S22 — Fratura de costela(s), esterno e coluna torácica

  • fratura de costela
  • fratura de esterno
  • fratura torácica vertebral

Em palavras simples

O código CID S22 significa que houve uma fratura na região do tórax: isso pode ser uma costela quebrada, uma fratura do osso do peito (esterno) ou uma vértebra na parte média das costas (coluna torácica). Em linguagem simples, o osso daquela parte do corpo que ficou rígida e protegendo os órgãos do peito sofreu uma ruptura por um impacto, pressão ou queda.

Quem recebe esse diagnóstico geralmente sente dor aguda e localizada no local da lesão, que piora quando respira fundo, tosse ou faz movimentos do tronco. Pode aparecer inchaço, um roxo (hematoma) na pele e sensibilidade ao toque. Às vezes há sensação de estalo ou movimento anormal do osso, especialmente se a fratura for instável ou múltipla.

Na maioria dos casos, a fratura torácica não é contagiosa, e se agrava principalmente se houver lesões associadas nos pulmões ou se houver impacto grande que cause instabilidade da coluna. A duração do desconforto varia: algumas pessoas melhoram em semanas, outras levam meses para recuperar movimento e força, dependendo da idade, do número de fraturas e de outras doenças que a pessoa tenha.

O que costuma acontecer a seguir é a realização de exames de imagem (radiografia e, às vezes, tomografia) para confirmar a fratura e avaliar sua extensão. Haverá retornos para acompanhar a dor e a capacidade de respirar bem; profissionais de saúde podem orientar medidas de suporte e reabilitação. Em trabalho e escola, pode haver necessidade de afastamento temporário ou redução de atividades, documentada em atestados médicos.

Em casa, é importante observar a respiração: se houver falta de ar, respiração muito rápida, febre, tosse com sangue ou fraqueza nas pernas, é preciso buscar atendimento imediatamente. Se a dor estiver piorando em vez de melhorar com o tempo, ou se surgirem sinais de infecção no local (aumento de calor, vermelhidão, secreção), também é hora de retornar ao médico. Para dúvidas sobre segurança de atividades e retorno ao trabalho, converse com a equipe que acompanha o seu caso.

O que este código significa?

O CID S22 designa fratura de costela(s), do esterno ou da coluna torácica decorrente de trauma direto ou indireto na região do tórax. Aplica-se quando há ruptura óssea confirmada ou fortemente suspeita dessas estruturas após impacto, compressão ou queda. Não inclui lesões superficiais da parede torácica (S20), ferimentos penetrantes nem fraturas isoladas de coluna cervical ou lombar, que têm códigos distintos. Inclui combinações de fraturas na mesma região torácica, mas a codificação precisa usar subcategorias quando houver especificidade (por exemplo, fratura isolada de costela). O uso deste código exige documentação clínica e exames que sustentem a presença de fratura na porção torácica.


Quando este código é usado?

Usa-se S22 quando o registro clínico descreve ruptura óssea em costelas, esterno ou vértebras torácicas identificada por exame de imagem, exame físico sugestivo com evidência, ou no contexto de internação por trauma torácico. Não é apropriado para dor torácica sem evidência de fratura, para lesões superficiais (S20) ou para fraturas fora da região torácica. Em prontuário ou guia, S22 indica que o foco diagnóstico é estrutural — os cuidados e autorizações posteriores devem considerar procedimentos e imagens relacionadas a fratura torácica.

Qual a diferença dos códigos parecidos?

S22 versus S20: S22 requer fratura confirmada ou fortemente provável de costelas, esterno ou vértebras torácicas; S20 refere-se a traumatismo superficial da parede torácica sem fratura (equimose, laceração cutânea). S22 versus S32: S22 cobre fraturas na região torácica (costelas, esterno, coluna torácica); S32 inclui fraturas de pelve e coluna lombossacra — a separação é anatômica, definida pelo nível vertebral. S22 versus S23/S24 (outra parte do capítulo): S23 e S24 envolvem lesões de órgãos intratorácicos ou de tecidos moles associados; presença de fratura óssea documentada orienta para S22, enquanto lesão pulmonar sem fratura fica em códigos específicos de órgão.

