S22.3 — Fratura de costela

  • fratura costal
  • fratura de arcos costais
  • costela fraturada

O CID S22.3 designa uma fratura de costela: quebra ou solução de continuidade de um arco costal. Aparece após trauma torácico direto (queda, impacto, acidente) ou por esforço em ossos fragilizados. Não inclui fraturas isoladas do esterno ou da coluna torácica, nem lesões torácicas internas sem fratura óssea. Este código cobre uma ou mais costelas fraturadas quando documentadas clinicamente ou por imagem. Não descreve por si só complicações como pneumotórax, lesão pulmonar ou hemotórax, que podem ter códigos associados.


Em palavras simples

Receber o CID S22.3 significa que foi identificada uma fratura em uma das suas costelas. Em linguagem simples: uma costela rachou ou quebrou. Normalmente isso acontece após uma pancada no peito, queda, acidente ou até esforço em ossos fragilizados. O código descreve a fratura em si, não detalhes das possíveis complicações.

Você provavelmente sente dor localizada no tórax, que piora quando respira mais fundo, tosse ou ao apertar o local. Pode haver sensibilidade à palpação e dificuldade para respirar profundamente por causa da dor. Em geral a dor é o sintoma mais evidente desde o início; se também aparecer dificuldade para respirar, tosse com sangue, desmaio ou fraqueza extrema, isso sugere um problema mais sério.

Fraturas simples de costela costumam não ser graves para a vida, mas podem ser muito dolorosas e atrapalhar a respiração. Em idosos ou pessoas com ossos frágeis, a gravidade tende a ser maior e o tempo de recuperação pode ser mais longo. O tempo habitual de melhora varia bastante conforme o número de costelas envolvidas, presença de deslocamento e doenças associadas.

O trajeto típico inclui avaliação clínica e imagem (radiografia ou tomografia) para confirmar a fratura e checar complicações. O retorno ao trabalho ou atividade dependerá da dor, da função respiratória e do tipo de ocupação; atestados e laudos documentando a lesão e os achados de imagem costumam ser solicitados para justificar afastamentos. Em casa, movimentar-se com cuidado e evitar esforços que agravem a dor é comum, além de seguir as orientações do seu médico.

Observe sinais de alerta: se a respiração ficar curta, a dor aumentar muito, surgir tosse com sangue, febre ou tontura, procure atendimento sem demora. Se a dor for controlável e a respiração estiver preservada, o acompanhamento ambulatorial e o controle da dor são os passos mais frequentes. Anote data do trauma, exames realizados e sintomas para levar nas consultas de retorno.

Quando usar este código

Usa-se S22.3 quando há evidência clínica ou radiológica de fratura de uma ou mais costelas. Deve registrar-se aqui casos em que a fratura é o achado primário; complicações diretas podem requerer códigos adicionais.

Não confunda com

S22.4 — Fratura do esterno: separar quando a solução de continuidade afeta o osso esterno e não as costelas; S22.3 é para arcos costais. S22.5 — Fratura da coluna torácica: usar S22.5 se a fratura envolve corpos vertebrais torácicos; S22.3 não se aplica a vértebras. S27.0 — Lesão de órgãos intratorácicos: se o problema principal é ruptura pulmonar, hemotórax ou lesão de grande vaso sem fratura documentada, preferir S27.0; S22.3 exige fratura costal comprovada.

O que é

Fratura de costela é a interrupção da continuidade óssea em uma das costelas. Manifesta-se tipicamente por dor localizada na parede torácica, agravada pela respiração profunda, tosse ou movimentos do tronco, e por sensibilidade à palpação.

Costuma ocorrer após trauma direto, como queda, pancada ou colisão em acidentes de trânsito; em idosos ou pacientes com osteoporose, pode ocorrer com traumas de menor intensidade. Pode coexistir com contusão pulmonar, pneumotórax ou lesão de órgãos torácicos.

Sintomas

Dor torácica localizada é o sintoma principal, presente desde cedo e intensificada por respiração profunda, tosse e movimentos. Sensibilidade e dor à palpação sobre a costela fraturada aparecem precocemente. Crepitação palpável ou instabilidade óssea sugerem fratura deslocada. Dispneia, dor intensa persistente, tosse com sangue ou sinais de choque indicam possível complicação e agravamento.

