica as medicações registradas em prontuário para aliviar sintomas podem incluir analgésicos/antipiréticos para dor faríngea ou torácica inespecífica, anti-inflamatórios não esteroidais para dor músculoesquelética e, quando indicado por diagnóstico subsequente, antibióticos para faringite bacteriana ou terapias direcionadas ao diagnóstico identificado. Registros de medicamentos devem acompanhar justificativa clínica e, se houver prescrição de antimicrobiano, documentação da suspeita ou confirmação do agente.

Quando procurar ajuda

Procure atendimento imediato se a dor torácica vier acompanhada de sudorese profusa, falta de ar, desmaio, dor irradiada para braço ou mandíbula, náuseas intensas ou vômitos persistentes, pois esses sinais podem indicar emergência cardiovascular. Também é recomendável avaliação em pronto-socorro se a dor for progressiva, associada a febre alta, tosse com sangue, sinais de infecção sistêmica, ou se houver piora rápida em curto prazo. Para dor de garganta com dificuldade para engolir, voz alterada ou respiração comprometida, busca-se atendimento urgente.

Uso em atestado

Em atestados, R07 pode ser registrado como motivo principal da consulta quando a queixa documentada é exclusivamente sintomática e ainda sem definição diagnóstica. A descrição clínica que acompanha o código deve permitir compreensão do motivo do afastamento (localização da dor, intensidade, duração e sinais associados). Se posteriormente houver diagnóstico específico que justifique mudança de codificação, os registros oficiais devem ser atualizados conforme normas do serviço ou da instituição.

Perguntas frequentes sobre R07

O que significa aparecer o código CID R07 no meu atestado?

Significa que a queixa registrada foi dor na garganta ou no peito sem diagnóstico definitivo no momento da avaliação. O código descreve um sintoma e não indica por si só uma doença específica.

Um atestado com CID R07 garante afastamento do trabalho?

O código por si só não garante afastamento; a concessão depende da avaliação clínica, duração prevista e, quando aplicável, da perícia ou das regras do empregador e da previdência.

Quando o CID R07 muda para outro código?

Muda quando exames ou avaliação complementar identificam a causa da dor, por exemplo faringite bacteriana, infarto ou fratura costal; então o código definitivo correspondente deve substituir R07.

Quais exames podem ser solicitados após registro de CID R07?

Exames comuns incluem eletrocardiograma e radiografia de tórax para dor torácica, e exame de orofaringe ou teste rápido para Streptococcus em dor de garganta, conforme a história clínica.

Devo me preocupar quando a dor no peito recebe o CID R07?

R07 indica que não houve diagnóstico conclusivo; a preocupação depende de sinais acompanhantes. Procure atendimento imediato se houver falta de ar, sudorese intensa, desmaio, vômitos ou dor irradiada.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu médico (6)
  • A dor precordial é de início súbito ou gradual e qual a duração de cada episódio?
  • A dor aumenta com esforço, respiração profunda ou movimentos do tronco, sugerindo origem pleurítica ou musculoesquelética?
  • Há irradiação da dor para braço, mandíbula ou dorso, ou sintomas vegetativos (sudorese, náusea) que sugerem isquemia?
  • Existem sinais infecciosos ou critérios de faringite estreptocócica que justifiquem teste rápido ou cultura?
  • A dor está associada a episódios de refluxo, pirose ou regurgitação que poderiam indicar origem esofágica?
  • Houve trauma torácico recente ou procedimentos que possam explicar dor por lesão local?
O que perguntar ao seu advogado (4)
  • O registro de CID R07 em atestado científico é suficiente para requerer afastamento previdenciário temporário?
  • Como a perícia interpreta atestado com CID R07 quando exames complementares posteriores mostram diagnóstico diferente?
  • Que documentação clínica específica é recomendada para sustentar afastamento baseado em dor torácica inespecífica nas instâncias administrativas?
  • Há diferença na validade do atestado com R07 para fins trabalhistas se o prontuário não contém exames complementares?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • O envio de guia com CID R07 exige cobertura prévia para exames diagnósticos iniciales como ECG e radiografia torácica?
  • O plano considera substituição do CID R07 por código definitivo quando houver diagnóstico em investigação e reenvio de guia?
  • Em caso de internação por dor torácica sem diagnóstico definitivo, que documentos o plano costuma solicitar para autorizar permanência?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Assine nossa newsletter
© CIDs Med. Todos os direitos reservados.
Política de privacidade