O que é?

Fratura torácica é a quebra de osso nas costelas, no esterno ou nas vértebras torácicas como resultado de trauma. Manifesta-se por dor localizada intensa, piora à respiração e ao movimento do tórax, e pode vir acompanhada de deformidade, hematoma ou crepitação óssea ao toque.

O público afetado inclui vítimas de acidentes de trânsito, quedas, trauma por compressão ou impacto direto no tórax, assim como pacientes idosos com ossos fragilizados que fraturam com traumatismos de baixa energia. A apresentação varia de dor isolada a quadros com comprometimento respiratório, dependendo da gravidade e da presença de lesões associadas.

Quais sintomas aparecem?

Os sinais e sintomas mais frequentes são dor torácica localizada, intensificação da dor ao respirar profundamente, tossir ou mover o tronco, e sensibilidade à palpação sobre a costela, esterno ou coluna torácica. Edema e hematoma local podem aparecer cedo, assim como crepitação ou mobilidade anormal na área fraturada. Sintomas que sugerem agravamento incluem falta de ar progressiva, dor que não melhora com analgesia habitual, deformidade visível da caixa torácica, febre associada (sugerindo complicação infecciosa em seguimento) ou sinais de instabilidade vertebral — esses achados elevam a suspeita de complicações que exigem avaliação imediata.

O que causa?

As fraturas torácicas resultam de mecanismos de alta ou baixa energia. No Brasil, as causas mais observadas na prática são traumas por acidentes de trânsito e quedas; em idosos, quedas de pequena altura sobre o tórax ou compressão torácica por movimento brusco podem causar fratura por fragilidade óssea. Mecanicamente, o impacto direto sobre a parede torácica, a torção violenta do tronco ou a compressão anterior-posterior podem gerar fratura de costela ou esterno; lesões vertebrais torácicas costumam envolver flexão-forçada, compressão axial ou trauma contuso que excede a resistência estrutural da vértebra.

Como o médico confirma o diagnóstico?

A confirmação de S22 é baseada em história de trauma, exame físico focal com dor localizada e sinais de fratura, e em exames de imagem que demonstrem ruptura óssea ou perda da continuidade cortical. Radiografia simples do tórax ou de coluna torácica é o exame inicial comum; tomografia computadorizada fornece melhor sensibilidade para fraturas costais ocultas, múltiplas fraturas ou avaliação de estabilidade vertebral. A codificação para S22 exige que o prontuário contenha descrição clínica e/ou relatório de imagem compatível com fratura em costela, esterno ou vértebra torácica; achados isolados de dor sem confirmação imagiológica podem não sustentar plenamente o código.

Como costuma ser tratado?

O tratamento da fratura torácica é multidisciplinar e depende da localização, número de fraturas e da presença de lesões associadas. Em geral, a abordagem inclui controle da dor para permitir respiração eficaz, monitorização respiratória, avaliação e manejo de eventuais complicações torácicas (como pneumotórax ou lesão pulmonar) e reabilitação respiratória e funcional conforme a gravidade. Muitas fraturas costais e esternais são manejadas de forma conservadora, enquanto fraturas instáveis da coluna torácica ou consolidações que causam comprometimento neurológico podem requerer intervenção cirúrgica especializada.

Que tipos de remédio costumam ser usados?

Classes farmacológicas empregadas no manejo incluem analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor, com escalonamento conforme intensidade; em casos com componente neuropático pode haver uso de adjuvantes analgésicos. Antibióticos não são rotineiros a menos que haja infecção documentada; anticoagulação e outros fármacos são considerados segundo risco tromboembólico ou condição clínica associada. A escolha específica de medicamento e esquema terapêutico depende da avaliação clínica e das contraindicações individuais, e não está descrita aqui.

Quando procurar um médico?