Causas

Mecanismos incluem trauma direto (impacto lateral ou frontal), compressão torácica em acidentes e quedas, e trauma por compressão no esporte. Em idosos, fragilidade óssea por osteoporose ou metástase óssea facilita fraturas com eventos de baixa energia. A fratura pode ser simples (sem deslocamento) ou deslocada, e deslocamentos maiores aumentam risco de perfuração pleural ou lesão pulmonar.

Como é diagnosticado

O código S22.3 exige documentação de fratura costal por exame físico compatível e, preferencialmente, imagem que comprove a solução de continuidade óssea. Radiografia torácica direcionada às costelas é frequentemente utilizada; tomografia computadorizada é mais sensível para fraturas ocultas ou para avaliar deslocamento e complicações. A decisão por este código baseia-se no conjunto clínico-imagem que descreve fratura costal como problema primário.

Como costuma ser tratado

O manejo padrão é direcionado ao controle da dor e à manutenção da ventilação adequada, com acompanhamento ambulatorial na maioria dos casos não complicados. Repouso relativo e medidas para reduzir dor ao respirar são adotadas; fraturas deslocadas ou com risco de perfuração de vísceras podem necessitar de intervenção cirúrgica. É comum o acompanhamento por serviço de traumatologia ou ortopedia e, se houver comprometimento respiratório, por equipe de emergência ou pneumologia.

Classes de medicamentos

Analgesia é componente central do tratamento; classes medicamentosas usadas incluem analgésicos simples, anti-inflamatórios e, quando indicado, analgésicos potentes ou adjuvantes para controle da dor torácica que prejudique a ventilação. A escolha de classe depende da intensidade da dor, com monitoramento para efeitos adversos.

Quando procurar ajuda

Procurar atendimento imediato se houver dificuldade para respirar, dor torácica muito intensa que não melhora com medidas iniciais, tosse com sangue, tontura, palidez ou sinais de choque. Buscar avaliação também se a dor piora progressivamente, surge febre (sugerindo complicação infecciosa) ou se há sinais de infecção secundária no local da lesão.

Uso em atestado

Atestados e relatórios devem descrever data e mecanismo do trauma, local da dor, achados do exame físico e exames de imagem que comprovem fratura de costela. Para afastamento ou perícia, documentar complicações associadas e limitação funcional; períodos de recuperação variam conforme número de costelas afetadas e presença de deslocamento ou complicações.

Perguntas frequentes sobre S22.3

O que significa ter o CID S22.3 no atestado?

Indica que foi identificada uma fratura de costela. O atestado deve descrever o diagnóstico, exames realizados e período de restrição funcional conforme o médico.

A fratura de costela é contagiosa?

Não. É uma lesão óssea traumática e não envolve transmissão entre pessoas.

Quais exames confirmam a fratura de costela?

Radiografia direcionada às costelas detecta muitas fraturas; tomografia é mais sensível e usada quando há suspeita clínica com raio-X negativo ou para avaliar complicações.

Quanto tempo costuma durar a recuperação?

Varia conforme número de costelas, deslocamento e idade do paciente; semanas a meses são comuns, com melhora gradual da dor e função respiratória.

Quando é necessário afastamento do trabalho?

Depende da intensidade da dor, da limitação funcional e do tipo de ocupação; o médico e a perícia avaliam caso a caso.

Como diferenciar fratura de costela de dor muscular ou contusão?

A fratura costuma causar dor localizada intensa com sensibilidade óssea e possível crepitação; a confirmação requer imagem quando há dúvida.

Leve estas perguntas

O que perguntar ao seu advogado (3)
  • Este episódio está configurado como acidente de trabalho dependendo do relato e documentação médica?
  • O CID S22.3 em atestado é suficiente para solicitar auxílio-doença ou será necessária perícia previdenciária?
  • Como comprovar nexo causal entre atividade laboral e a fratura em caso de disputa?
O que perguntar ao seu plano de saúde (3)
  • Exames de imagem e procedimentos para fratura de costela exigem autorização prévia segundo a operadora?
  • Quais documentos e relatórios (incluindo o CID S22.3) a operadora exige para avaliar cobertura de internação ou procedimentos?
  • Existe carência ou restrição contratual que possa impactar cobertura de tratamento para trauma torácico?

Estas perguntas são um ponto de partida para a conversa. Este site não responde por elas nem substitui avaliação profissional.

Assine nossa newsletter
© CIDs Med. Todos os direitos reservados.
Política de privacidade