Procura-se atendimento imediato quando há dificuldade para respirar, dor torácica intensa que não cede, confusão, fraqueza nas pernas ou sinais de comprometimento neurológico, sangramento ativo ou suspeita de lesão associada grave. Buscar avaliação urgente também é indicado se houver piora progressiva da dor, febre acompanhada de secreção purulenta ou tosse persistente após o trauma, ou incapacidade de deambulação por dor intensa. Em ausência de sinais de alarme, retornar para reavaliação se dor e função não melhorarem conforme plano clínico estabelecido.

Quantos dias de atestado?

Nenhum código CID tem duração fixa de afastamento; o período é definido pelo médico que examinou e pelo caso concreto — duas pessoas com o mesmo CID podem receber períodos diferentes.

Na prática, a legislação estabelece como funciona a responsabilidade pelo pagamento: até 15 dias de afastamento o empregador é responsável pelo salário (Lei 8.213/91, art. 60, parágrafo 3); a partir do 16º dia o INSS assume e passa a exigir perícia. A soma de atestados para fins desses 15 dias obedece à regra dos 60 dias: atestados emitidos pelo mesmo motivo no intervalo de 60 dias são considerados para compor esse prazo (Decreto 3.048/99, art. 75).

Sobre a aplicação da regra dos 60 dias, o CID constante no atestado é o que o perito usa para avaliar se os episódios têm a mesma causa; por isso é o código no atestado que permite a verificação da continuidade do mesmo motivo — informação que muitos desconhecem.

Para que um atestado seja aceito, ele precisa identificar claramente o paciente, indicar o período de afastamento, trazer a data, a assinatura e o CRM do médico. A inclusão do CID no atestado depende da anuência do paciente: o médico não é obrigado a informar o diagnóstico ao empregador, e sem o código a soma dos 60 dias não pode ser verificada.

No caso do CID S22, trata‑se habitualmente de um quadro de natureza aguda resultante de trauma torácico, que requer controle da dor, monitorização e, quando indicado, investigação por imagem; pode limitar a capacidade de trabalho enquanto houver dor intensa ou comprometimento respiratório, e frequentemente exige acompanhamento e registro clínico até a resolução ou estabilização. Como fraturas torácicas podem reaparecer como episódios separados ou coexistir com outras lesões torácicas, a regra dos 60 dias é relevante para quem precisa somar atestados emitidos para o mesmo CID e demonstrar continuidade do mesmo problema para fins de apuração dos prazos legais.

Perguntas frequentes sobre S22

O que exatamente significa receber o CID S22 no meu prontuário?

Significa que o médico identificou uma fratura na região torácica — costela, esterno ou coluna torácica — e registrou isso como diagnóstico. Esse código documenta que houve lesão óssea nessa área e costuma acompanhar o laudo de imagem.

Um S22 sempre gera afastamento do trabalho?

Nem sempre; o afastamento depende da gravidade da fratura, da função exigida pelo trabalho e da avaliação médica. O atestado e a justificativa clínica no prontuário orientam a necessidade de afastamento ou adaptação de tarefas.

Como o CID S22 difere de dor no tórax sem fratura?

O CID S22 requer evidência de fratura ou forte suspeita clínica sustentada por exame; dor torácica sem fratura costuma ser codificada em outros grupos diagnósticos, e a diferenciação é feita por exame físico e imagem.

Preciso fazer radiografia para ter o CID S22?

Radiografia é o exame inicial e frequentemente usado para confirmar fratura; em situações com radiografia negativa e alta suspeita clínica, outros exames como tomografia podem ser indicados para confirmar a presença de fratura.

Quanto tempo leva para uma fratura torácica cicatrizar?

O tempo varia com idade, número de fraturas e presença de doenças associadas; muitas fraturas de costela melhoram em semanas, mas a recuperação funcional completa pode demandar meses em alguns casos.

O CID S22 indica que tive lesão no pulmão ou no coração?

Não necessariamente; S22 refere-se à fratura óssea da região torácica. Lesões de órgãos intratorácicos são codificadas separadamente e requerem avaliação específica para serem identificadas.

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Fontes e como esta página foi feita

O código, o título oficial e a hierarquia vêm da classificação da CID-10 acima. A descrição em linguagem comum é editorial, escrita para explicar o código — não passou por revisão médica e não substitui avaliação profissional. Como produzimos este conteúdo.

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